O PODER DA ATITUDE

Provérbios 24.10: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.”

Sem dúvida que suas atitudes diante da vida e em especial no desempenho do seu papel de líder determinarão sua altitude, largura e profundida em qualquer projeto. Se espera atitudes boas e coerentes de pessoas fundamentados na Palavra de Deus e que tem em Cristo seu modelo de líder servidor.
Existem diversas ações que são construídas pelas suas decisões diárias e que são agentes influenciadores do tipo de legado que você está deixando. As marcas do seu ministério estão ligadas ao que você está fazendo. Cada “tijolinho” vai aumentando as fileiras da construção de sua casa. Que tipo de postura você adota diante das adversidades, como você faz mediante das oposições, qual a sua relação com Deus, como você estabelece suas prioridades, você tem fé? É corajoso, disposto, dedicado? Perdoa ou guarda mágoas? Ama ou odeia? Crê no poder de Deus ou é cético?
Enfim, são questões como estas que nos ajudam a refletir no tipo de atitude que temos. Você é responsável pela vida que está levando. Sim, na hora que você escolhe todo dia o que irá fazer diante de cada situação, favorável ou não, você está assumindo uma atitude, isto trará um fruto e nisto consiste o poder de nossas atitudes.
Segundo o Dr. Daniel Goleman, nossos resultados vem/dependem: 10% das nossas habilidades, 20% dos nossos conhecimentos e 70% das nossas atitudes. Isto reforça o quanto o que fazemos reverbera em nosso futuro; pois a lei da semeadura e da colheita é implacável.
Martin Luther King Jr, disse uma vez: “Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada, não é fé, e sim superstição” Deus é soberano e onipotente, sem dúvidas, Ele pode tudo; mas não devemos ficar confundidos, isto não nos isenta de nossas responsabilidades; nós temos que assumir atitudes nesta relação para com Ele.
Acredita, buscar, pedir, clamar, renunciar, esforçar, arrepender, ouvir, orar, são no mínimo ações aguardadas nesta relação com Deus. Assim, temos que ter atitude em tudo que fazemos nesta vida.
Isto posto, quero incentivar você na construção de boas atitudes que fomentarão bons resultados em sua liderança. Atitude é predisposição, é hábito de pensamento, é a forma como você encara a vida e a si mesmo.
Professor Hamilton Bueno destaca algumas reflexões sobre as atitudes que devemos adotar como líderes, a saber:
1 – Gerencie seus relacionamentos ou submeta-se à rejeição. Queridos saber se relacionar é fundamental. Ao contrário, estaremos condenados a gerir nossa própria solidão.
2 – Tenha poucos e bons objetivos ou siga a correnteza. Somos movidos por objetivos valiosos e significativos que concretizam nossos sonhos.
3 – Transforme o universo, ou seja, apenas mais um observador. Líder que é líder não se conforma com a mesmice: é um transgressor do convencional. É aquele que busca uma nova ordem das coisas. Nos cabe, assim, decidir pertencer ao grupo dos que fazem a diferença ou dos que preferem habitar a mediocridade, lugar comum para aqueles que se acomodam na zona de conforto.
4 – Seja dono das próprias emoções ou escravo da própria impulsividade. Quando você conhece suas próprias forças e limitações e, dentre elas, aquelas que causam comportamentos hostis ou agressivos quando você se sente contrariado e começa a construir relacionamentos mais produtivos e duradouros. Do contrário, ao fazer o que dá vontade você corre o risco de ofender os outros, se torna escravo da própria imaturidade, viver com remorso e arrependimento, afastar as pessoas e acumular desgastes e estresse.
5 – Aprenda a aprender ou embruteça na própria ignorância. Aprender é mais do que uma habilidade é uma atitude.
6 – Pessoas tóxicas contaminam tudo por onde passam. Fique longe delas.
7 – Compreenda para ser compreendido ou morra no ostracismo. Ligue-se nos interesses das pessoas, procure entendê-las e aceitá-las como são. Pergunte e ouça com atenção.
8 – Seja amigo da verdade e afaste-se dos que levam vantagem em tudo. Valores sadios como honestidade, honra, dignidade e respeito fazem bem para a alma.
Um grande abraço e até nosso próximo encontro. Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

GUARDA O TEU CORAÇÃO

Em Pv. 4.23 está encontramos a seguinte orientação: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. Antes de interpretar esse versículo, faz-se necessário destacar alguns aspectos sobre o livro de Provérbios. Trata-se de um livro de sabedoria judaica, com orientações práticas para a vida, mas que não podem ser generalizadas. Contudo, essa coletânea de pensamentos está repleta de conselhos que se observados podem tornar a pessoa sábia para a vida. A partir dos primeiros capítulos, observamos uma série de conselhos dados por um pai ao seu filho, a fim de que esse trilhe o caminho da sabedoria, e aprenda a temer ao Senhor, para que possa se relacionar com Deus.
É nesse contexto que o pai passa suas instruções ao filho, para que também fuja do caminho da impiedade. O caminho do mal, diferentemente da trilha da sabedoria, conduz à destruição da própria vida. Para tanto, o conselho paternal evoca a metáfora do corpo, a importância de proteger o coração, de se apartar do discurso perverso nos lábios, de fixar os olhos no caminho da justiça, e de firmar os pés na senda da retidão. Esse é o motivo do conselho: “guarda o teu coração”, em Pv. 4.23. Em hebraico, a palavra “coração” é um termo bastante amplo, que engloba a mente, as emoções e a vontade. É o centro do qual emana todas as ações do indivíduo, é por esse motivo que “dele procedem as fontes da vida”.
Guardar o coração, nessa perspectiva, significa proteger a vida das influências maledicentes, que podem corromper o caráter. Em termos práticos, diz respeito a cuidados com as práticas cotidianas, e a fugir de atitudes que possam distanciar a pessoa de Deus. Uma vida desequilibrada, voltada para os vícios e práticas pecaminosas, além de comprometer o relacionamento da pessoa com o Criador, podem resultar em problemas de saúde. Evidentemente, a preocupação central do autor de Provérbios é com uma vida regrada, centrada na Palavra de Deus. O conselho de Paulo é bastante apropriado, e confirma a orientação do sábio: “as más companhias corrompem os bons costumes” (I Co. 15.33).
Nos capítulos iniciais do livro de Provérbios, as orientações do pai para seu filho, servem como advertência contra os perigos de uma vida de excessos, sobretudo na área da sexualidade. A promiscuidade sexual, em termos bastante práticos, pode destruir o caráter e arruinar a vida. É na vida conjugal dentro do casamento que o jovem encontra satisfação e alegria sexual, fora desse contexto, a sexualidade desenfreada pode incendiar tudo que se encontra por perto. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, seguir os conselhos paternos, por conseguinte, faz toda a diferença para vida, e evita que o jovem siga a rota da destruição. Em alguns contextos, aplica-se o sábio provérbio dos nossos pais: “diga-me com quem andas, que te direi quem é és”.
Evidentemente, isso não quer dizer que devemos nos distanciar das pessoas, muito menos que devemos viver enclausurados. Mas que é preciso ter cuidado para não se deixar influenciar negativamente. É nesse contexto que devemos interpretar o conselho: “guarda o teu coração”, quando se trata de se relacionar com pessoas que podem nos distanciar dos caminhos da justiça. A esse respeito, bem nos lembra o autor do Salmo 1: bem-aventurado aquele que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer nas instruções do Senhor, e nela medita de dia e de noite. Esse será como árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto da estação própria e cujas folhas não caem. Assim acontecerá com todo aquele que leva em consideração o sábio conselho: “guarda o teu coração”.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

ANDANDO NA LUZ DE CRISTO

A Bíblia Sagrada afirma através do apostolo João, na sua primeira epístola: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado (I Jo 1.7).
A obra mais importante que o Senhor Jesus fez em Sua vinda à Terra foi a nossa salvação. Ao morrer, Ele derrotou o diabo, comprou-nos para Deus, libertando-nos para sempre da escravidão satânica.
Na cruz, Ele nos resgatou para uma vida limpa, sadia, próspera, digna e santa. Entretanto, homem algum participará de tudo isso se não andar na Luz, como Ele na Luz está. Andando na luz, o cristão não terá desejo lascivo, tampouco interesse escuso pelo semelhante; não defraudará, nem será infiel, quer na vida conjugal, quer em qualquer outro compromisso.
Se estivermos na luz, além da comunhão uns com os outros, teremos a suprema bênção de ter sangue do Senhor Jesus limpando-nos de todo o pecado.
Conta-se que certa ocasião, Martinho Lutero, o glorioso Reformador, teve um sonho notável. Sonhou que Satanás apresentava-lhe um grande pergaminho enrolado, o qual foi logo tratando de entender, desenrolando-o. Era muito largo, muito comprido e todo escrito com letra pequena. Satanás então convidou-o a ler o que ali se encontrava.
Lutero obedeceu percebendo, no entanto, ser aquilo uma relação de pecados por ele cometidos. Por isso, teve que confessar ser a pura verdade. Procurou, em vão, se havia alguma discrepância ou engano.
Acabando de examinar o documento com muito cuidado, perguntou a Satanás: – Está completa a relação? Não – respondeu seu acusador – falta outro tanto ainda. Bem – disse Lutero – quero ver a relação completa. Lá se foi Satanás. Algum tempo depois estava de volta, trazendo outro pergaminho.
Lutero o pegou, examinando de perto todos os seus dizeres, que vinham a ser prova inegável de sua criminalidade aos olhos de Deus.
Havendo sentido a exatidão rigorosa da terrível relação, perguntou outra vez a Satanás: – E agora está completa? Não falta nada? – Não falta nada – disse Satanás. Lutero então disse: – Toma tua pena e escreve com tinta vermelha, através dos dois libelos acusatórios estas palavras: “O sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus me purificou de todo Pecado”.
É isto mesmo que acontece quando aceitamos a Jesus Cristo em nossa vida, deixamos o mundo “das trevas” ou do pecado e vamos para a “luz” ou para a justiça de Deus.
Os que são justificados pela fé em Cristo, nasceram de novo, e, portanto, são regenerados. São filhos de Deus. Eles se ocupam inteiramente das coisas de Deus. Procuram conhecer cada vez mais a Cristo, inteirar-se da Palavra de Deus, dedicam-se à evangelização, oração, ao jejum e ao louvor.
Sua expectativa é a vinda de Jesus, pois “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co 5.17).

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

ALERTA! CUIDADO COM COISAS “UNGIDAS”

À luz das Sagradas Escrituras a oração é um instrumento pelo qual podemos falar com Deus e expressar toda nossa adoração, gratidão, louvor e nossos anseios.
Os crentes do Antigo Testamento utilizaram este meio e foram grandemente abençoados por Deus, recebendo respostas daquilo que pediam ao Senhor.
Nós, desta atual dispensação, somos estimulados a orar, aliás, foi o próprio Senhor Jesus que nos legou um grande exemplo de oração e nos deu a oração modelo, ensinando-nos o Pai Nosso.
A doutrina da oração é de importância capital na Bíblia Sagrada. O próprio Deus está interessado que nós o busquemos de todo nosso coração, quando diz: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13) e mais: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jr 33.3).
O apóstolo Paulo faz a mesma recomendação quando diz; “Orai sem cessar” (I Ts 5.17) e aos efésios diz: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).
Bem poderíamos citar tantos outros textos da Bíblia que nos estimulam a oração.
Mas, a questão em pauta é, devemos orar ou ungir objetos (fotos, roupas, documentos etc.), para se obter os fins desejados? Não há apoio na bíblia para se fazer tais coisas, como se esses elementos recebessem poderes sobrenaturais capazes de fazer prodígios. Infelizmente, muitas igrejas neopentecostais, têm utilizado objetos como pontos de contato para estimular a fé dos crentes para receberem o milagre desejado.
O único elemento que os discípulos utilizaram e Tiago recomendou para encorajar a fé dos enfermos, é unção com azeite ou óleo, o qual, devia ser empregado juntamente com a oração da fé, senão vejamos o texto bíblico: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoado” (Tg 5.14 e 15). Veja, que Tiago enfatiza como mais importante a oração da fé, e, essa fé é no senhor Jesus Cristo.
Não é bíblica a utilização de objetos e rituais para se alcançar o favor divino. Mas, o que temos visto hoje em muitas igrejas, que se dizem evangélicas, são puros misticismos copiados de algumas religiões orientais e introduzidos na multidão de pessoas simples, fazendo-a acreditar que o milagre esperado está na utilização de tais elementos, como por exemplo: banho de óleo, rosas, lama para cura, mel que cura, cruz que livra, pano ungido, chave que abre portas, saquinho de sal para libertação, martelo da quebra de maldição, peças de roupa, fotografias, enfim, são misticismos em larga escala e, como se não bastasse, muitas dessas práticas vem de centros de macumba e são introduzidas em muitas igrejas como se fossem ordenanças divinas ou doutrina bíblica.
Isso contraria os ensinamentos do Senhor Jesus quando disse: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Mc 16.17 – 18).
O evangelho de Jesus Cristo é suficiente para libertar o homem dos seus vis pecados e transformá-lo numa nova criatura. Não há necessidade de nenhum crente em Jesus Cristo recorrer a essas práticas místicas e pagãs para receber a graça divina.
Unicamente pela fé em Cristo podemos desfrutar das abundantes bênçãos de Deus em nossa vida. Jesus Cristo disse: “Em meu Nome”.
Se em nome de Jesus os demônios não forem expulsos, as enfermidades não forem debeladas, as maldições não forem desfeitas – pergunto: objetos “ungidos” tem algum valor para desfazer essas mazelas entre o povo? Graças a Deus que pelo nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que é suficiente, todo poder do mal se desfaz sem necessitar de nenhum acessório.
Elementos pagãos estão invadindo certas igrejas evangélicas e, muitos se tem deixado levar por crendices, em detrimento da fé genuína em Deus.
O alerta quanto a isso que está acontecendo é do apóstolo Paulo: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência (I Tm 4.1,2).

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

HÁ PERDÃO EM CRISTO PARA O PECADOR ARREPENDIDO

Querido leitor, eu desejo compartilhar com você uma porção da Palavra de Deus extraída da carta do apóstolo Paulo aos crentes em Roma, capítulo 3 e versículo 23, que diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
É comum distinguirmos os amigos e aquelas pessoas que se aproximam de nós pela sua classe social, por sua indumentária, pelo anel que usa no dedo, pela casa onde mora ou pelo carro com o qual trafega.
Enfim, temos por hábito distinguir as pessoas de acordo com a sua aparência e classe social.
Mas, ao examinarmos a Palavra de Deus, observamos que o Senhor Jesus nivelou toda a humanidade de igual modo. Dessa forma, para Ele, não existem pecadores “grandes” ou “pequenos”. Para Jesus, pecado é pecado e pecador é pecador.
O ministério de Cristo foi voltado integralmente para os pecadores. Certa feita, Jesus foi criticado porque se alimentava com pecadores e retrucou os seus acusadores: “Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Mc 2.17).
Todo o pecador tem a oportunidade de reatar a sua comunhão com Deus. Jesus foi enviado pelo Pai a fim de atuar como intermediário entre os homens e o Criador e trabalhar em nossa reconciliação. Logo, amigo leitor, essa oportunidade também é sua.
Eu já ouvi algumas pessoas dizerem que se acham muito pecadoras, pois já cometeram muitos pecados. Costumo dizer para as pessoas o que digo para você aqui também: “Para você que se considera um pecador, existe um grande salvador: Jesus Cristo”.
Você já pensou o que poderíamos fazer com um homem que ameaçava seus semelhantes, agredia, conduzia seus oponentes para a prisão e chegou a participar de crimes? Talvez você pense que este homem de quem estou falando tem características de um terrorista, por isso merece o cárcere.
Pois bem, este homem é um personagem real que tem sua história registrada na Bíblia e ele se chamava Saulo, da cidade de Tarso. Certo dia, Saulo viajava para uma região com o propósito de perseguir os cristãos por lá, e o Senhor Jesus se revelou para ele.
Foi na estrada para Damasco que este homem teve o encontro mais importante de sua vida. Outro exemplo foi o do rei Davi, que ordenou a morte de Urias, soldado a seu serviço, a fim de encobrir o pecado de adultério que havia cometido com a sua esposa Bate-Seba, mas ele reconheceu seu pecado e confessou o seu erro, e Deus o perdoou.
Davi sofreu as terríveis consequências de seu erro, mas foi perdoado pelo seu arrependimento sincero.
A Bíblia afirma que “o que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
Que Deus vos abençoe em Cristo Jesus.

FONTE: cpadnews.com.br

RELACIONAMENTOS ESTREMECIDOS

A vida é uma transitoriedade onde todas as coisas começam e terminam após concluírem as fases e os círculos pertinentes ao tempo vivido.
O salmista Davi no salmo 37.25 faz referência a sua trajetória de vida dizendo: “Fui moço, e já, agora, sou velho”.
Tenho costume de dizer que a vida é vivida de momentos bons e ruins. Nos momentos bons devemos celebrar e desfrutarmos o máximo que pudermos; e os momentos difíceis nunca podem ser descartados, pois eles quando vivenciados e suportados se transformarão em colunas que nos dará firmeza para recomeçar e recuperará os desgastes sofridos.
A atitude do filho pródigo demonstra que o mesmo na fase mais difícil de sua vida adquiriu experiência para reconstrução de sua vida, ele tomou uma atitude: Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti.
A reconstrução de relacionamentos estremecidos deve começar em mim; quem primeiro deve mudar sou eu e não o meu cônjuge.
Deus não é culpado de nossas atitudes doentias e decisões precipitadas que tomamos. Cabe a cada um reconhecer o lugar de onde perdeu o rumo e procurar nova direção para seu relacionamento. Porque quando nos levantamos da nossa queda, então o Pai prepara vestes, anel, sandálias e há festa.
O casamento como qualquer outra instituição com o decorrer do tempo sofre desgastes e fissuras que necessitam de contínuo e permanente reparo, afim de que, o glamour de quando começou, nunca venha a perder o brilho.
É notório, que os casamentos nos últimos dias têm perdido a bússola que os conduz a um final feliz.
A preocupação com o ter e o ser tem desnorteado muitos casais que se perderam no oceano da mesmice, tornando o casamento um mar revolto de ondas, tempestades e crises no relacionamento conjugal.
O número de casais que professam que não mais se amam a cada dia se avolumam. O índice de infidelidade continua aumentando, e muitos casais incentivados pela facilidade do divórcio na atualidade, mergulham de corpo e alma como se o mesmo funcionasse como elixir para um novo relacionamento cheio de emoções e novidades.
Tristes e falidos pensamentos daqueles que assim pensam.
Quando um casamento encontra-se à beira do divórcio, a situação é muito alarmante, pois significa que ambos os cônjuges provavelmente estão magoados e feridos.
O amor, ainda que sobreviva, está encoberto por decepções, frustrações e desesperança; e a convivência conjugal está desgastada, estremecida.
Um casamento à beira do divórcio é como uma cidade devastada por um terremoto de alta escala, em que só restam os destroços.
Mas, assim como as cidades que sofrem tamanha catástrofe pode ser reconstruído, o casamento estremecido também pode ser recuperado.
Para se reconstruir uma cidade, haverá a necessidade de muito trabalho, empenho, dedicação total, criatividade para superar os obstáculos e paciência com os resultados.
Na reconstrução de um casamento, as necessidades são as mesmas. Tenho dito sempre que casar dá muito trabalho, logo, gente preguiçosa que não quer trabalhar seu casamento tem tendência ao fracasso conjugal.
Precisamos investir tudo que temos primeiramente em nosso casamento e o resto que sobrar na manutenção do mesmo.
O amor é a matéria-prima de um casamento feliz. Você precisará trabalhar muito essa matéria-prima. Resgatar o amor não vai ser algo que acontecerá sem esforço, somente a convivência não reaviva o amor. Ele precisa ser nutrido com demonstrações de carinho, precisa ser regado com a admiração das qualidades do outro, ser podado retirando-se as folhas secas, ou seja, os ressentimentos e fixação nos defeitos. Você precisará empenhar-se muito nesse objetivo. Deverá sempre ter em mente o que fará para salvar seu casamento, quais serão seus comportamentos que ajudarão nesse fim, e quais as atitudes que você deverá evitar, como por exemplo, as críticas, os pensamentos destrutivos em relação aos defeitos e atitudes do outro.
Faz-se necessário na reconstrução de um casamento estremecido uma dedicação expandida, ou seja, afeto extremo e devoção. Ofertar afeto extremo significa superar todo o orgulho, o egoísmo e a apatia. Quando estamos magoados, é muito difícil enxergar o outro como alguém a quem posso oferecer afeto. Livrar-se dos ressentimentos e mágoas significa purificar a alma para ser preenchida com amor, caso contrário, a amargura tomará todo o espaço. Aqui, entra o poder sublime do perdão.
Continuar fazendo as mesmas coisas não produzirá resultados diferentes. Se suas ações também contribuíram para que o seu casamento estivesse à beira do divórcio é sinal que você deve fazer algo diferente para salvá-lo. Você precisará inicialmente recapitular suas ações de forma crítica, veja bem, você deve ser crítico em relação às suas ações e não em relação às ações do outro, como geralmente acontece. Reveja tudo de errado que fez, e depois, para cada item, você estabelece uma meta de ação diferente que produza alguma mudança. Grandes e duradouras mudanças vão requerer tempo. Então, se você realmente quer salvar seu casamento, prepare-se, pois isso levará tempo, e você tem de estar disposto para investir nesse tempo.
O casamento pode ser uma fonte inesgotável de felicidade, paz, segurança e conforto. Ao longo de nossa vida, perceberemos que ter alguém ao nosso lado para dividir as tristezas e multiplicar as alegrias será o nosso maior patrimônio. Para tanto, vale a pena dedicar-se ao processo de reconstrução dos laços matrimoniais, esse processo não só salvará seu casamento como também proporcionará um extraordinário crescimento enquanto pessoa.

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM )

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