SANTO

A santidade é o atributo de Deus pelo qual Ele é moralmente puro e perfeito, absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo, além de ser separado do que é mau e imperfeito (1 Sm 2.2; Sl 22.3; 99.9; Sl 145.17). A majestosa santidade de Deus (Ex 15.11) fala da sua pureza de caráter, e da sua separação de todo pecado, injustiça e mal.
Deus apareceu a Abraão e disse: “…anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). Este mesmo adjetivo hebraico é usado em Dt 18.13: “Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus”. No Novo Testamento, Jesus ordenou: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.48). Portanto, a santidade perfeita e absoluta de Deus é sempre o modelo de santidade para nós, embora saibamos que nenhuma pessoa no céu ou na terra alcançou e jamais alcançará essa santidade perfeita de Deus.
Na Nova Aliança, a santificação é não somente um processo de transformação progressiva do crente (2 Co 3.18), mas também uma condição indispensável para se relacionar com Deus em comunhão. Fazendo alusão ao texto de Lv 11.44-45, apóstolo Pedro ordenou: “…como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.15-16).
Se a santidade é uma característica exigida de todo cristão, muito mais ainda é exigida do pastor. Se por um lado o pastor deve ser exemplo para o seu rebanho (1 Pe 5.3), por outro lado as suas ovelhas devem imitar a fé do seu pastor e atentarem para a maneira dele viver (Hb 13.7).
No Antigo Testamento, Deus exigiu dos sacerdotes um padrão de santidade mais elevado do que o exigido do povo de Israel. A responsabilidade e a dignidade do ministério sacerdotal exigia isso (Lv 21.6-8). Uma das responsabilidades dos sacerdotes era ensinar o povo de Israel a fazer a diferença entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo (Lv 10.10; Ez 44.23). Para cumprir essa tarefa tão importante, era imprescindível que o sacerdote fosse santo.
De acordo com o que está escrito em Tt 1.8, o candidato ao pastorado deve ser uma pessoa santa (gr. “hosios”). O significado do adjetivo grego “hosios” dá a ideia de uma pessoa que foi purificada de pecado, que está livre de iniquidade, que observa religiosamente cada obrigação moral e, por isso, pode ser considerada santa, pura e piedosa.
O significado desse adjetivo grego “hosios” está bem explicado no texto de Hebreus 7.26, o qual se refere a Jesus como “…santo, inculpável, puro, separado dos pecadores…” (NVI). Essas quatro qualidades de Jesus se constituem em um padrão para o pastor. Não que algum pastor consiga atingir um nível de santidade igual ao de Cristo, o que é impossível. Porém, essas qualidades do nosso Sumo Pastor (Hb 13.20; 1 Pe 5.4) servem como referência para todos os pastores. Na igreja de Tessalônica o pastor Paulo exerceu seu ministério de forma exemplar, visto que tanto Deus como os crentes daquela igreja eram testemunhas de como Paulo tinha se comportado de maneira santa, justa e irrepreensível entre eles (1 Ts 2.10).
A responsabilidade do pastor é muito grande, pois a sua santidade deve ser de tal forma que se cumpra na vida dele o que Jesus disse: “assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). Isso se cumpriu na vida do profeta Elizeu. A mulher sunamita observava e reconhecia a santidade de Elizeu. Certa vez ela disse a seu marido: “…Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” (2 Rs 4.9).
A conduta do pastor deve ser pautada pela prática daquilo que convém (1 Co 6.12), que edifica (1 Co 10.23) e que glorifica a Deus (1 Co 10.31), uma vez que ele deve ser santo em toda a sua maneira de viver (1 Pe 1.15). A igreja precisa mais de pastores santos, do que de pastores eloquentes, carismáticos, pragmáticos e mundanos. Vivemos um tempo em que cada vez mais aumenta na igreja visível a proporção de crentes que amam o mundo (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17) e que, por isso, já se amoldaram ao esquema do mundo (Rm 12.2). Muitos pastores infelizmente já não pregam mais sobre santidade e santificação. Parece que esqueceram que sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Estão prevaricando e deixando de cumprir o seu dever de pastor. Eles não estão velando pelas almas das ovelhas que Deus as entregou-lhes para cuidar, e terão que dar contas de cada uma delas a Deus (Hb 13.17). Oremos para que Deus levante no meio dos ministérios das igrejas mais pastores que, como Elizeu, possam ser reconhecidos por todos como santos homens de Deus (2 Rs 4.9). Só os pastores santos têm zelo de Deus pela igreja, preparando-a para apresenta-la a Cristo como uma virgem pura a um marido (2 Co 11.2).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

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