OS OITO DEGRAUS PARA VITÓRIA DE ESTER

TEXTO BASE: Ester 4-16

No texto acima venho trazer a memória de uma moça (menina) que tornou-se rainha. Ester foi a única mulher hebreia a se tornar rainha numa nação dominadora.
Disputou um concurso público e foi escolhida entre as melhores. Durante seu mandato, conseguiu livrar o povo de um dos maiores massacres planejados pelo inimigo.
A vida de Ester só alcançou esse patamar de sucesso, porque o caráter moldado nela estava dotado das seguintes virtudes: Sabedoria, dedicação, firmeza, obediência, fidelidade, humildade, santidade e fé.

1) SABEDORIA
Então o rei lhe disse: O que é rainha Ester? Qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará. Ester respondeu: se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que tenho preparado para o rei. Ester preparou uma estratégia para o escape de seu povo (Et 5.3-4).
Vemos que Ester não chegou reclamando, falando mal ou se maldizendo da sorte. Ela chegou convidando o rei para um banquete e usou estratégia de conquista.
Muitas vezes queremos alcançar vitórias, mas só sabemos reclamar da sorte, vamos seguir o exemplo de Ester, primeiro oferecer um banquete para o rei e depois pedir o que queremos, este é o caminho do sucesso.
A palavra de Deus em Ec. 9.16 diz que melhor é a sabedoria do que a força, Ester podia bem usufruir da sua posição que exercia dentro da casa do rei, mas também sabia que a mulher sábia edifica sua casa. Então, sejamos sábios como Ester e conquistaremos nossa vitória.

2) DEDICAÇÃO
Ester disputou e venceu o concurso de misses mais disputado que já se ouviu falar. Ninguém pode vencer a serva de Deus dedicada e fiel. Seja uma mulher dedica ao Senhor fazendo o máximo que você puder para engrandecer o Senhor e a sua família e seus amigos.
O Senhor diz em sua palavra tudo vier em suas mãos faça sem ira e nem contenda, procure se apresentar como alguém que não tem do que se envergonhar mais como serva de Deus aprovada para um grande trabalho e sabendo que a vossa recompensa vem do grande e soberano Deus.

3) FIRMEZA
“Vai e junta todos os judeus que se acham em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que isso não é segundo a lei; e se eu perecer, pereci.( Et 4. 16).
Nem a possibilidade da morte detém o crente firme. 1 Co 15.58 Sedes firmes e constantes.

4) OBEDIÊNCIA
“ Ester, porém, não tinha declarado o seu povo nem a sua parentela, pois Mardoqueu lhe tinha ordenado que não o declarasse.” (Et 2. 10)
Não somente nessa ocasião, mas Ester nunca se prevaleceu da condição de rainha para sair do posto de submissão e obediência em relação a Mardoqueu.
I Sm 15.22 diz que: obedecer é melhor que sacrificar, o apóstolo Paulo no livro de Tito cap. 2. 9 diz que devemos obedientes em tudo ao Senhor.

5) FIDELIDADE
“Pois como poderei ver a calamidade que sobrevirá ao meu povo? Ou como poderei ver a destruição da minha parentela?” (8.6).
Ester poderia depois de se tornar rainha, negar sua raça e deixar que o povo perecesse. Sua fidelidade evitou que ela própria viesse perecer.
A palavra de Deus em Sl 101.6 diz os meus olhos procurarão os fieis da terra. Apocalipse 2.10 diz: Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida eterna.

6) HUMILDADE
No segundo dia disse o rei a Ester durante o banquete do vinho: qual é a tua petição, rainha Ester? E ser-te-á concedida; qual é o rogo? “Até metade do reino se te dará.” (Et 7.2).
No capítulo 8 e versículo 11 podemos compreender que nestas cartas o rei concedia aos Judeus que havia em cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defenderem as suas vidas, para destruírem, matarem e exterminarem todas as forças do povo e da província que quisessem assaltar, juntamente com os seus pequeninos e as suas mulheres, e que saqueassem os seus bens.
Mas Ester sabia pedir apenas o necessário e com isso evitava receber negação. Sabemos que Ester não se aproveitou da situação, pediu o que realmente precisava. Jesus disse aprendei de mim que sou manso e humilde. Provérbios 29.23 diz: O humilde de espírito obterá honra e 22.4 o galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra e vida.

7) SANTIDADE
“Vai e junta todos os que se acham em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; e eu e as minhas moças também assim jejuaremos. Depois irei ter com o rei, ainda que isso não é segundo a lei; e se eu perecer, pereci.” (Et 4.16).
Entregar seus problemas a Deus é a melhor das habilidades. Salmos 96.9 diz: Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele, toda a terra. Hebreus 12.14: Segui a paz e a santificação, sem a qual ninguém vera o senhor.

8) FÉ
Ao entrar na presença do rei Ester usou a fé e tudo deu certo. Precisamos crer que tudo aquilo não podemos Ele pode.
Concluímos lembrando que a história de sucesso de Ester começa quando Deus coloca uma estratégia de sabedoria no coração de Mardoqueu:

• E sendo Ester uma jovem confiante em Deus aceitou a liderança de alguém que a tinha a criado;

• Ester teve o privilégio de crescer num lar dirigido por Deus;

• Este soube fazer jus ao tratamento privilegiado;

• Ester edificou as colunas do seu sucesso desde o primeiro dia que conheceu a Deus.

Pb. Moisés Ferreira

O PERDÃO PRESERVA O LAR

Uma vida conjugal pode sobreviver e até ser satisfatória na ausência de filhos. O casamento pode sobreviver às dificuldades financeiras, às doenças, às atribuições e a rotina do cotidiano.
Os cônjuges podem até sobreviver à devastação de um adultério. Entretanto, a preservação do lar não sobrevive sem perdão. Na trajetória da vida conjugal passando-se pelo namoro, noivado e casamento, os casais aprendem a desculpar-se.
Muitos e variados são os motivos onde os casais com facilidades se desculpam. Desculpa o atraso do namorado, o mau humor da namorada. Os noivos desculpam os parentes que se envolvem nos assuntos do casal.
No casamento não é diferente sempre estamos nos desculpando. Mas as coisas não são sempre tão fáceis e, às vezes, uma simples desculpa já não basta – é preciso perdoar.
No namoro e no noivado há a saída para o casal de desistir e cada um procurar a direção que lhe convier. Entretanto, no casamento o voto de ficar com o outro “até que a morte nos separe” já foram feito.
O casal já mora junto, já consumou o ato sexual e divide as tarefas e as contas. A esposa já mudou seus documentos, a casa está no nome dos dois, as contas bancárias são conjuntas. Há uma história escrita, memórias a partilhar, obrigações a cumprir, momento a considerar.
Surgem, então, dois caminhos: O primeiro é quando um dos cônjuges decide não perdoar, guarda a mágoa, congela a raiva, torna-se amargo e decide minar ou acabar o amor que os uniu. O segundo caminho a trilhar é o do perdão – e é este o único que torna possível a concretização da vida conjugal.
Contudo, é preciso entender como ele funciona. Perdão não é esquecer. Deus é o único que consegue apagar nossas culpas e pecados, deles não se lembrando mais, tornando-nos, a cada vez que pedimos perdão a Ele, novas criaturas, limpas da nódoa do pecado e brancos como a neve.
Bom seria que tivéssemos um mar de esquecimento, onde pudéssemos jogar nele todas as nossas mágoas, os fatos que nos fazem sofrer, as palavras que nos machucam, nossos desapontamentos, fracassos e tragédias.
Infelizmente isto não possível. Nós, humanos, temos uma memória que não se apaga. No nosso cérebro há uma gaveta onde tudo fica guardado e gravado. Resta-nos então conviver com as nossas memórias.
Do ponto de vista positivo é uma dádiva, pois podemos armazenar as nossas boas lembranças, a imagem das pessoas que amamos e dos lugares que visitamos, e o conteúdo das aprendizagens que fizemos ao longo da vida que nos tornam mais maduros, experientes e precisos para as nossas decisões futuras.
Do ponto de vista negativo é que nos lembramos das nossas falhas e erros, dos nossos pecados e de todos os episódios e pessoas que nos magoaram.
Então, resumindo tudo é que não podemos esquecer, logo, perdoar não é esquecer. Perdoar é lembrar a afronta sem que esta provoque ódio, revolta ou desejo de vingança.
É aprender a conviver com a dor da traição sem o desejo de punir o cônjuge pelo que ele fez. É recordar sem rancor, a ponte de conseguir amar e caminhar a segunda milha ao lado de quem lhe feriu. É renovar os votos de confiança e de afeto trocados no casamento.
Perdoar não é cicatrizar instantaneamente. As desculpas diferem do perdão. Elas são mais instantâneas e geralmente cicatrizam instantaneamente, até porque são atribuídas aos fatos e às pessoas que não nos ferem tão profundamente. Já as atitudes que atinge a nossa alma, que fazem doer não só o coração, mas por vezes o corpo todo, desculpas não bastam. Para estas precisamos de perdão.
O perdão não sara momentaneamente, há um processo a ser vivenciado até que o ferimento feche e cicatrize. Fechar uma ferida leva tempo, às vezes anos, e ainda assim, a cicatriz que ela deixa pode não doer mais, mas nos faz recordar do que se passou.
Quando decidimos perdoar, é necessário esperar pelo tempo da alma humana para assimilar os fatos, entender os motivos, conviver com as lembranças e apagar a dor.
Não pule etapas, mas, seja determinado em dizer “minha alma ainda dói, mas eu já perdoei”. Portanto, decida-se a superar, controle seus pensamentos e não alimente sentimentos de raiva ou de autocomiseração.
Perdoar não pode ser uma opção, até porque não há outra saída para quem foi ferido. Quem não perdoa anula a possibilidade de ser livre, vivendo aprisionado às lembranças do que passou.
O perdão é o passaporte para a liberdade. Quem não perdoa fica refém de muitas mazelas que se transformam em doenças do físico e da alma, são as patologias psicossomáticas.
Quem foi ferido, se não perdoar e submeter-se ao processo de perdão, viverá sob o peso da dor da traição e pagará o preço emocionalmente pelo erro do ofensor. Logo, perdoar não é uma opção, mas uma decisão correta a ser tomada para que você seja livre da dor, da ira, das doenças, do envelhecimento precoce, dos olhos turvos, da aniquilação dos projetos de vida.
A disposição de perdoar seu cônjuge torna-se uma âncora estável para o seu lar.

Deus te abençoe…

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)

LIDERAR COM CORAGEM!

“Esforça-te, e tem bom ânimo.” — Josué 1:9

Começo afirmando que um líder de caráter piedoso lidera com coragem através de desafios presentes e futuros, fazendo o que é moralmente correto e estrategicamente eficaz, pedindo discernimento, força e coragem a Deus.

Liderança corajosa é uma característica de um líder eficaz. As seguintes palavras encorajadoras, exortativas (Josué 1:2-9) que Deus disse a Josué depois que Moisés morreu fornecem grande idéia sobre a liderança corajosa para a qual você é chamado. “Moisés, meu servo, é morto; levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e este Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida. Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares.”
Moisés havia escolhido Josué para ser seu assistente pessoal e havia lhe dado responsabilidade de comando do exército Israelita. Quando os Amalequitas atacaram os Israelitas a Refidim, Josué conduziu os Israelitas à vitória (Êxodo 17:8-13). Esta é a primeira vez que Josué é mencionado na Bíblia. Depois, como um dos doze espiões enviado em Canaã, Josué apoiou a recomendação de Caleb para confiar e obedecer a Deus e então invadir a terra que Deus tinha prometido dar a eles (Números 13-14:9). Enquanto Moisés estava só com Deus no Sinai, Josué ficou observando. Na tenda do encontro, Josué também aprendeu a esperar pelo Senhor (Êxodo 33:7-11). Assim, o jovem Josué era um servo que sofreu a realidade severa e amarga da escravidão no Egito, a libertação do Egito milagrosa de Deus dos Israelitas, a concessão da Lei no Sinai, e todas as frustrações que Moisés experimentou como líder de Israel. Embora bem preparado para ser o sucessor de Moisés (Deuteronômio 31:1 -8) e tendo demonstrado coragem e resolução em deveres anteriores, Josué ainda precisou do encorajamento e exortação de Deus. Por quê? Ele estava a ponto de empreender uma grande responsabilidade que seria difícil, longa, e em um grande sentido nova. Lembre-se, ele precisava agora se apresentar e ser o homem da hora — o líder principal dos Israelitas! Certamente ele tinha observado e ainda se lembrava como estas pessoas tinham sido más e incontroláveis. Sem dúvida ele suspeitou que guiá-los seria pesado aos seus ombros, apesar de sua experiência e dureza. Moisés estava morto, e a missão teve que continuar. Depois que Deus mandou Josué se preparar, Deus lhe deu três promessas importantes e um encorajamento em Josué 1:1-9 que tem a ver com a liderança corajosa hoje.As Promessas de Deus a Josué:1. Vitória: “Ninguém [inimigos] o resistirão todos os dias de sua vida.” 2. Sua constante presença: “Estarei contigo; nunca te deixarei, jamais te abandonarei.” 3. Êxito: “Você levará o povo a herdar a terra.” O encorajamento de Deus a Josué: Se conformar obedientemente em todos os sentidos à Lei (v. 7-8) e meditar nisto dia e noite. Em um sentido real, Deus estava removendo obstáculos de medo e um sentido de insuficiência que caso contrário teria impedido o sucesso de Josué ao calçar os “sapatos” de Moisés. O significado de coragem em quase todas as culturas, é visto como virtude, é considerada uma qualidade da mente — mostrar-se forte. Coragem não significa ausência de medo. A coragem é uma expressão do coração. A coragem é demonstrar firmeza de mente e determinação de vontade em face do perigo ou dificuldades extremas. “A coragem faz aquilo que você tem medo de fazer.” (Churchill W.) A Liderança corajosa encara o medo. Deus sabe o poder que o medo exerce nas pessoas e até mesmo quanto ela pode prejudicar homens e mulheres piedosos. Assim, não devemos nos surpreender por Ele dizer a Josué. “Não tema.”.
Forte abraço a todos e sejam corajosos para cumprirem a missão e vovação recebidas da parte de Deus.

Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

A LETRA MATA

Em II Co. 3.6, Paulo declara que Deus “nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”. Esse versículo costuma ser citado de maneira contextualizada, a fim de justificar que não se deve estudar as Escrituras. Há aqueles que argumentam que se aprofundar no texto, sem uma vida de dedicação a Deus pode distanciar o crente da fé, ou conduzi-lo à frieza espiritual. Mas é preciso ressaltar que não existe contradição entre espiritualidade e o estudo devotado das Escrituras. Essa polarização tem prestado um desserviço à igreja cristã, e coloca em oposição verdades que se complementam.
O próprio Jesus reconheceu que as Escrituras deveriam ser examinadas (Jo. 5.39), e Lucas e Paulo atestam que os de Bereia eram mais nobres, por compararem as Escrituras (At. 17.11). É bem verdade que há pessoas que fogem do cultivo da espiritualidade, e se escondem por detrás do mero intelectualismo bíblico. Mas isso nada tem a ver com a declaração de Paulo ao asseverar que “a letra mata”. O estudo bíblico, ao contrário do que defendem alguns críticos, é uma necessidade para a igreja. Devemos considerar que esta é serva da Palavra de Deus, por isso deve se submeter ao crivo das Escrituras, como defendiam os reformadores: Sola Scriptura (Somente a Escritura).
Outro risco em relação à interpretação de II Co. 3.6, é o de buscar um significado alegórico, ou melhor, espiritualizado nas Escrituras. Há cristãos que leem o texto fora do contexto, e algumas vezes, se fundamentam em versículos isolados, ou atribuem a ele significados que não são garantidos ao comparar Escritura com Escritura. Esses utilizam os versículos bíblicos ao seu bel-prazer, a fim de justificar suas posições particulares. A esse respeito, é digno de destaque o que declarou Pedro, ao considerar que nenhuma Escritura é de particular interpretação (II Pe. 1.20,21). Por esse motivo aqueles que estudam a Bíblia devem submeter suas interpretações ao pensamento de outros, sobretudos daqueles mais experientes com o texto bíblico.
Justamente em relação ao texto bíblico, não podemos desconsiderar que Deus usou linguagem humana para revelar sua Palavra. Assim sendo, a linguagem não pode ser desconsiderada, inclusive o apelo às línguas bíblicas, tendo em vista que os autores escreveram em hebraico e grego. Há aqueles que abusam da utilização do hebraico e grego em suas ministrações, mas isso não quer dizer que seja errado considerar os aspectos léxico-gramaticais da Bíblia. As línguas bíblicas devem ser colocadas aos pés da cruz do Senhor Jesus Cristo, e não acima da cruz como pôs Pilatos e também muitos que se utilizam desse conhecimento de forma equivocada (Jo. 19.19,20).
Para interpretar apropriadamente II Co. 3.6, devemos considerar que Paulo está discorrendo a respeito da Lei de Moisés, a qual se refere como “ministério da morte” (v. 7) e “ministério da condenação” (v. 9). Compreendemos, pelas mesmas Escrituras, que a Lei tem o seu valor, o próprio Apóstolo se refere “à glória da Lei” (v. 7), ainda que essa não seja resplandecente (v. 10). Isso acontece porque a revelação progressiva de Deus alcançou seu ápice em Cristo que nos trouxe uma aliança superior (Hb. 8.6). Por isso, os crentes não devem mais ser guiados por preceitos legais, tendo em vista que Jesus cumpriu a Lei, justificando-nos diante de Deus.
Quando Paulo declara que “a letra mata”, na verdade está destacando que aqueles que insistem em viver a partir da lei mosaica, trarão sobre si maior condenação. Ele se referia aos judaizantes que estavam disseminando o legalismo dentro da igrejas cristãs. A Epístola que endereçou ao Gálatas tinha como objetivo central alertar os crentes em relação àqueles que estavam pregando outro evangelho, diferente daquele ensinado pelos apóstolos, e ensinado por Cristo (At. 1.8). É preciso reconhecer que a Lei tem o poder de identificar a transgressão, mas é insuficiente para conduzi-los à salvação, pois somente a graça de Deus em Cristo pode fazê-lo (Ef. 2.8). A partir dessa dimensão, o crente pode então viver no Espírito, que lhe traz vida através da produção do fruto (Gl. 5.22).
Portanto, a utilização da expressão bíblica “a letra mata” não deve ser usada indevidamente para estimular a falta de estudo bíblico, muito menos o desconhecimento das línguas originais. Há líderes que sob a égide de uma suposta espiritualidade, ou por não se dedicaram ao estudo das Escrituras, repreendem aqueles que o fazem, disseminando a ignorância bíblica dentro da igreja. Por outro lado, os que se dedicam ao estudo da Palavra, devem fazê-lo com humildade, se submetendo à revelação, e sem deixar de conciliar o conhecimento com o amor, pois aquele sem este pode levar à soberba, e este sem aquele pode conduzir à dissolução, mas ambos juntos servem à edificação (I Co. 8.1).

TRAIDORES

No texto bíblico de 2 Tm 3.1-5, a décima quinta característica das pessoas dos tempos difíceis nos quais estamos vivendo é a traição (2 Tm 3.4). Apóstolo Paulo qualifica essas pessoas de “traidores” (gr. prodotes). Além de ocorrer em 2 Tm 3.4, o vocábulo grego “prodotes” só ocorre em mais dois versículos na Bíblia: Lc 6.16 e At 7.52. No primeiro versículo Lucas se refere a Judas Iscariotes como traidor e, no segundo, Estêvão acusa os Judeus de traidores e assassinos de Jesus.

No grego do Novo Testamento, um sinônimo de “prodotes” é “asunthetos”, o qual ocorre somente em Rm 1.31 e é traduzido por “infiéis nos contratos” (ARC), “pérfidos” (ARA), “desleais” (NVI), “não cumprem a palavra” (NTLH) ou “indignos de confiança” (AS21). Essa palavra grega “asunthetos” se refere a pessoa que foi desleal e não se manteve fiel a um contrato ou acordo estabelecido anteriormente.

A Bíblia também usa o vocábulo grego “paradidomi” para se referir à pessoa traidora ou delatora (Jo 6.64,71; 12.4; 13.21; 18.2,5) ou ao ato de trair ou entregar alguém para ser castigado (Jo 18.35; At 3.13; 12.4; 22.4). O evangelista Mateus relata que Judas Iscariotes “…foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata. E, desde então, buscava oportunidade para o entregar” (Mt 26.14-16). Percebe-se que o crime de traição de Judas Iscariotes foi premeditado e com dolo, com o objetivo de ganhar vantagem financeira. Ele foi tesoureiro do ministério de Jesus (Jo 13.29), mas infelizmente ele roubava dinheiro da bolsa onde se colocava as ofertas (Jo 12.6). Judas Iscariotes estava tão envolvido com a avareza e a ganância, a ponto de Satanás entrar nele e torná-lo traidor de Jesus (Lc 22.3-6).

Visto que Deus é fiel e leal em todas as circunstâncias, o verdadeiro cidadão do céu não pode ser pérfido ou desleal, mas deve ser uma pessoa que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado (Sl 15.4b – NVI). Se ele for obreiro do Senhor, a Bíblia recomenda (1 Tm 3.8) que o mesmo deve ser “homem de palavra” (NVI) ou “de uma só palavra” (ARA). Quando falarmos, Jesus ordenou que “…seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno” (Mt 5.33,37 – NVI). Uma das coisas que mais observamos nos dias atuais são pessoas que não honram a palavra dada e não cumprem os contratos firmados, de modo que ninguém confia mais em ninguém.

O nosso Deus é o Deus que vela sobre a sua palavra para a fazer cumprir (Jr 1.12). Ele “…não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 23.19). É da própria natureza de Deus guardar os concertos que Ele faz (Nm 1.5; 9.32), pois “…o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos” (Dt 7.9 – NVI). A respeito de Cristo, Paulo disse que “se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.13). Infelizmente, muitas vezes somos infiéis a Deus no nosso relacionamento com Ele.

No Antigo Testamento, a Bíblia revela que em muitas ocasiões Israel foi infiel ao Senhor. O profeta Jeremias chamou o povo de Judá de “…um bando de traidores” (Jr 9.2 – ARA). O povo de Israel era um povo que, por natureza, agia perfidamente e transgredia o concerto com o Senhor (Is 18.8). A mesma coisa acontecia com seus líderes: “Seus profetas são irresponsáveis, são homens traiçoeiros. Seus sacerdotes profanam o santuário e fazem violência à lei” (Sf 3.4 – NVI).

A traição e a deslealdade dos homens também se manifestam nos relacionamentos das pessoas umas com as outras. Jesus profetizou que nos últimos dias “…muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mateus 24:10). Semelhantemente, apóstolo Paulo disse que “…os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13).

O salmista confessou que sentiu desgosto em relação aos infiéis traidores, porque eles não guardavam a Palavra de Deus (S1 119.158). Ao ver tantos casos de traição entre os homens, há uma tendência do justo achar que os traidores e pérfidos sempre se dão bem na vida (Jr 12.1), como também de achar que a justiça de Deus está tardando em puni-los (Hc 1.13). Na verdade, os traidores e desleais acabam bebendo do seu próprio veneno. Os infiéis serão destruídos pelas suas próprias falsidades (Pv 11.3) e apanhados na suas maldades traiçoeiras (Pv 11.6). Os pérfidos e traidores serão julgados e condenados por Deus, pois “…os ímpios serão eliminados da terra, e dela os infiéis serão arrancados” (Pv 2.22 – NVI).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

PESCADORES DE HOMENS

“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique… Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens” (Lucas 5.1-7 e 10).

A tarefa prioritária da Igreja do Senhor Jesus Cristo e de seus membros é ganhar pessoas para Jesus, pregar o Evangelho, envolver-se com a obra missionária. Foi assim, que a Igreja começou em Jerusalém, toda Judéia e Samaria e expandiu-se até aos confins da terra.
Qualquer outra atividade pode ser interessante ou importante, mas, deve sempre ter posição secundária em relação a essa tarefa principal. O mais importante é que a Igreja de Jesus cresça, de modo que o Senhor, como recompensa pelo Seu sofrimento, possa a cada dia acrescentar à Sua Igreja os que forem sendo salvos, para que se complete a plenitude dos gentios (Rm 11.25). Alguém disse certa vez: “Aquilo que é bom é inimigo do que é melhor”. Portanto, não devemos gastar nosso tempo com coisas que nos parecem boas, esquecendo o que realmente é o mais importante, o que é prioritário aos olhos de Deus. Ainda notamos as oportunidades? Estamos receptivos a exemplo de Simão ao dizer::” Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes? Será que estamos atentos quando algo acontece, quando surge uma situação que pode dar a chance de falar de Jesus? Quantas possibilidades de alcançar as pessoas com o Evangelho de Jesus surgem em um único dia! Por exemplo, ao distribuirmos um folheto, ao fazermos uma visita, durante um encontro na rua, no ônibus, etc.
A Bíblia Viva diz: “Ele me faz andar pelo caminho certo para mostrar a todos quão grande Ele é” (Sl 23.3). Estes são momentos especiais preparados por Deus para falarmos do Seu amor às pessoas. Às vezes nem é necessário muita coisa para transmitir alívio e ânimo ao nosso próximo: “O olhar do amigo alegra o coração; as boas-novas fortalecem até os ossos” (Pv 15.30). Será que estamos à procura de oportunidades para levar a mensagem libertadora do Evangelho de Jesus Cristo aos que nos cercam? Sentimos a nossa responsabilidade neste sentido? Ainda somos impelidos a clamar de joelhos, com fé, a implorar ao Senhor Todo-Poderoso pelas pessoas em nossas famílias, em nossa vizinhança, a orar pelos nossos colegas de trabalho e de aula, intercedendo para que se convertam?
Quando o Senhor Jesus se encontrava às margens do lago de Genesaré, as pessoas o escutavam com muita atenção: “…ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus…” Entretanto, não apenas naquela época, mas também hoje – quando a vinda de Jesus está próxima – o tempo continua sendo de colheita: ainda hoje as pessoas têm fome de ouvir a Palavra do Senhor. De modo nenhum devemos pensar que as pessoas não querem mais saber da Palavra de Deus. Em nossos dias, quando as atenções são absorvidas pelos meios de comunicação e pelos mais diversos tipos de lazer, deveríamos mesmo assim ver nas pessoas ao nosso redor uma multidão que se aperta para ouvir a Palavra de Deus. Pois os homens têm em si a busca pela verdade e pela paz completa. Por isso, todos são impelidos, consciente ou inconscientemente, em direção a Jesus, que é “o caminho, e a verdade e a vida” (Jo 14.6).

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

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