VALE A PENA SER EVANGÉLICO

Ser evangélico hoje virou moda no Brasil, segundo alguns estudiosos da ciência do comportamento humano. Mas o que isto significa para a igreja evangélica que, a cada dia, cresce vertiginosamente?
Porventura, não é hora de se fazer uma reflexão da doutrina, da fé e do comportamento evangélico no seio da sociedade brasileira? Ser evangélico não é só fazer uma opção religiosa ou aderir a uma igreja evangélica, como muitos estão fazendo hoje, em face das inúmeras promessas de prosperidade e bem estar nesta vida.
A verdade é que muitos estão em busca de sucesso e felicidade neste mundo e para isso buscam algumas igrejas evangélicas que oferecem um evangelho fácil, sem nenhum compromisso com Cristo.
Isto não se constitui novidade nenhuma, pois nos dias de Jesus aqui na terra, multidões o seguiam em busca dos milagres que Ele operava; levantava paralíticos, dava vista aos cegos, purificava os leprosos, ressuscitava mortos, multiplicava pães e peixes e dava de alimentar a multidões, enfim, milagres estavam presentes na vida ministerial do Senhor Jesus.
O povo queria as bênçãos de Jesus, porém seguí-Lo conforme seus ensinos, isto não era possível, pois não estavam dispostos a pagar o preço de um verdadeiro discípulo do Senhor.
Veja só, o povo quer as bênçãos de Deus, mas não o Deus das bênçãos.
Conforme depreendemos dos ensinamentos de Jesus, ser evangélico não é assimilar as verdades pregadas por Ele, mas praticá-las de modo que o mundo veja as palavras do Senhor encarnadas em nossa própria vida, como disse o apóstolo Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20).
Porventura, não é maravilhoso ser evangélico segundo os ensinos do Senhor Jesus?
Vale a pena ser evangélico, mesmo carregando o peso da cruz, renunciando os prazeres carnais, sofrendo as afrontas por amor a Cristo, discriminado por viver um estilo de vida diferente do mundo, pregar uma mensagem que contraria os desejos dos corações dos homens, sustentar uma fé que dá convicção de uma vida no céu com Deus, enfim, enfrentar as potestades do mal como bom soldado de Cristo, e assim, sair vencedor pelo precioso sangue de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A palavra de Deus nos assegura que, se sofrermos, também com Ele reinaremos; se o negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo (II Tm 2.12,13).

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

FIDELIDADE NAS PEQUENAS COISAS

“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito, e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16.10)

Quem não deseja ter um empregado que, na ausência do patrão, se porta de modo responsável em suas tarefas? Quem não deseja ter um relacionamento que, mesmo ausência do cônjuge, o outro porta-se de modo respeitável e fiel? Todos nós passamos por momentos perigosos em que a nossa fidelidade ao que é certo e honesto é testada.
A pergunta é: nessas situações, temos sido aprovados ou reprovados? O ser humano tem a tendência de se revelar quando se encontra sozinho, quando ninguém está lhe observando. Muitas vezes, por mais que se esforcem, alguns, não conseguem ser fiéis ao que é certo.
Mas há também os que conseguem prevalecer. José foi um homem fiel e íntegro (veja parte de sua história em Gn 39.1-23). Por ser invejado por seus irmãos, ele foi jogado em um poço vazio e sem água (Gn 37.24).
Logo após este fato, José foi para no Egito, vendido como escravo aos ismaelitas que posteriormente o venderam a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda (Gn 37.24-36).
Eis aí um jovem que tinha motivos de sobra para se revoltar contra os irmãos e contra sua difícil realidade. Mas apesar de ser rejeitado por parte da família, Deus amava José e tinha um grande plano para sua vida. Na casa de Potifar ele se tornou administrador de seus bens.
Gênesis 39.4 nos diz que Potifar confiou a José tudo o que possuía. Fidelidade leva a novas oportunidades e responsabilidades. José fazia a diferença onde se encontrava. Por quê? Porque Deus estava com ele. José não era um homem religioso, ele era um homem que tinha relacionamento com Deus. Era um homem transformado.
Por causa da honestidade de José até a casa de Potifar foi abençoada. Até mesmo na área sexual José permaneceu íntegro aos princípios do Senhor, mesmo sendo solteiro, atraente e de boa aparência. Certa vez, a mulher de Potifar o cobiçou e o convidou para um ato de infidelidade.
Ele se recusou mesmo diante da insistência dela. O momento era tentador, ninguém estava olhando, mas José disse não, pois ele tinha temor a Deus. Foi por temor e amor ao Senhor que ele recusou um convite em que infelizmente muitos estão enlaçados nos dias de hoje.
Apesar de ter tomado esta atitude tão admirável, José passou por situações constrangedoras e injustas mais tarde, mas no final de sua história, Deus o honrou de modo grandioso.
Vale a pena ser fiel nos mínimos detalhes. Vale a pena se portar de modo conveniente e digno em situações de tentação. José foi fiel. Com seu testemunho de vida, Deus foi glorificado.
Será que isto acontece em sua vida? O Deus que você serve está aprovando ou não suas atitudes? Com muito ou pouco dinheiro, com aplausos ou sem aplausos, promovido ou não no emprego, seja fiel em todas as circunstâncias, pois todo grande sucesso é fruto de um pequeno sucesso.
Lembre-se: Deus não se esquece daqueles que lhe são fiéis.

Pr. Francisco Cícero Miranda (Presidente da Assembleia de Deus em Mossoró e Região e Vice-presidente da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no RN – DEMADERN)

OS OITO DEGRAUS PARA VITÓRIA DE ESTER

TEXTO BASE: Ester 4-16

No texto acima venho trazer a memória de uma moça (menina) que tornou-se rainha. Ester foi a única mulher hebreia a se tornar rainha numa nação dominadora.
Disputou um concurso público e foi escolhida entre as melhores. Durante seu mandato, conseguiu livrar o povo de um dos maiores massacres planejados pelo inimigo.
A vida de Ester só alcançou esse patamar de sucesso, porque o caráter moldado nela estava dotado das seguintes virtudes: Sabedoria, dedicação, firmeza, obediência, fidelidade, humildade, santidade e fé.

1) SABEDORIA
Então o rei lhe disse: O que é rainha Ester? Qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará. Ester respondeu: se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que tenho preparado para o rei. Ester preparou uma estratégia para o escape de seu povo (Et 5.3-4).
Vemos que Ester não chegou reclamando, falando mal ou se maldizendo da sorte. Ela chegou convidando o rei para um banquete e usou estratégia de conquista.
Muitas vezes queremos alcançar vitórias, mas só sabemos reclamar da sorte, vamos seguir o exemplo de Ester, primeiro oferecer um banquete para o rei e depois pedir o que queremos, este é o caminho do sucesso.
A palavra de Deus em Ec. 9.16 diz que melhor é a sabedoria do que a força, Ester podia bem usufruir da sua posição que exercia dentro da casa do rei, mas também sabia que a mulher sábia edifica sua casa. Então, sejamos sábios como Ester e conquistaremos nossa vitória.

2) DEDICAÇÃO
Ester disputou e venceu o concurso de misses mais disputado que já se ouviu falar. Ninguém pode vencer a serva de Deus dedicada e fiel. Seja uma mulher dedica ao Senhor fazendo o máximo que você puder para engrandecer o Senhor e a sua família e seus amigos.
O Senhor diz em sua palavra tudo vier em suas mãos faça sem ira e nem contenda, procure se apresentar como alguém que não tem do que se envergonhar mais como serva de Deus aprovada para um grande trabalho e sabendo que a vossa recompensa vem do grande e soberano Deus.

3) FIRMEZA
“Vai e junta todos os judeus que se acham em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que isso não é segundo a lei; e se eu perecer, pereci.( Et 4. 16).
Nem a possibilidade da morte detém o crente firme. 1 Co 15.58 Sedes firmes e constantes.

4) OBEDIÊNCIA
“ Ester, porém, não tinha declarado o seu povo nem a sua parentela, pois Mardoqueu lhe tinha ordenado que não o declarasse.” (Et 2. 10)
Não somente nessa ocasião, mas Ester nunca se prevaleceu da condição de rainha para sair do posto de submissão e obediência em relação a Mardoqueu.
I Sm 15.22 diz que: obedecer é melhor que sacrificar, o apóstolo Paulo no livro de Tito cap. 2. 9 diz que devemos obedientes em tudo ao Senhor.

5) FIDELIDADE
“Pois como poderei ver a calamidade que sobrevirá ao meu povo? Ou como poderei ver a destruição da minha parentela?” (8.6).
Ester poderia depois de se tornar rainha, negar sua raça e deixar que o povo perecesse. Sua fidelidade evitou que ela própria viesse perecer.
A palavra de Deus em Sl 101.6 diz os meus olhos procurarão os fieis da terra. Apocalipse 2.10 diz: Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida eterna.

6) HUMILDADE
No segundo dia disse o rei a Ester durante o banquete do vinho: qual é a tua petição, rainha Ester? E ser-te-á concedida; qual é o rogo? “Até metade do reino se te dará.” (Et 7.2).
No capítulo 8 e versículo 11 podemos compreender que nestas cartas o rei concedia aos Judeus que havia em cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defenderem as suas vidas, para destruírem, matarem e exterminarem todas as forças do povo e da província que quisessem assaltar, juntamente com os seus pequeninos e as suas mulheres, e que saqueassem os seus bens.
Mas Ester sabia pedir apenas o necessário e com isso evitava receber negação. Sabemos que Ester não se aproveitou da situação, pediu o que realmente precisava. Jesus disse aprendei de mim que sou manso e humilde. Provérbios 29.23 diz: O humilde de espírito obterá honra e 22.4 o galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra e vida.

7) SANTIDADE
“Vai e junta todos os que se acham em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que isso não é segundo a lei; e se eu perecer, pereci.” (Et 4.16).
Entregar seus problemas a Deus é a melhor das habilidades. Salmos 96.9 diz: Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele, toda a terra. Hebreus 12.14: Segui a paz e a santificação, sem a qual ninguém vera o senhor.

8) FÉ
Ao entrar na presença do rei Ester usou a fé e tudo deu certo. Precisamos crer que tudo aquilo não podemos Ele pode.
Concluímos lembrando que a história de sucesso de Ester começa quando Deus coloca uma estratégia de sabedoria no coração de Mardoqueu:

• E sendo Ester uma jovem confiante em Deus aceitou a liderança de alguém que a tinha a criado;

• Ester teve o privilégio de crescer num lar dirigido por Deus;

• Este soube fazer jus ao tratamento privilegiado;

• Ester edificou as colunas do seu sucesso desde o primeiro dia que conheceu a Deus.

Pb. Moisés Ferreira

O PERDÃO PRESERVA O LAR

Uma vida conjugal pode sobreviver e até ser satisfatória na ausência de filhos. O casamento pode sobreviver às dificuldades financeiras, às doenças, às atribuições e a rotina do cotidiano.
Os cônjuges podem até sobreviver à devastação de um adultério. Entretanto, a preservação do lar não sobrevive sem perdão. Na trajetória da vida conjugal passando-se pelo namoro, noivado e casamento, os casais aprendem a desculpar-se.
Muitos e variados são os motivos onde os casais com facilidades se desculpam. Desculpa o atraso do namorado, o mau humor da namorada. Os noivos desculpam os parentes que se envolvem nos assuntos do casal.
No casamento não é diferente sempre estamos nos desculpando. Mas as coisas não são sempre tão fáceis e, às vezes, uma simples desculpa já não basta – é preciso perdoar.
No namoro e no noivado há a saída para o casal de desistir e cada um procurar a direção que lhe convier. Entretanto, no casamento o voto de ficar com o outro “até que a morte nos separe” já foram feito.
O casal já mora junto, já consumou o ato sexual e divide as tarefas e as contas. A esposa já mudou seus documentos, a casa está no nome dos dois, as contas bancárias são conjuntas. Há uma história escrita, memórias a partilhar, obrigações a cumprir, momento a considerar.
Surgem, então, dois caminhos: O primeiro é quando um dos cônjuges decide não perdoar, guarda a mágoa, congela a raiva, torna-se amargo e decide minar ou acabar o amor que os uniu. O segundo caminho a trilhar é o do perdão – e é este o único que torna possível a concretização da vida conjugal.
Contudo, é preciso entender como ele funciona. Perdão não é esquecer. Deus é o único que consegue apagar nossas culpas e pecados, deles não se lembrando mais, tornando-nos, a cada vez que pedimos perdão a Ele, novas criaturas, limpas da nódoa do pecado e brancos como a neve.
Bom seria que tivéssemos um mar de esquecimento, onde pudéssemos jogar nele todas as nossas mágoas, os fatos que nos fazem sofrer, as palavras que nos machucam, nossos desapontamentos, fracassos e tragédias.
Infelizmente isto não possível. Nós, humanos, temos uma memória que não se apaga. No nosso cérebro há uma gaveta onde tudo fica guardado e gravado. Resta-nos então conviver com as nossas memórias.
Do ponto de vista positivo é uma dádiva, pois podemos armazenar as nossas boas lembranças, a imagem das pessoas que amamos e dos lugares que visitamos, e o conteúdo das aprendizagens que fizemos ao longo da vida que nos tornam mais maduros, experientes e precisos para as nossas decisões futuras.
Do ponto de vista negativo é que nos lembramos das nossas falhas e erros, dos nossos pecados e de todos os episódios e pessoas que nos magoaram.
Então, resumindo tudo é que não podemos esquecer, logo, perdoar não é esquecer. Perdoar é lembrar a afronta sem que esta provoque ódio, revolta ou desejo de vingança.
É aprender a conviver com a dor da traição sem o desejo de punir o cônjuge pelo que ele fez. É recordar sem rancor, a ponte de conseguir amar e caminhar a segunda milha ao lado de quem lhe feriu. É renovar os votos de confiança e de afeto trocados no casamento.
Perdoar não é cicatrizar instantaneamente. As desculpas diferem do perdão. Elas são mais instantâneas e geralmente cicatrizam instantaneamente, até porque são atribuídas aos fatos e às pessoas que não nos ferem tão profundamente. Já as atitudes que atinge a nossa alma, que fazem doer não só o coração, mas por vezes o corpo todo, desculpas não bastam. Para estas precisamos de perdão.
O perdão não sara momentaneamente, há um processo a ser vivenciado até que o ferimento feche e cicatrize. Fechar uma ferida leva tempo, às vezes anos, e ainda assim, a cicatriz que ela deixa pode não doer mais, mas nos faz recordar do que se passou.
Quando decidimos perdoar, é necessário esperar pelo tempo da alma humana para assimilar os fatos, entender os motivos, conviver com as lembranças e apagar a dor.
Não pule etapas, mas, seja determinado em dizer “minha alma ainda dói, mas eu já perdoei”. Portanto, decida-se a superar, controle seus pensamentos e não alimente sentimentos de raiva ou de autocomiseração.
Perdoar não pode ser uma opção, até porque não há outra saída para quem foi ferido. Quem não perdoa anula a possibilidade de ser livre, vivendo aprisionado às lembranças do que passou.
O perdão é o passaporte para a liberdade. Quem não perdoa fica refém de muitas mazelas que se transformam em doenças do físico e da alma, são as patologias psicossomáticas.
Quem foi ferido, se não perdoar e submeter-se ao processo de perdão, viverá sob o peso da dor da traição e pagará o preço emocionalmente pelo erro do ofensor. Logo, perdoar não é uma opção, mas uma decisão correta a ser tomada para que você seja livre da dor, da ira, das doenças, do envelhecimento precoce, dos olhos turvos, da aniquilação dos projetos de vida.
A disposição de perdoar seu cônjuge torna-se uma âncora estável para o seu lar.

Deus te abençoe…

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)

LIDERAR COM CORAGEM!

“Esforça-te, e tem bom ânimo.” — Josué 1:9

Começo afirmando que um líder de caráter piedoso lidera com coragem através de desafios presentes e futuros, fazendo o que é moralmente correto e estrategicamente eficaz, pedindo discernimento, força e coragem a Deus.

Liderança corajosa é uma característica de um líder eficaz. As seguintes palavras encorajadoras, exortativas (Josué 1:2-9) que Deus disse a Josué depois que Moisés morreu fornecem grande idéia sobre a liderança corajosa para a qual você é chamado. “Moisés, meu servo, é morto; levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e este Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares.”
Moisés havia escolhido Josué para ser seu assistente pessoal e havia lhe dado responsabilidade de comando do exército Israelita. Quando os Amalequitas atacaram os Israelitas a Refidim, Josué conduziu os Israelitas à vitória (Êxodo 17:8-13). Esta é a primeira vez que Josué é mencionado na Bíblia. Depois, como um dos doze espiões enviado em Canaã, Josué apoiou a recomendação de Caleb para confiar e obedecer a Deus e então invadir a terra que Deus tinha prometido dar a eles (Números 13-14:9). Enquanto Moisés estava só com Deus no Sinai, Josué ficou observando. Na tenda do encontro, Josué também aprendeu a esperar pelo Senhor (Êxodo 33:7-11). Assim, o jovem Josué era um servo que sofreu a realidade severa e amarga da escravidão no Egito, a libertação do Egito milagrosa de Deus dos Israelitas, a concessão da Lei no Sinai, e todas as frustrações que Moisés experimentou como líder de Israel. Embora bem preparado para ser o sucessor de Moisés (Deuteronômio 31:1 -8) e tendo demonstrado coragem e resolução em deveres anteriores, Josué ainda precisou do encorajamento e exortação de Deus. Por quê? Ele estava a ponto de empreender uma grande responsabilidade que seria difícil, longa, e em um grande sentido nova. Lembre-se, ele precisava agora se apresentar e ser o homem da hora — o líder principal dos Israelitas! Certamente ele tinha observado e ainda se lembrava como estas pessoas tinham sido más e incontroláveis. Sem dúvida ele suspeitou que guiá-los seria pesado aos seus ombros, apesar de sua experiência e dureza. Moisés estava morto, e a missão teve que continuar. Depois que Deus mandou Josué se preparar, Deus lhe deu três promessas importantes e um encorajamento em Josué 1:1-9 que tem a ver com a liderança corajosa hoje.As Promessas de Deus a Josué:1. Vitória: “Ninguém [inimigos] o resistirão todos os dias de sua vida.” 2. Sua constante presença: “Estarei contigo; nunca te deixarei, jamais te abandonarei.” 3. Êxito: “Você levará o povo a herdar a terra.” O encorajamento de Deus a Josué: Se conformar obedientemente em todos os sentidos à Lei (v. 7-8) e meditar nisto dia e noite. Em um sentido real, Deus estava removendo obstáculos de medo e um sentido de insuficiência que caso contrário teria impedido o sucesso de Josué ao calçar os “sapatos” de Moisés. O significado de coragem em quase todas as culturas, é visto como virtude, é considerada uma qualidade da mente — mostrar-se forte. Coragem não significa ausência de medo. A coragem é uma expressão do coração. A coragem é demonstrar firmeza de mente e determinação de vontade em face do perigo ou dificuldades extremas. “A coragem faz aquilo que você tem medo de fazer.” (Churchill W.) A Liderança corajosa encara o medo. Deus sabe o poder que o medo exerce nas pessoas e até mesmo quanto ela pode prejudicar homens e mulheres piedosos. Assim, não devemos nos surpreender por Ele dizer a Josué. “Não tema.”.
Forte abraço a todos e sejam corajosos para cumprirem a missão e vovação recebidas da parte de Deus.

Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

A LETRA MATA

Em II Co. 3.6, Paulo declara que Deus “nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”. Esse versículo costuma ser citado de maneira contextualizada, a fim de justificar que não se deve estudar as Escrituras. Há aqueles que argumentam que se aprofundar no texto, sem uma vida de dedicação a Deus pode distanciar o crente da fé, ou conduzi-lo à frieza espiritual. Mas é preciso ressaltar que não existe contradição entre espiritualidade e o estudo devotado das Escrituras. Essa polarização tem prestado um desserviço à igreja cristã, e coloca em oposição verdades que se complementam.
O próprio Jesus reconheceu que as Escrituras deveriam ser examinadas (Jo. 5.39), e Lucas e Paulo atestam que os de Bereia eram mais nobres, por compararem as Escrituras (At. 17.11). É bem verdade que há pessoas que fogem do cultivo da espiritualidade, e se escondem por detrás do mero intelectualismo bíblico. Mas isso nada tem a ver com a declaração de Paulo ao asseverar que “a letra mata”. O estudo bíblico, ao contrário do que defendem alguns críticos, é uma necessidade para a igreja. Devemos considerar que esta é serva da Palavra de Deus, por isso deve se submeter ao crivo das Escrituras, como defendiam os reformadores: Sola Scriptura (Somente a Escritura).
Outro risco em relação à interpretação de II Co. 3.6, é o de buscar um significado alegórico, ou melhor, espiritualizado nas Escrituras. Há cristãos que leem o texto fora do contexto, e algumas vezes, se fundamentam em versículos isolados, ou atribuem a ele significados que não são garantidos ao comparar Escritura com Escritura. Esses utilizam os versículos bíblicos ao seu bel-prazer, a fim de justificar suas posições particulares. A esse respeito, é digno de destaque o que declarou Pedro, ao considerar que nenhuma Escritura é de particular interpretação (II Pe. 1.20,21). Por esse motivo aqueles que estudam a Bíblia devem submeter suas interpretações ao pensamento de outros, sobretudos daqueles mais experientes com o texto bíblico.
Justamente em relação ao texto bíblico, não podemos desconsiderar que Deus usou linguagem humana para revelar sua Palavra. Assim sendo, a linguagem não pode ser desconsiderada, inclusive o apelo às línguas bíblicas, tendo em vista que os autores escreveram em hebraico e grego. Há aqueles que abusam da utilização do hebraico e grego em suas ministrações, mas isso não quer dizer que seja errado considerar os aspectos léxico-gramaticais da Bíblia. As línguas bíblicas devem ser colocadas aos pés da cruz do Senhor Jesus Cristo, e não acima da cruz como pôs Pilatos e também muitos que se utilizam desse conhecimento de forma equivocada (Jo. 19.19,20).
Para interpretar apropriadamente II Co. 3.6, devemos considerar que Paulo está discorrendo a respeito da Lei de Moisés, a qual se refere como “ministério da morte” (v. 7) e “ministério da condenação” (v. 9). Compreendemos, pelas mesmas Escrituras, que a Lei tem o seu valor, o próprio Apóstolo se refere “à glória da Lei” (v. 7), ainda que essa não seja resplandecente (v. 10). Isso acontece porque a revelação progressiva de Deus alcançou seu ápice em Cristo que nos trouxe uma aliança superior (Hb. 8.6). Por isso, os crentes não devem mais ser guiados por preceitos legais, tendo em vista que Jesus cumpriu a Lei, justificando-nos diante de Deus.
Quando Paulo declara que “a letra mata”, na verdade está destacando que aqueles que insistem em viver a partir da lei mosaica, trarão sobre si maior condenação. Ele se referia aos judaizantes que estavam disseminando o legalismo dentro da igrejas cristãs. A Epístola que endereçou ao Gálatas tinha como objetivo central alertar os crentes em relação àqueles que estavam pregando outro evangelho, diferente daquele ensinado pelos apóstolos, e ensinado por Cristo (At. 1.8). É preciso reconhecer que a Lei tem o poder de identificar a transgressão, mas é insuficiente para conduzi-los à salvação, pois somente a graça de Deus em Cristo pode fazê-lo (Ef. 2.8). A partir dessa dimensão, o crente pode então viver no Espírito, que lhe traz vida através da produção do fruto (Gl. 5.22).
Portanto, a utilização da expressão bíblica “a letra mata” não deve ser usada indevidamente para estimular a falta de estudo bíblico, muito menos o desconhecimento das línguas originais. Há líderes que sob a égide de uma suposta espiritualidade, ou por não se dedicaram ao estudo das Escrituras, repreendem aqueles que o fazem, disseminando a ignorância bíblica dentro da igreja. Por outro lado, os que se dedicam ao estudo da Palavra, devem fazê-lo com humildade, se submetendo à revelação, e sem deixar de conciliar o conhecimento com o amor, pois aquele sem este pode levar à soberba, e este sem aquele pode conduzir à dissolução, mas ambos juntos servem à edificação (I Co. 8.1).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

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