É NATAL! JESUS NOSSO MAIOR PRESENTE

E disse o anjo: Não temas! “Eis aqui, vos trago boa nova de grande alegria que será para todo povo” (Lc 2.10).
Em breve será NATAL. O mundo inteiro fará uma pausa para comemorar esta significante data com muitos presentes. É para ser um momento de celebração e gratidão, pelo grande presente oferecido a humanidade: Jesus Cristo, o salvador do mundo.
Se pensarmos na real profundidade do NATAL, nos sentiremos amados e cuidados. Naquele primeiro NATAL, o filho de Deus se tornou humano e habitou entre nós, nos dando a certeza de que através Dele poderíamos ter esperança da salvação. “Hoje nasceu na cidade de Davi o salvador, que é o Messias, o Senhor” (Lc 2.11).
O NATAL foi anunciado como boas novas de grade alegria para todo o povo. Infelizmente muitos ainda não se deram conta desse grande presente de Deus para suas vidas. As muitas ocupações têm sufocado a vida, afastando-os mais de seu Criador, deixando um grande vazio, que lhes tira a verdadeira alegria de viver. Isso porque só Jesus oferece a alegria que satisfaz.
O Messias veio envolto em forma de ser humano. “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e verdade” (Jo 1.14). Graça é um favor não merecido. É dar algo de valor a quem não merece, mas precisa. Saber que Jesus hoje nos representa perante o pai com um coração compreensivo, porque Ele mesmo foi revestido de nossa humanidade. Por isso Ele nos conhece, compreende e sabe de nossas lutas diárias, sonhos e alegrias. É um privilegio que quando o ser humano descobre, a sua vida toma outro rumo.
“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hb 4.15,16).
Quem recebe a Cristo é revestido do espirito de compreensão, solidariedade, sacrifício e de servo. A bíblia afirma que, quem tem a Jesus como salvador, deve revestir-se Dele, de forma que outros também possam ver Cristo refletido em suas vidas.
Se Cristo ainda não reina em sua vida, eis uma grande oportunidade de fazer uma verdadeira mudança. Porque com certeza o Senhor vai direcionar seus caminhos, uma nova vida surgirá. Tudo passará a ter um sentido real e objetivo, seja no Casamento, no trabalho, na família, ou em qualquer outra área, o Senhor será o SENHOR de sua vida.
O Senhor tem leis prontas a serem seguidas, e Ele as escreverá no seu coração. Também tem seus decretos para direcionar uma vida harmoniosa e bem encaixada no contexto onde você tiver inserido. Há instrução para casamento: “por isso deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, e os dois se torna uma só pessoa” (Gn 2.24).
Há instrução para Esposos e Esposas: “Esposa, obedeça a seu marido, como você obedece ao Senhor. Marido, ame a sua mulher, assim como Cristo amou sua igreja, e assim mesmo se entregou por ela” (Ef 5.22 e 25).
Há instrução para filhos: “Filhos obedeça a seu pai e sua mãe, esse é o primeiro mandamento como promessa, para que tenhas vida longa e feliz” (Ef 6.1-3).
Há instrução para Pais: “Pais, não irriteis a vossos filhos, mais cria-os na disciplina e ensinamentos cristão (Ef 6.4).
Quando a Família segue os ensinamentos práticos como o Senhor estabeleceu, uma nova direção divina começa a acontecer dentro do lar. A presença do Senhor começa a serem visível, influenciando os comportamentos, as atitudes, os relacionamentos. Isto porque, a casa esta cheia dos conhecimentos do Senhor, e as marcas de Cristo diz que o Senhor ocupa posição de honra na família.
Neste clima gostoso e festivo do NATAL, desafio você a repensar junto a sua família os valores espirituais, os valores familiares, os valores do casamento, os valores Moraes e acima de todos esses valores, o valor que estamos dando ao maior presente que Deus nos deu: Jesus o Salvador da nossa vida.
Decida que este NATAL será um marco em sua família. Porque o Salvador chegou e desde então é NATAL. Feliz Natal!

Maria do Socorro G. Pereira (Esposa do Pr. Elumar Pereira – Diretor do Departamento da Família da AD Mossoró)

LÍDERES SÃO RESPONSÁVEIS POR CAPACITAR SEUS LIDERADOS

Vamos fundamentar esta reflexão em Efésios 4:11-13, que proporciona um brilhante pano de fundo no tocante a capacitar os outros. “Foi ele (Cristo) quem escolheu alguns para serem apóstolos, alguns para serem profetas, alguns para serem evangelizadores e alguns para serem pastores e professores, para preparar as pessoas de Deus para a obra do ministério, de modo que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos nós alcancemos a unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus e nos tornemos maduros, atingindo a medida da plenitude de Cristo.”
Líderes – pessoas que têm influência, incluindo você – são responsáveis por usar seus dons dados por Deus para preparar ou capacitar os santos – os membros do corpo de Jesus Cristo, a Igreja – para a obra do ministério. Embora se enfatize primariamente Efésios 4:12, os versículos 11 e 13 também focam nos objetivos e fornecem grande apoio e incentivo para todos que desejam desenvolver ministérios frutíferos.
O versículo 11 fala sobre os diferentes dons que Cristo deu ao corpo de Cristo. O versículo 13 fala sobre fé, conhecimento, maturidade e estar cheio das qualidades de Cristo. Você notou? Quer sejamos líderes que capacitam ou aqueles que são liderados, todos nós partilhamos da responsabilidade conjunta de sermos capacitados para a “obra do ministério”, por isso podemos ser úteis na promoção do Reino de Deus e ter um impacto nas vidas das pessoas ao nosso redor.
Antes de continuar vamos definir o que são Competências, Recursos e Compreensão.
COMPETÊNCIA: “Uma habilidade para fazer algo com as mãos, corpo ou mente”.
RECURSOS: “Coisas que o dinheiro pode comprar; o que precisamos para fazer nosso trabalho: ferramentas, equipamentos, suprimentos…”.
O essencial para capacitar os outros COMPREENSÃO (ou conhecimento): “A qualidade da compreensão, não apenas de conhecer os fatos, mas também como aplicá-los”. Destas três definições que permeiam a questão da capacitação de outros quero enfatizar que é importante para você, e para todos os outros líderes, reconhecer três áreas da compreensão: O PROPÓSITO OU MISSÃO, O OBJETIVO E A AUTORIDADE.
Estas três áreas desempenham um papel crucial em capacitar as outras pessoas. Compreendendo a razão principal: “o objeto ou a razão pela qual algo existe.” Todos nós precisamos compreender claramente a razão ou propósito porque nós fazemos o nosso trabalho. Propósito é a “visão geral” que explica porque fazemos o que fazemos. Jesus sabia como era importante para os cristãos compreender o Seu propósito para suas vidas. Observe o que Ele disse aos Seus discípulos: “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto – fruto que permaneça “João 15:15-16 (grifo meu). Esta mesma verdade se aplica a você hoje. Jesus não apenas espera que você seja um servo; Ele te chama de Amigo e quer que você entenda o propósito que Ele tem para você. É importante que uma pessoa que se alista para a obra do ministério também compreenda seu propósito. Um elemento-chave sobre capacitar outros é guiá-los a um entendimento de um propósito em comum. Ter claro os objetivos a serem alcançados e usar da autoridade (poder de ação) para o desempenho da missão que foi confiada. Como líderes temos a responsabilidade de capacitar os outros usando as ferramentas disponíveis e ensinando aos nossos liderados os princípios e motivações coerentes com o reino de Deus e a organização que estamos envolvidos.

Lidere onde estiver! Abração a todos.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

Eis que estou à porta, e bato

É comum ouvirmos em pregações a citação de Ap. 3.20: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. O que acontece nesses casos é uma recontextualização do versículo, ou mesmo uma aplicação, adequando-o a necessidade do pecador se arrepender dos seus pecados, e receber a salvação em Cristo Jesus. No entanto, ao analisar essa passagem em seu contexto, verificamos que não se trata de uma mensagem eminentemente evangelística, antes de um apelo para uma igreja que havia deixado Jesus do lado de fora.
Esse texto faz parte de uma série de cartas que foram direcionadas por Jesus às sete igrejas da Ásia Menor. E mais especificamente, para a igreja de Laodiceia, conhecida por sua riqueza e opulência, pela produção de unguentos especiais, tecidos finos e lustrosos. Aquela igreja estava cega para a verdade, gloriava-se daquilo que era secundário, da sua riqueza e poder secular. Mas Jesus avalia que, na verdade, era “infeliz, pobre, cego e nu”. Devemos ter cuidado para não fazermos como aquela igreja, e colocar em primeiro plano aquilo que Jesus considera secundário, ou desprezível.
O principal perigo que ronda as igrejas contemporâneas, o mesmo que circundava a de Laodiceia, é a de confiarmos demasiadamente em nós mesmos, e dependermos cada vez menos de Deus. Aquela igreja, como muitas dos dias atuais, perderam a visão espiritual, tornaram-se mornas ao se preocuparem demasiadamente em agradar o mundo. Naquela cidade havia unguentos preciosos para os olhos, mas a igreja estava cega para as verdades espirituais. Por isso Jesus admoesta para que essa “unjas os olhos com colírio, para que vejas”. Mais nem tudo está perdido, a mensagem de Jesus é de advertência: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
E nesse contexto que o Senhor declara: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (v. 20). Não que seja errado usar esse versículo para as pregações evangelísticas, mas não podemos esquecer do seu propósito inicial. Como cristãos, comprometidos com o anuncio do evangelho, não podemos deixar de ser aquilo para o qual fomos vocacionados: igreja. As distrações mundanas são as mais diversas, somos atraídos pelo poder, fama e riqueza. Talvez o mundo nos avalie pelo poderio secular que detemos, mas não podemos desconsiderar que importa antes a avaliação de Cristo.
É lamentável constatar que existem igrejas que colocaram Jesus para o lado de fora, que se secularizaram tanto que O perderam de vista. A essas Ele continua declarando: “Eis que estou à porta, e bato”. Antes que seja tarde demais, é preciso convidá-LO a entrar, a fim de receber na dimensão escatológica, aquilo que nos prometeu: “ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (v. 21). Faz-se necessário, portanto, permanecer atento à voz do Senhor, para não se voltar para as glórias do mundo. A esse respeito, um alerta final: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v. 22).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

QUALIFICAÇÕES E PRÉ-REQUISITOS PARA PASTORES: MUITO ALÉM DA VOCAÇÃO

No início da igreja primitiva, à medida que a igreja ia crescendo e se organizando, houve a necessidade de se estabelecer dirigentes nas igrejas locais (Tt 1.5), os quais eram chamados principalmente de presbíteros (At 11.30; 14.23; 15.2,4,6,22,23; 16.4; 20.17; 21.18; 1 Tm 5.17,19; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 5.1) ou bispos (At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25), mas também de pastores (Ef 4.11).
Hoje em dia à proporção que a obra de Deus cresce e, consequentemente, se multiplica o número de igrejas que precisam ser plantadas, também cresce a necessidade de se constituir pastores, presbíteros e bispos para apascentarem os rebanhos que se congregam nas igrejas locais.
Jesus é o pastor por excelência (Jo 10.1-16; Hb 13.20; 1 Pe 5.4). Apóstolo Pedro, que recebera de Jesus o mandamento de apascentar as ovelhas do Senhor (Jo 21.15,16,17), e que se considerava um presbítero como os demais presbíteros que apascentavam as igrejas locais, recomendou aos demais pastores: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2-3).
A responsabilidade do pastor é muito grande, visto que ele deve falar a Palavra de Deus às suas ovelhas, e que estas devem imitar a fé dos seus pastores e atentarem para a maneira deles viverem (Hb 13.7). Além disso, o pastor cuida das ovelhas como quem vai prestar contas de todas elas a Deus (Hb 13.17).
O verdadeiro pastor não é aquele que somente tem o título de pastor, mas o que foi chamado e constituído por Deus para este ministério (At 20.28; 1 Tm 1.12; Hb 5.4), e que o exerce como Deus preconiza na sua Palavra (1 Pe 5.1-4).
O ministério pastoral não é para quem quer, quem acha bonito, quem deseja ser honrado ou para alguém que almeja ganhar dinheiro. Pelo contrário, o pastorado é para aqueles que foram chamados ou vocacionados por Deus, pois “…ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão” (Hb 5.4).
Paulo sabia muito bem desse princípio da vocação ministerial, visto que Jesus mesmo tinha declarado que ele era um vaso escolhido para levar o nome de Cristo diante dos gentios (At 9.15; 22.21).
Quando serviam na igreja que estava em Antioquia, o Espírito Santo mandou separar e enviar Paulo e Barnabé para a obra missionária transcultural (At 13.1-4). Este mesmo Espírito Santo também constituiu presbíteros e bispos para apascentarem a igreja de Deus que estava em Éfeso (At 20.17,28).
O pastor deve não somente ser chamado por Deus, mas também ser consciente da sua vocação pastoral (Rm 1.1; 1 Tm 2.7; 2 Tm 1.11). Se ele não tiver essa convicção, mais cedo ou mais tarde abandonará o ministério pastoral. Embora o chamado de Deus seja uma condição sine qua non para uma pessoa exercer o ministério pastoral, todavia a vocação não é a única exigência a ser cumprida pelos candidatos ao pastorado.
Os vocacionados, por exemplo, devem ser tidos por Cristo como féis, antes de serem postos no ministério (1 Tm 1.12; 2 Tm 2.2). Muitas pessoas são vocacionadas por Deus para o ministério pastoral, mas infelizmente não honram essa chamada por meio do desenvolvimento do caráter cristão e do exercício para a glória de Deus dos dons ministeriais recebidos do Espírito Santo.
Tanto na carta pastoral que Paulo escreveu a Timóteo (1 Tm 3.2-7), como também na que ele escreveu a Tito (Tt 1.6-9), encontramos os pré-requisitos e qualificações a serem observados nos candidatos ao ministério pastoral. Em cada uma dessas duas listas, encontramos uma relação de 16 qualidades, o que dá o total de 32 pré-requisitos. Considerando que alguns pré-requisitos aparecem em ambas as listas, e agrupando outros que são semelhantes, esse número cai para pelo menos 22 pré-requisitos ou qualificações.
Assim, os homens vocacionados por Deus para o ministério pastoral, antes de serem separados e investidos na função de pastor, devem apresentar os seguintes pré-requisitos ou qualificações: 1) Santo (Tt 1.8); 2) Justo (Tt 1.8); 3) Irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 4) Amigo do bem (Tt 1.8); 5) Não arrogante (Tt 1.7); 6) Calmo e controlado (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 7) Modesto (1 Tm 3.2); 8) Amável (1 Tm 3.3); 9) Não irascível (Tt 1.7); 10) Pacífico e não violento (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 11) Não dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 12) Que não ama o dinheiro (1 Tm 3.3); 13) Não ambiciona lucro desonesto (1 Tm 3.3 (ARC); Tt 1.7); 14) Boa reputação entre os não crentes (1 Tm 3.7); 15) Marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 16) Lidera bem sua família e seus filhos são crentes de bom testemunho cristão (1 Tm 3.4-5; Tt 1.6); 17) Hospitaleiro (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 18) Comprometido com a ortodoxia bíblica (Tt 1.9); 19) Apto para ensinar (1 Tm 3.2); 20) Que não seja recém-convertido (1 Tm 3.6); 21) Que tenha liderança e autoridade (Tt 1.8); e seja 22) Irrepreensível como administrador ou despenseiro de Deus (Tt 1.7).
A partir do próximo mês, mensalmente, vamos discorrer a respeito de cada uma dessas vinte e duas qualificações e pré-requisitos a serem observados pelos obreiros vocacionados ao ministério pastoral.

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

DISCERNINDO O QUE OUVIMOS

“Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse a Moisés: Há alarido de guerra no arraial. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço.” (Ex 32.17-18)

Discernimento é a capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado e o capítulo 32 de Êxodo descreve um episódio desastroso na história do povo de Israel, ocorrido após uns três meses da saída do Egito. Foram 430 anos plantados no meio de um povo pagão e idólatra. Ao serem libertados dali tiveram o privilégio de presenciar manifestações extraordinárias – sinais, prodígios e maravilhas – da parte do Deus único e verdadeiro, sob a mediação de Moisés e Arão: as dez pragas enviadas sobre os egípcios, enquanto eles foram poupados; a travessia, a pé enxuto, do Mar Vermelho que se abriu; a destruição dos exércitos egípcios no mesmo mar; a condução de Deus através da nuvem, durante o dia, e da coluna de fogo, durante a noite; a restauração das águas amargas de Mara; o pão que “chovia” diariamente do céu (maná e codornizes); a vitória na guerra contra Amaleque etc etc. Entretanto, bastou que Moisés se demorasse um pouco no monte para que a descrença e a insensatez dominassem os corações.
Alertado por Deus da corrupção do povo, Moisés desceu do monte acompanhado por Josué. Este fala para Moisés de um alarido de guerra no arraial de Israel. Moisés, então, responde-lhe, citando outros três tipos de alarido, portanto, quatro tipos de alarido, são citados nos versículos acima: Alarido de guerra, alarido dos vencedores, alarido dos vencidos e finalmente o alarido dos que cantam. Contextualizando esta passagem bíblica para os dias de hoje, como igreja, está diante de nós dois alaridos positivos e dois alaridos negativos, vejamos: Alarido de guerra, é o alarido ouvido de uma igreja que sai das quatro paredes e impacta o mundo com a mensagem de Deus: orando, evangelizando, ensinando, fazendo ação social, protestando, denunciando, agindo e interferindo na sociedade, de todas as formas e meios legítimos disponíveis. Alarido dos vencedores é de igual forma quando essa igreja combativa impacta eficazmente a sociedade, os intentos de Satanás são frustrados, os perdidos são alcançados, vidas são transformadas e assistidas, casamentos são restaurados etc. Então, o povo de Deus entrará no templo para glorificar e cultuar ao Senhor, louvá-lo e adorá-lo, com cânticos espirituais, um “alarido” de vitória que chega aos céus e agrada a Deus. É o alarido de vigílias de oração do ensino da palavra, inclusive nas classes de Escola Bíblica Dominical repletas de alunos é o alarido da evangelização e vidas se rendendo a Cristo. O texto fala também sobre o Alarido dos vencidos e isto acontece quando a igreja não está no foco da sua missão, no centro da vontade de Deus, o que se ouve ali é o alarido dos vencidos, de pastores se queixando das ovelhas, de ovelhas se queixando dos seus pastores e líderes, e das ovelhas se queixando das outras ovelhas. Do clamor das almas sedentas por mensagens ungidas. Moisés afirma que o que estava ouvindo era o alarido dos que cantam e aí, entenda-se que existe uma grande diferença em cantar e louvar. Quando o assunto é o alarido dos que cantam, neste texto, e trazendo para os dias de hoje, não se engane, esse alarido não é aquele dos que louvam ao Senhor; É o alarido dos que promovem ou participam de shows golpel com muito fervor carnal e pouco fervor espiritual. É o alarido dos que promovem shows da fé, com farta propaganda de milagres e muito apelo financeiro. É o alarido dos que insistem em homenagens e honrarias aos homens quando deveriam focar a glória de Deus. É o alarido de igrejas superlotadas nos seus cultos-espetáculos, mas tolerantes a toda sorte de vícios e pecados. Já dizia o profeta Samuel: “o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm 15.22). Finalizando, deixamos uma palavra de advertência: “Deus está vendo e não deixará impune o pecado!” Então? Que alarido estamos ouvindo?

Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

NATAL, FESTA DE AVIVAMENTO ESPIRITUAL

“…apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber” (Lc 2.13-15).

A literatura e a história secular afirmam que até o quarto século da era cristã não havia celebração do natal de Jesus, mas, com a oficialização do cristianismo, como religião oficial do estado, pelo imperador romano Constantino, a igreja começou a celebrar o natal com elementos pagãos, a fim de satisfazer os povos que abraçavam a nova religião.
Atualmente, o natal que a cristandade comemora no mundo inteiro, não é o natal de Jesus, pois que, seus elementos nada têm a ver com o verdadeiro natal da Bíblia. A árvore de natal é de origem germânica; as velas fazem parte de um ritual dedicado aos deuses pagãos; o presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiguidade babilônica. É um estímulo à idolatria. Papai Noel é um ídolo. Nós só temos um pai espiritual que é Deus. Não podemos receber Noel no lugar de Deus!
Portanto, dá para compreender que a festa do natal, não é cristã, mas totalmente pagã e, infelizmente, muitos cristãos estão se deixando enganar.
Ao ouvirem a mensagem proferida pelo anjo os pastores foram até onde estava o menino Jesus, viram, e voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinha ouvido e visto.
De igual forma os magos que vieram do oriente ao chegarem onde o menino Jesus estava, prostraram-se e O adoraram; e abrindo os seus tesouros lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.
O período das festas natalinas é uma excelente oportunidade que temos para anunciar as novas de grande alegria para todas as pessoas. Lembremos a todos os povos que Deus deu ao mundo o melhor presente, o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que nasceu numa manjedoura, para nossa salvação, morreu numa cruz para nossa redenção, ao terceiro dia ressuscitou, para nossa justificação e em breve arrebatará a igreja para nossa glorificação.
O verdadeiro natal é uma festa de avivamento espiritual, de louvor a Deus, de adoração ao que vive para sempre, de alegria nos corações pela salvação em Jesus Cristo, de gratidão a Deus pela dádiva preciosa de Jesus ter vindo para nos trazer redenção.
Natal é tempo de andarmos no caminho mais excelente que é o amor e desfrutarmos a VIDA ABUNDANTE que só Jesus Cristo, o personagem principal desta festa, pode nos presentear.
“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

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