ACORDO, BASE PARA ANDAR JUNTOS

Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? Amos 3.3.

O relacionamento conjugal e a família, de um modo muito especial, é uma escola onde se aprende a amar. A convivência diária obriga a acolher os outros com respeito, diálogo, compreensão, tolerância e paciência.
Este exercício forte de vivência das virtudes faz cada um crescer de modo harmonioso. Para que o acordo aconteça é preciso se conhecer um ao outro.
Ninguém ama a quem não conhece. É fundamental para a vida do casal, que cada um conheça a história do outro; conheça a sua vida, o seu passado, a realidade familiar de onde veio, a fim de poder compreendê-lo, ajudá-lo, amá-lo e perdoá-lo.
Torna-se muito dificil duas pessoas andarem juntas se não houver compromisso, acordo entre os mesmos.
Acordo é concordância entre partes discordantes. Um pacto ou um compromisso estabelecido de forma clara e transparente entre os envolvidos. No acordo deve haver harmonia nos propósitos e combinação.
Uma consonância, que talvez traduza melhor o que seja acordo, pois é manifestar o mesmo som, harmonia no que se toca e faz.
É impossível que duas pessoas andem juntas se possuem propósitos diferentes, pensamentos diferentes e metas diferentes. É impossível que haja harmonia quando cada um defende o seus interesses e suas vontades.
A vida é um jogo de interesses cujo objetivo é sempre vencer e nunca perder. Precisamos concordar com a tática do jogo, se não fica difícil de ganhar a partida. Quando o casal não consegue chegar a um acordo quanto as suas decisões nunca terão um casamento ou uma família vitoriosa.
O profeta Amóos faz um questionamento diante do povo de Deus: Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo? (Amós 3.3).
Caminhar juntos não é fácil, se requer esforço e muito trabalho. A mesma luta e empenho devem ser reforçados para se conquistar um acordo e viver um casamento harmonioso.
Maridos e mulheres devem sempre trabalhar juntos rumo à harmonia em suas decisões.
Alcançar o acordo, porém, é um processo. Processo é uma palavra relacionada com percurso, e significa avançar ou caminhar para frente.
Todos nós somos possuidores de ideias e sentimentos individuais sobre os mais diversos assuntos. Nossos pensamentos e sentimentos nem sempre combinam.
Devemos ouvir sempre e procurar entender e nos comprometer a chegar a um acordo. Cada um de nós deve apresentar sua perspectiva e, então, procurar um denominador comum.
Talvez não concordemos plenamente, mas devemos fazer concessões e mesclamos nossas ideias.
Cada cônjuge deve estar disposto a dar e a mudar situações, que venham propocionar beneficios e bem estar à convivência do casal.
É fundamental que os conjuges se preocupem em colocar como base de qualquer acordo o fundamento do amor. Sem um espírito de amor, que busca o bem-estar do outro, talvez nunca cheguemos a um acordo.
Há casais que alcançaram tudo o que queriam financeiramente, mas não conseguem viver bem juntos. Não adianta ter outras realizações e deixar o relacionamento conjugal se perder.
Precisamos aprender a cultivar a unidade em nosso relacionamento. E isto acontece quando aprendemos a andar de acordo e lidar de forma simples e prática nas questões do dia-a-dia.

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)

ERROS BÁSICOS

No exercício de nossa liderança uma das certezas que podemos ter é que certamente cometermos erros. Estes, por sua vez, fazem parte da nossa constituição humana e, portanto, sempre estarão presentes em nossas ações.
Entretanto, também é verdade que muitos erros podem ser evitados; e se podem, devem ser. Nosso esforço contínuo de melhoria inclui a diminuição da margem de riscos e a consciência do que estão fazendo com suas devidas consequências. Isto por si só já ajuda bastante na diminuição de erros básicos e sistemáticos.
Dentro desta ótica vamos refletir sobre três erros básicos cometidos por Moises no texto de Números 20. Vejamos:
“E o Senhor falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.” Números 20:7-12
O contexto desta narrativa é bem simples. Houve um problema, estava faltando agua. O povo de Israel reclamou com Moisés e este foi buscar em Deus uma solução. Tudo certo; nada além do trivial na vida de um líder.
Sempre estamos tratando de problemas, buscando soluções diante de necessidades expostas. Pois bem, mesmo diante de um clima relativamente hostil, quando Moises e Arão oraram, Deus respondeu e disse o que era para fazer. Porém, Moisés não fez como Deus orientou e isto lhe custou muito caro; as consequências chegaram.
Neste cenário primeiro erro básico deste grande líder. A Precipitação. Agir sem medir as consequências é fruto de uma mente cansada. Quando estamos muito atarefados, cheios de obrigações e demandas, nos cansamos; isto afeta a qualidade de nossas ações. Aliás, é por isto que cansado você não deve tomar decisões importantes. Sua probabilidade de precipitação se torna exponencial.
A atitude de Moisés em não seguir a orientação de Deus foi uma grave precipitação. Quando tratamos principalmente da obra de Deus, precisamos seguir as orientações do Senhor desta obra.
Depois, o segundo erro básico é o descontrole emocional. Onde perdemos o equilíbrio o estrago está feito. Se perde a razão, se perde a noção e as emoções exaltadas trazem uma dose de ignorância a nossa postura de líder. As emoções fazem parte de sua vida; administra-las é um dever nosso. Impedir que elas venham é praticamente impossível, mas o gerenciamento é possível.
Moisés estava visivelmente irritado. Não era a primeira vez que o povo demostrava uma incredulidade, dúvidas e reclamação. Isto tirou este líder do sério; mas não foi só isto, tirou dele a possibilidade de entrar na terra prometida. Uma dica importante é você ter medidas práticas para combater as emoções tóxicas. Cantar, orar, conversar com amigos idôneos, ter pessoas que você ama por perto, ou seja, alimentar boas emoções ajuda você a equilibrar as situações de estresses; pensa nisso.
Por último Moisés não segue a orientação de Deus e segue sua própria visão de como tratar o problema. Ele se dirigiu ao povo, bateu boca, quando era para falar com a pedra. Se isto não bastasse bateu duas vezes na pedra. Repito o que já afirmei, em se tratando da obra de Deus é preciso redobrar o cuidado para fazer exatamente o que nosso Senhor está orientando para fazer. Esta atitude de submissão a sua vontade nos garante a solução adequada para as situações mais difíceis.
Podemos aprender uns com os outros. Podemos aprender com os erros de grandes líderes como Moisés; até nestes momentos existem lições a serem extraídas para nossa edificação. Deus te abençoe. Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

MAIS AMIGOS DOS PRAZERES QUE AMIGOS DE DEUS

Nos tempos difíceis e trabalhosos nos quais estamos inseridos (2 Tm 3.1), muitas pessoas vivem em função da busca pelo prazer imediato e a qualquer custo, sem medir as consequências. Essa corrida desenfreada das pessoas à procura do prazer e da autossatisfação tem se tornado um fim em si mesmo. O hedonismo tem se tornado um deus para muita gente. Por meio dos seus pensamentos e ações, os hedonistas evidenciam que são “…mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2 Tm 3.4 – ARA). Neste versículo, a expressão “amigo dos prazeres” é a tradução do adjetivo grego “philedonos”, o qual vem de “philos”, que significa “amigo”; e de “hedone”, que significa “prazer” ou “desejos pelo prazer”.
Enquanto “philedonos” só ocorre uma vez na Bíblia (2 Tm 3.4), “hedone” ocorre cinco vezes (Lc 8.14; Tt 3.3; Tg 4.1,3 e 2 Pe 2.13). Essa palavra grega “hedone” deu origem à palavra “hedonismo”, a qual se refere à doutrina e estilo de vida que considera o prazer como o bem supremo, finalidade e fundamento da vida moral. O hedonismo não considera que o homem é pecador por natureza e o seu coração é mau continuamente e pervertido desde a meninice (Gn 6.5; 8.1; Pv 6.14). O profeta Jeremias disse: “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Muitas vezes, alguns prazeres imediatos podem trazer consequências desastrosas em médio e longo prazos para o próprio hedonista. Inclusive, há um versículo em Provérbios que diz: “quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico” (Pv 21.17 – NVI).
Na parábola do semeador, Jesus disse que umas sementes caíram entre os espinhos (Lc 8.7). Isso significa aqueles que ouviram a Palavra e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida, de modo que os seus frutos não chegaram a madurecer (Lc 8.14). Isso mostra que o hedonismo pode afastar o crente dos caminhos do Senhor. Apóstolo Paulo disse que antes de sermos crentes éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres (Tt 3.3).
Apóstolo Tiago proferiu uma palavra muito dura contra infiéis que amavam mais o mundo do que a Deus (Tg 4.4). Ele afirmou: “de onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” (Tg 4.1 – ARA). Os desejos hedonistas, subjacentes e arraigados dentro da natureza humana, sempre induzem o homem à prática dos prazeres pecaminosos. Continuando sua repreensão contra esses hedonistas, Tiago ainda declarou: “…nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tg 4.2-3 – ARA). Dessa forma, vemos que os desejos hedonistas dos homens impedem que Deus responda favoravelmente às orações deles. Referindo-se aos falsos mestres que semeiam dissimuladamente heresias de perdição no meio do povo de Deus (2 Pe 2.1), apóstolo Pedro disse que eles “…consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês” (2 Pe 2.13 – NVI).
Ao serem mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, os hedonistas revelam que são narcisistas e ególatras, visto que o deus deles é o próprio ventre (Rm 16.18; Fp 3.19). Para as pessoas hedonistas, a vida está aí para ser vivida plenamente por meio da satisfação de todos os desejos da natureza humana. Quem age dessa forma, andando nos desejos da carne, e fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, são as pessoas que não conhecem a Deus (Ef 2.3; 1 Pe 4.2-3).
Deus não é contra a gente sentir prazer nas coisas, desde que esse prazer seja saudável, edificante e alinhado com a vontade de Deus. Quanto aos prazeres pecaminosos, “…não deixem que o pecado domine o corpo mortal de vocês e faça com que vocês obedeçam aos desejos pecaminosos da natureza humana” (Rm 6.12 – NTLH). Ainda que determinados prazeres não sejam pecaminosos em si mesmos, antes de buscá-los devemos analisar se eles não são embaraçosos (Hb 12.1), se eles convêm e edificam (1 Co 10.23), e se vale a pena a gente se envolver com determinados negócios desta vida (2 Tm 2.4). A vida desregrada e inconsequente, em busca do prazer pelo prazer, na verdade é uma forma de escravidão, e não de liberdade. Ao contrário dos hedonistas, que são escravos dos prazeres, o cristão deve adotar o conselho Bíblico que afirma: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Co 6.12 – ARA).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

QUE TEMPO É ESTE?

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24.14)

Estamos vivendo um tempo ímpar, maravilhoso. Um tempo onde a presença de Deus é algo visível. Deus tem derramado de seu Espírito e percebemos, hoje, em todos os lugares pessoas sedentas e famintas da presença de Deus.
Já não se encontra tanta oposição ao servir ao Senhor como outrora, mesmo os mais distantes, concordam que a presença do poderoso Senhor trás paz, alegria, prosperidade, domínio próprio, responsabilidade e sabem que a presença de Deus na vida do homem é algo bom, muito bom.
Embora ainda cativas e pressionadas por forças hostis, buscam ouvir dos cristãos as maravilhas que o Senhor tem realizado.
Deus tem dado a sua igreja a revelação da sua palavra, não por mérito nosso, mas por que como o Senhor diz que os segredos serão revelados aqueles que ele escolheu, porque “as coisas que o olho não viu e nem ouvido ouviu e que não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para aqueles que o amam (1 Co 2:9). Em 1º Pedro capítulo 2, versículo 9 lemos: “Vós, porém, sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, a fim de anunciardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.
Somos portanto uma geração escolhida, separada, eleita por ele com uma responsabilidade ministerial de suma importância. Nação santa, exclusividade do Criador. Fomos criados para o louvor da Sua glória, capacitados para anunciar, proclamar, difundir as virtudes do nosso salvador. Fomos arrancados das trevas para a luz.
Devemos ter as características d’Aquele que nos salvou. A paz de Cristo deve reinar em nossos corações, as nossas decisões devem ser firmes, a marca inconfundível do sangue remidor deve ressaltar em nossas vestes.
A Palavra de Cristo deve habitar em nossos corações e havemos de ser santos, e revestidos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.
A melhor maneira de proclamarmos as virtudes Daquele que nos tirou das trevas para a luz é mostrando ao mundo com ousadia as marcas do Seu caráter em nós. Devemos ser santos como é santo o nosso pai. Quando isto acontece, a perfeição deixa de ser uma utopia e passa a ser uma realidade em nossas vidas, como está escrito: “E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade” (Cl 2.10). Significa dizer que do mesmo modo como Cristo sendo a cabeça de todos os poderes, não necessita de nenhum supridor, tendo-o, não necessitamos de nenhum outro.
É necessário sim, para anunciar as virtudes, que tenhamos vivenciado estas virtudes. Esta é uma geração que entendeu a realidade que Pedro, Paulo, Estevão, Timóteo viveram e o porque compreendem o comportamento de Pedro para que a sua sombra curasse.
Deus quer que esta geração do presente tempo, veja mortos ressuscitar, cegos ver, coxos andar, surdos ouvir. Esta geração santa, este povo exclusivo estará assumindo corajosamente a responsabilidade de anunciar as virtudes do Senhor através da pregação, de uma vida de oração contínua, gerando assim intimidade com o criador e intimidade gera confiança e confiança gera relacionamento extraordinários, saudáveis e isto atrai os parentes, vizinhos e amigos.
Este é o nosso tempo irmãos “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Rm 12.12).

Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

A TRICOTOMIA DO HOMEM

O homem é um ser tricótomo (1Ts 5.23; Hb 4.12). O termo tricotomia significa “aquilo que é dividido em três” ou “que se divide em três tomos”. Em relação ao homem, o termo tricotomia refere-se às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito. Há divergência neste ponto entre alguns teólogos. Há aqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo e alma (ou espírito). Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como sendo uma e a mesma coisa. Entretanto, parece-nos  mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Esse conceito da tricotomia crê que o homem é uma triunidade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar as partes: o corpo de sua parte imaterial.

  1. a) O corpo: É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo com todos esses elementos da terra, sem os elementos divinos, são de ínfimo valor. O corpo é apenas a parte tangível, visível e temporal do homem (Lv 4.11; 1Rs 21.27; Sl 38.4; Pv 4.22; Sl 119.120; Gn 2.24; 1Co 15.47-49; 2Co 4.7). O corpo é a parte que se separa na morte física.
  2. b) A alma: É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. A alma precisa do corpo para expressar sua vida funcional e racional. Os vários sentidos da palavra alma na Bíblia, como sangue, coração, vida animal, pessoa física; devem ser interpretados segundo o contexto da escritura em que está contida a palavra “alma”. De modo geral, em relação ao homem, a alma é aquele princípio inteligente que anima o corpo e usa os órgãos e seus sentidos físicos como agentes na exploração das coisas materiais, para expressar-se e comunicar-se com o mundo exterior (Sl 107.5,9; Gn 35.18; 1Rs 17.21; Dt 12.23; Lv 17.14; Pv 14.10; Jó 16.13; Ap 2.23; Ecl 11.5; Sl 139.13-16).

    c) O espírito: O espírito do homem não é simples sopro ou fôlego, é vida imortal (Ec 12.7; Lc 20.37; 1Co 15.53; Dn 12.2). O espírito é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “corpo, alma e espírito não são outra coisa que a base real dos três elementos do homem: consciência do mundo externo, consciência própria e consciência de Deus”.

FONTE: cpadnews.com.br

NEEMIAS, UM LÍDER QUE MUDOU A HISTÓRIA DE UMA NAÇÃO

Neemias foi copeiro de Artaxerxes e governador de Jerusalém. Foi o reconstrutor da cidade de Davi, a cidade que passou mais de um século debaixo de escombros. Ele levantou os muros da cidade em apenas cinquenta e dois dias, apesar de escassez de recursos, do desânimo do povo e dos constantes ataques do inimigo. Qual foi o segredo desse grande líder?

NEEMIAS CONJUGAVA PIEDADE COM ESTRATÉGIA
Quando soube que a cidade de Jerusalém estava assolada por grande miséria e o seu povo vivendo debaixo de opróbrio, Neemias chorou, orou, jejuou, mas também se dispôs a agir e ao agir, fê-lo com refinada sabedoria. Ele falou com Deus e com o rei da Pérsia. Ele buscou os recursos do céu e os tesouros da terra. Precisamos de líderes piedosos e de líderes sábios, líderes íntegros e também de líderes relevantes. Homens que tenham intimidade com os céus e sabedoria para lidar com os intrincados problemas da terra.

NEEMIAS CONJUGAVA DISCRIÇÃO COM ENCORAJAMENTO
Quando Neemias chegou à devastada cidade de Jerusalém, nada disse ao povo até fazer uma meticulosa avaliação da situação. Somente depois, compartilhou seu plano e conclamou o povo para unir-se a ele na reconstrução da cidade. Antes de desafiar o povo para o trabalho, o líder precisa saber a dimensão da obra a ser feita. Antes de falar ao povo, o líder precisa ter uma estratégia clara em sua mente. Um líder sábio analisa os problemas discretamente antes de encorajar seus liderados publicamente. Quando o líder sabe o que precisa ser feito, e onde quer chegar e como chegar, seus liderados são encorajados a realizar a obra.

NEEMIAS CONJUGAVA INTEGRIDADE COM EXORTAÇÃO
Os governadores que precederam Neemias exploraram o povo. Eram líderes que se serviam das pessoas em vez de servi-las. Neemias interrompe essa cultura de corrupção e exorta os abastados a socorrer os necessitados. Ele exortou com autoridade, porque sua integridade era a base da sua liderança. Por temor a Deus, não usou seu posto de liderança para auferir vantagens pessoais, mas para servir ao povo com maior abnegação. A vida do líder é a vida da sua liderança. A integridade do líder é a base da sua autoridade para exortar seus liderados.

NEEMIAS CONJUGAVA ORAÇÃO COM TRABALHO
Neemias foi um homem de oração e de ação. Ele orava e agia. Ele confiava em Deus e trabalhava. Ele orou ao saber do problema de Jerusalém. Ele orou ao falar com o rei Artaxerxes. Ele orou diante dos ataques do inimigo. A oração era a atmosfera em que realizava sua obra. Ele entendia que a obra de Deus precisava ser feita na força de Deus, de acordo com a vontade de Deus e para a glória de Deus. Neemias acreditava que Deus é quem abre as portas, provê os recursos, desperta o povo, livra do inimigo e dá a vitória. A intensa agenda de oração de Neemias, entretanto, não fez dele um líder contemplativo, mas um homem dinâmico, um gestor competente, um estadista que reergueu sua cidade dos escombros.

NEEMIAS CONJUGAVA O ENSINO DA PALAVRA COM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Neemias foi um líder fiel às Escrituras. Ele convocou o povo para voltar-se para a Lei de Deus e fez não apenas uma reforma estrutural e política em sua cidade, mas também uma reforma espiritual. Por outro lado, Neemias foi absolutamente estratégico nesse projeto. Ele colocou cada pessoa no lugar certo, para fazer a coisa certa, com a motivação certa. Ele motivou e mobilizou todas as pessoas: homens e mulheres, pobres e ricos, sacerdotes e comerciantes, agricultores e ourives. Ninguém ficou de fora. No seu planejamento havia trabalho para todos e foi a união de todos, trabalhando na mesma direção, com a mesma motivação, que redundou em vitória tão esplêndida. Que Deus levante entre nós líderes da estirpe de Neemias!

FONTE: hernandesdiaslopes.com.br

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