QUALIFICAÇÕES E PRÉ-REQUISITOS PARA PASTORES: MUITO ALÉM DA VOCAÇÃO

No início da igreja primitiva, à medida que a igreja ia crescendo e se organizando, houve a necessidade de se estabelecer dirigentes nas igrejas locais (Tt 1.5), os quais eram chamados principalmente de presbíteros (At 11.30; 14.23; 15.2,4,6,22,23; 16.4; 20.17; 21.18; 1 Tm 5.17,19; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 5.1) ou bispos (At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25), mas também de pastores (Ef 4.11).
Hoje em dia à proporção que a obra de Deus cresce e, consequentemente, se multiplica o número de igrejas que precisam ser plantadas, também cresce a necessidade de se constituir pastores, presbíteros e bispos para apascentarem os rebanhos que se congregam nas igrejas locais.
Jesus é o pastor por excelência (Jo 10.1-16; Hb 13.20; 1 Pe 5.4). Apóstolo Pedro, que recebera de Jesus o mandamento de apascentar as ovelhas do Senhor (Jo 21.15,16,17), e que se considerava um presbítero como os demais presbíteros que apascentavam as igrejas locais, recomendou aos demais pastores: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2-3).
A responsabilidade do pastor é muito grande, visto que ele deve falar a Palavra de Deus às suas ovelhas, e que estas devem imitar a fé dos seus pastores e atentarem para a maneira deles viverem (Hb 13.7). Além disso, o pastor cuida das ovelhas como quem vai prestar contas de todas elas a Deus (Hb 13.17).
O verdadeiro pastor não é aquele que somente tem o título de pastor, mas o que foi chamado e constituído por Deus para este ministério (At 20.28; 1 Tm 1.12; Hb 5.4), e que o exerce como Deus preconiza na sua Palavra (1 Pe 5.1-4).
O ministério pastoral não é para quem quer, quem acha bonito, quem deseja ser honrado ou para alguém que almeja ganhar dinheiro. Pelo contrário, o pastorado é para aqueles que foram chamados ou vocacionados por Deus, pois “…ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão” (Hb 5.4).
Paulo sabia muito bem desse princípio da vocação ministerial, visto que Jesus mesmo tinha declarado que ele era um vaso escolhido para levar o nome de Cristo diante dos gentios (At 9.15; 22.21).
Quando serviam na igreja que estava em Antioquia, o Espírito Santo mandou separar e enviar Paulo e Barnabé para a obra missionária transcultural (At 13.1-4). Este mesmo Espírito Santo também constituiu presbíteros e bispos para apascentarem a igreja de Deus que estava em Éfeso (At 20.17,28).
O pastor deve não somente ser chamado por Deus, mas também ser consciente da sua vocação pastoral (Rm 1.1; 1 Tm 2.7; 2 Tm 1.11). Se ele não tiver essa convicção, mais cedo ou mais tarde abandonará o ministério pastoral. Embora o chamado de Deus seja uma condição sine qua non para uma pessoa exercer o ministério pastoral, todavia a vocação não é a única exigência a ser cumprida pelos candidatos ao pastorado.
Os vocacionados, por exemplo, devem ser tidos por Cristo como féis, antes de serem postos no ministério (1 Tm 1.12; 2 Tm 2.2). Muitas pessoas são vocacionadas por Deus para o ministério pastoral, mas infelizmente não honram essa chamada por meio do desenvolvimento do caráter cristão e do exercício para a glória de Deus dos dons ministeriais recebidos do Espírito Santo.
Tanto na carta pastoral que Paulo escreveu a Timóteo (1 Tm 3.2-7), como também na que ele escreveu a Tito (Tt 1.6-9), encontramos os pré-requisitos e qualificações a serem observados nos candidatos ao ministério pastoral. Em cada uma dessas duas listas, encontramos uma relação de 16 qualidades, o que dá o total de 32 pré-requisitos. Considerando que alguns pré-requisitos aparecem em ambas as listas, e agrupando outros que são semelhantes, esse número cai para pelo menos 22 pré-requisitos ou qualificações.
Assim, os homens vocacionados por Deus para o ministério pastoral, antes de serem separados e investidos na função de pastor, devem apresentar os seguintes pré-requisitos ou qualificações: 1) Santo (Tt 1.8); 2) Justo (Tt 1.8); 3) Irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 4) Amigo do bem (Tt 1.8); 5) Não arrogante (Tt 1.7); 6) Calmo e controlado (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 7) Modesto (1 Tm 3.2); 8) Amável (1 Tm 3.3); 9) Não irascível (Tt 1.7); 10) Pacífico e não violento (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 11) Não dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 12) Que não ama o dinheiro (1 Tm 3.3); 13) Não ambiciona lucro desonesto (1 Tm 3.3 (ARC); Tt 1.7); 14) Boa reputação entre os não crentes (1 Tm 3.7); 15) Marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 16) Lidera bem sua família e seus filhos são crentes de bom testemunho cristão (1 Tm 3.4-5; Tt 1.6); 17) Hospitaleiro (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 18) Comprometido com a ortodoxia bíblica (Tt 1.9); 19) Apto para ensinar (1 Tm 3.2); 20) Que não seja recém-convertido (1 Tm 3.6); 21) Que tenha liderança e autoridade (Tt 1.8); e seja 22) Irrepreensível como administrador ou despenseiro de Deus (Tt 1.7).
A partir do próximo mês, mensalmente, vamos discorrer a respeito de cada uma dessas vinte e duas qualificações e pré-requisitos a serem observados pelos obreiros vocacionados ao ministério pastoral.

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

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