TRAIDORES

No texto bíblico de 2 Tm 3.1-5, a décima quinta característica das pessoas dos tempos difíceis nos quais estamos vivendo é a traição (2 Tm 3.4). Apóstolo Paulo qualifica essas pessoas de “traidores” (gr. prodotes). Além de ocorrer em 2 Tm 3.4, o vocábulo grego “prodotes” só ocorre em mais dois versículos na Bíblia: Lc 6.16 e At 7.52. No primeiro versículo Lucas se refere a Judas Iscariotes como traidor e, no segundo, Estêvão acusa os Judeus de traidores e assassinos de Jesus.

No grego do Novo Testamento, um sinônimo de “prodotes” é “asunthetos”, o qual ocorre somente em Rm 1.31 e é traduzido por “infiéis nos contratos” (ARC), “pérfidos” (ARA), “desleais” (NVI), “não cumprem a palavra” (NTLH) ou “indignos de confiança” (AS21). Essa palavra grega “asunthetos” se refere a pessoa que foi desleal e não se manteve fiel a um contrato ou acordo estabelecido anteriormente.

A Bíblia também usa o vocábulo grego “paradidomi” para se referir à pessoa traidora ou delatora (Jo 6.64,71; 12.4; 13.21; 18.2,5) ou ao ato de trair ou entregar alguém para ser castigado (Jo 18.35; At 3.13; 12.4; 22.4). O evangelista Mateus relata que Judas Iscariotes “…foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata. E, desde então, buscava oportunidade para o entregar” (Mt 26.14-16). Percebe-se que o crime de traição de Judas Iscariotes foi premeditado e com dolo, com o objetivo de ganhar vantagem financeira. Ele foi tesoureiro do ministério de Jesus (Jo 13.29), mas infelizmente ele roubava dinheiro da bolsa onde se colocava as ofertas (Jo 12.6). Judas Iscariotes estava tão envolvido com a avareza e a ganância, a ponto de Satanás entrar nele e torná-lo traidor de Jesus (Lc 22.3-6).

Visto que Deus é fiel e leal em todas as circunstâncias, o verdadeiro cidadão do céu não pode ser pérfido ou desleal, mas deve ser uma pessoa que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado (Sl 15.4b – NVI). Se ele for obreiro do Senhor, a Bíblia recomenda (1 Tm 3.8) que o mesmo deve ser “homem de palavra” (NVI) ou “de uma só palavra” (ARA). Quando falarmos, Jesus ordenou que “…seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno” (Mt 5.33,37 – NVI). Uma das coisas que mais observamos nos dias atuais são pessoas que não honram a palavra dada e não cumprem os contratos firmados, de modo que ninguém confia mais em ninguém.

O nosso Deus é o Deus que vela sobre a sua palavra para a fazer cumprir (Jr 1.12). Ele “…não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 23.19). É da própria natureza de Deus guardar os concertos que Ele faz (Nm 1.5; 9.32), pois “…o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos” (Dt 7.9 – NVI). A respeito de Cristo, Paulo disse que “se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.13). Infelizmente, muitas vezes somos infiéis a Deus no nosso relacionamento com Ele.

No Antigo Testamento, a Bíblia revela que em muitas ocasiões Israel foi infiel ao Senhor. O profeta Jeremias chamou o povo de Judá de “…um bando de traidores” (Jr 9.2 – ARA). O povo de Israel era um povo que, por natureza, agia perfidamente e transgredia o concerto com o Senhor (Is 18.8). A mesma coisa acontecia com seus líderes: “Seus profetas são irresponsáveis, são homens traiçoeiros. Seus sacerdotes profanam o santuário e fazem violência à lei” (Sf 3.4 – NVI).

A traição e a deslealdade dos homens também se manifestam nos relacionamentos das pessoas umas com as outras. Jesus profetizou que nos últimos dias “…muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão” (Mateus 24:10). Semelhantemente, apóstolo Paulo disse que “…os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13).

O salmista confessou que sentiu desgosto em relação aos infiéis traidores, porque eles não guardavam a Palavra de Deus (S1 119.158). Ao ver tantos casos de traição entre os homens, há uma tendência do justo achar que os traidores e pérfidos sempre se dão bem na vida (Jr 12.1), como também de achar que a justiça de Deus está tardando em puni-los (Hc 1.13). Na verdade, os traidores e desleais acabam bebendo do seu próprio veneno. Os infiéis serão destruídos pelas suas próprias falsidades (Pv 11.3) e apanhados na suas maldades traiçoeiras (Pv 11.6). Os pérfidos e traidores serão julgados e condenados por Deus, pois “…os ímpios serão eliminados da terra, e dela os infiéis serão arrancados” (Pv 2.22 – NVI).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

PESCADORES DE HOMENS

“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique… Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens” (Lucas 5.1-7 e 10).

A tarefa prioritária da Igreja do Senhor Jesus Cristo e de seus membros é ganhar pessoas para Jesus, pregar o Evangelho, envolver-se com a obra missionária. Foi assim, que a Igreja começou em Jerusalém, toda Judéia e Samaria e expandiu-se até aos confins da terra.
Qualquer outra atividade pode ser interessante ou importante, mas, deve sempre ter posição secundária em relação a essa tarefa principal. O mais importante é que a Igreja de Jesus cresça, de modo que o Senhor, como recompensa pelo Seu sofrimento, possa a cada dia acrescentar à Sua Igreja os que forem sendo salvos, para que se complete a plenitude dos gentios (Rm 11.25). Alguém disse certa vez: “Aquilo que é bom é inimigo do que é melhor”. Portanto, não devemos gastar nosso tempo com coisas que nos parecem boas, esquecendo o que realmente é o mais importante, o que é prioritário aos olhos de Deus. Ainda notamos as oportunidades? Estamos receptivos a exemplo de Simão ao dizer::” Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes? Será que estamos atentos quando algo acontece, quando surge uma situação que pode dar a chance de falar de Jesus? Quantas possibilidades de alcançar as pessoas com o Evangelho de Jesus surgem em um único dia! Por exemplo, ao distribuirmos um folheto, ao fazermos uma visita, durante um encontro na rua, no ônibus, etc.
A Bíblia Viva diz: “Ele me faz andar pelo caminho certo para mostrar a todos quão grande Ele é” (Sl 23.3). Estes são momentos especiais preparados por Deus para falarmos do Seu amor às pessoas. Às vezes nem é necessário muita coisa para transmitir alívio e ânimo ao nosso próximo: “O olhar do amigo alegra o coração; as boas-novas fortalecem até os ossos” (Pv 15.30). Será que estamos à procura de oportunidades para levar a mensagem libertadora do Evangelho de Jesus Cristo aos que nos cercam? Sentimos a nossa responsabilidade neste sentido? Ainda somos impelidos a clamar de joelhos, com fé, a implorar ao Senhor Todo-Poderoso pelas pessoas em nossas famílias, em nossa vizinhança, a orar pelos nossos colegas de trabalho e de aula, intercedendo para que se convertam?
Quando o Senhor Jesus se encontrava às margens do lago de Genesaré, as pessoas o escutavam com muita atenção: “…ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus…” Entretanto, não apenas naquela época, mas também hoje – quando a vinda de Jesus está próxima – o tempo continua sendo de colheita: ainda hoje as pessoas têm fome de ouvir a Palavra do Senhor. De modo nenhum devemos pensar que as pessoas não querem mais saber da Palavra de Deus. Em nossos dias, quando as atenções são absorvidas pelos meios de comunicação e pelos mais diversos tipos de lazer, deveríamos mesmo assim ver nas pessoas ao nosso redor uma multidão que se aperta para ouvir a Palavra de Deus. Pois os homens têm em si a busca pela verdade e pela paz completa. Por isso, todos são impelidos, consciente ou inconscientemente, em direção a Jesus, que é “o caminho, e a verdade e a vida” (Jo 14.6).

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

AJUNTEMOS O POVO NA ESCOLA DOMINICAL

“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao Senhor, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei”. (Dt 31.12).

As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração.
Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis; dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Igreja Primitiva.
A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão do jornalista evangélico Robert Raikes que, compadecido com a situação das crianças da sua cidade (Gloucester na Inglaterra) quis dar-lhes um novo e promissor horizonte, vez que elas viviam perambulando pelas ruas da cidade envolvidas em vários delitos.
A partir do ano de 1780, Raikes começou a oferecer, nas manhãs do domingo, aulas de leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início a Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público.
No Brasil, Robert Kalley e sua esposa Sara Kalley, missionários escoceses, realizaram em agosto de 1855, a primeira aula de Escola Dominical para cinco crianças, em sua residência na cidade de Petrópolis (RJ), o que resultaria na fundação da Igreja Evangélica Fluminense, embrião da Igreja Congregacional.
Dois meses após a fundação da Assembleia de Deus no Brasil, em agosto de 1911, é realizada a primeira aula de Escola Dominical, na casa do irmão José Batista Carvalho, em Belém (PA).
Havia quatro classes: homens, mulheres, meninos e meninas.
Ao longo dos anos temos visto a importância da Escola Dominical, como a principal agência de ensino da igreja, pois nenhuma outra reunião tem um programa de estudo sistemático da Bíblia com a mesma abrangência e profundidade.
Isto não quer dizer que os outros setores da igreja não ensinem a Bíblia. É que na Escola Dominical o ensino é ajustado a cada faixa etária, desde o maternal até o adulto, possibilitando um estudo completo a cada segmento, criando raízes profundas na vida de cada aluno.
Algumas igrejas não estão valorizando a Escola Dominical, pois não a veem como promotora da educação cristã. Algumas congregações estão substituindo a Escola Dominical com outras atividades que não visam o ensino sistemático da Bíblia.
Como podemos experimentar um avivamento se desprezarmos o Livro da Lei!
Recomendo aos meus companheiros que estão à frente das igrejas e congregações: “não utilizem o horário reservado para a Escola Dominical para nenhuma outra atividade”. Os seminários, congressos, aniversários devem ter as suas programações desenvolvidas normalmente, mas, o horário destinado à Escola Dominical, deve ser utilizado para o estudo das lições bíblicas.
Também, não custa lembrar que, nós, pastores de igrejas, somos o principal responsável pela Escola Dominical mediante nossa atenção e ação.
É inadmissível que pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos e auxiliares não estejam plenamente engajados no processo de ensino da igreja.
Se os líderes não valorizarem a Escola Dominical, que exemplo ficará para os liderados? Como faremos a convocação do povo para frequentar a Escola se nós não participarmos dela?
Estejamos à frente. Ajuntando o povo para que ouçam, aprendam, temam ao Senhor e façam conforme diz a Bíblia Sagrada!

“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA: A MULHER ADÚLTERA

Conforme o texto de Jo 8.1-11, Jesus ensinava o povo quando alguns escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério.
Não temos informações acerca do homem que com ela adulterava, nem a razão de não ter sido trazido também.
É possível imaginar a hostilidade com que a mulher foi tratada, a vergonha pública a que foi submetida.
Havia por parte dos escribas e fariseus um suposto desejo de justiça em relação ao fato, visto que na verdade o interesse maior era ter do que acusar Jesus (v. 6).
“Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?”, foi a pergunta dos escribas e fariseus. A lei determinava a pena de morte para este delito (Lv 20.10; Dt 22.22-24).
Silenciosamente Jesus se inclina e passa a escrever na terra com o dedo. Os acusadores insistem na pergunta, pelo que Jesus se levanta e diz: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (v. 7). Ele volta silenciosamente a inclinar-se e a escrever no chão.
Enquanto Jesus escreve na terra, suas palavras marcam a consciência dos escribas e fariseus, e um após outro, a começar pelos mais velhos até os últimos, se retiram.
É neste exato momento, ao ficar só com a mulher, que a graça (favor imerecido) será percebida claramente na fala e nos atos de Jesus.

A GRAÇA DIALOGA
Apenas pela graça, visto que o pecado separou o homem de Deus, é que torna-se possível o diálogo de Deus com o homem. Assim como em tantos outros eventos, a começar pelo Éden, aqui, mais uma vez, o Senhor toma a graciosa iniciativa de conversar com o ser humano, sendo Ele quem é, e nos quem somos: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém Senhor!” (v. 10, 11a).

A GRAÇA ABSOLVE
Pela lei a mulher era culpada. O rei Davi vivenciou uma situação parecida, e mesmo sendo culpado foi objeto da graça de Deus (2 Sm 12.1-15). Jesus, Deus encarnado, lhe diz: “Nem eu tampouco te condeno” (v. 11b). O libelo acusatório é graciosamente contestado e suplantado pelo argumento e tese da graça. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.33-34).

A GRAÇA LIBERTA
A graça liberta das prisões do pecado e da culpa. A ordem é clara: “vai”(v. 11c). Sem discursos, sem rodeios, sem ameaças. A libertação provinda da graça é objetiva, plena e verdadeira: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

A GRAÇA RESPONSABILIZA
Não estamos tratando aqui de relativização moral ou de antinomismo (aversão às leis). Estamos tratando sobre a graça que busca na essência e no espírito da lei o seu real significado e propósito. A graça de Deus outorga perdão, mas é acompanhada de um convite à responsabilidade: “não peques mais” (v. 11d). A superabundância da graça (Rm 5.20) não nos dá o direito de abusar ou de banalizá-la: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Rm 6.1-2)

A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens (Tito 2.11). Se aproprie dela em nome de Jesus!

FONTE: prazerdapalavra.com.br

AS INFLUÊNCIAS DE TERCEIROS NO CASAMENTO

“Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma só carne” (Gênesis 2.24)

Poderíamos definir casamento cristão como a união de um homem e uma mulher, segundo a vontade de Deus, as normas das Escrituras Sagradas e as leis do país.
O mesmo deve ser celebrado como um pacto de amor, confiança, fidelidade e constante busca da felicidade um do outro, a fim de manter a integridade e a felicidade no matrimônio.
Iniciar uma vida em comum é sempre emocionante. A confiança, o respeito e a comunicação são as chaves para que a vossa vida conjugal se harmonize.
Quando se escolhe alguém, a família vem junta. Ninguém é obrigado a amar os familiares da pessoa com quem se relaciona, porém não deixa de ser um dever.
O maior desafio de todos os recém-casados é delimitar o espaço conjugal e harmonizar os mundos diferentes que representam cada família. Para isso é muito importante que o casal mantenha um relacionamento recheado de carinho, atenção, comunicação e amor. Continuem a beijarem-se, a darem as mãos, a terem gestos carinhosos, como no tempo de namoro. E acima de tudo sejam grandes companheiros.
Controlem a influência e a presença dos familiares de cada um nas vossas vidas. Este é um tema que pode desequilibrar a vida do casal. Para começar nenhuma das famílias deve se intrometer demasiado nas vossas vidas.
Entendemos que a maior crise existencial que a maioria dos lares está enfrentando no momento, é a falta de compreensão, por parte do marido e da mulher em relação ao papel que deve ser assumido no contexto da nova realidade de casados e seu novo lar.
Casar é mais do que morar juntos. É conjugar tempo e elaborar projetos de vida; é construir sentimentos e desejos; dividir tarefas e somar competências.
Deixar pai e mãe traduz um novo espaço físico, onde cada cônjuge aprende sobre si mesmo e conhece melhor o outro. O cenário geográfico mudou e novos caminhos deverão ser abertos e aplanados para o inicio de uma longa caminhada, buscando sempre o equilíbrio entre as diferenças e necessidades individuais.
A Bíblia é bem clara em relação a influencia dos pais no casamento. Em Gn. 2.24 lemos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Observe que a Bíblia diz que os dois devem se tornar uma só carne, e não todos os membros das famílias envolvidas. A Bíblia não dá espaço para mais ninguém, além de marido e mulher.
Existe etapas nesse deixar que o casal recém-casado jamais pode queimar.
No deixar geográfico o marido e a esposa não podem morar na casa dos pais. Isso inclui morar nos fundos da casa que é a mesma coisa. Morar com os pais, abre espaço para que eles deem palpites no casamento.
O deixar é emocional é importante porque ninguém consegue caminhar com uma nova família, preso a antiga. É preciso se desligar! Não quero com isso instruir que devam deixar de honrar pai e mãe, mas os laços sentimentais devem estar mais fortes com a esposa, do que com a mãe e o pai. Se tiver que escolher entre seus pais e sua esposa, deve escolher pela sua esposa.
O deixar significa ser financeiramente independente; Se ficarem dependentes dos pais pode abrir a porta para a intromissão deles, pois vão achar que por estarem ajudando financeiramente, tem o direito de governar suas vidas.
Mas quero aqui ampliar essa questão da intromissão, não limitando somente aos sogros, sogras e demais familiares, mais quaisquer outras pessoas. Quando nos tornamos muito dependentes seja lá de quem for, amigos, pastores, conselheiros… Estes podem se achar no direito de governar nossas vidas.
Por isso, o casal tem que procurar ao máximo resolver as suas questões matrimoniais sozinhos. É preciso que o casal tenha consciência que na verdade não existe um modelo de família certo, mas existe o novo modelo de família que deve ser construído somente entre marido e esposa. É o casal que deve decidir isso. E quando há interferência demais de terceiros querendo ditar normas ou padrões para a vida do casal, isso acaba gerando conflitos sérios.
Devemos, pois ter uma postura firme e ao mesmo tempo amorosa com nossos pais ou quem quer que seja. Sobre os pais, nunca devemos deixar de honrá-los, mas nunca permitir intromissões.
A vida a dois já é complexa por natureza e, por isso, o casal deve saber como proteger a sua relação de influências externas e, assim, fortalecer a harmonia no seu casamento.
O casamento pode ser infetado por agentes externos tóxicos que podem levar à morte, isto é, ao fim do casamento. Durante a sua vida a dois, o casal irá ser bombardeado por tentações, influências externas e outros problemas, conflitos que poderão levar a que o casal se afaste e o amor diminua.
Proteger o casamento deve ser a nossa prioridade número um. Pelo casamento duas pessoas se colocam à disposição de crescerem juntas, buscando desenvolver qualidades essenciais no ser humano, tais como paciência, tolerância, cordialidade, respeito e amizade.

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)

PERCEPÇÃO E RESPONSABILIDADE

Um líder precisa ter afinidade com estas palavras.

Estamos constantemente incentivando a você desenvolver suas habilidades em liderança, bem como fundamentando conceitos de fortalecimento da mesma. Por isto resolvi abordar duas palavras fortes na construção de uma boa liderança. A percepção é a primeira. A forma como você absorve e interpreta os diversos acontecimentos a seu redor é chamada de percepção. Um bom líder está atendo e interpreta de forma saudável e coerente os acontecimentos ao seu redor e reage de forma construtiva a cada situação posta. Para que isto aconteça devemos exercitar uma visão tridimensional dos relacionamentos que temos em nossa liderança; entendendo que isto faz parte da nossa visão sobre nos mesmos e os outros. Ou seja: Como você se vê? Como você vê os outros? Como os outros lhe veem?. O conjunto de respostas produz um conceito (às vezes, vários conceitos) que guiará nossa forma de conduta na relação com as pessoas que lideramos todos os dias. Sua perspectiva ao entrar em um relacionamento irá impactar muito como aquele relacionamento se mostra. Por exemplo, mostre-me uma pessoa que se vê negativamente, e eu lhe mostrarei uma pessoa que vê outros de uma forma negativa. Nós agimos como nós nos vemos. Na realidade, é impossível desempenhar constantemente um padrão de comportamento que seja incoerente com a forma que nós nos vemos. As pessoas que gostam de si mesmas, tendem a gostar dos outros também. Aqueles que desconfiam de si mesmo, também tendem a desconfiar dos outros também. Refletimos muito em nossos relacionamentos as “bondades” e “mazelas” que estão dentro de cada um de nós. Elas funcionam como filtros e afetam diretamente nossa percepção das coisas ao nosso redor. O que está dentro de nós contamina o que vemos e como interpretamos o que vemos tem o poder de fazer o mesmo. Jesus nos disse que “amássemos nosso próximo como a nós mesmos” (Mateus 22:39). Somos propensos a amar os outros na mesma proporção que nos amamos. Infelizmente, nem sempre nós vemos nossa perspectiva torcida, e culpamos os outros pelos sentimentos negativos que nós temos de nós mesmos. Jesus fez uma boa pergunta quando Ele disse: “E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3)? Bem, tudo isto gera um caminho de reflexão de mão dupla. Na mesma medida que devo pensar “no que estou vendo?” (percepção), devo pensar “quais tem sido minhas atitudes?”. Isto me leva a próxima palavra: Responsabilidade. Romanos 12:18 nos diz: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.” Uma paráfrase desta passagem poderia ser: Faça o melhor que você pode para se dar bem com todo o mundo. Mas perceba que de vez em quando você terá um relacionamento com uma pessoa difícil que pode sair do ideal. A chave é tomar uma decisão de responder bem. Relacionamentos bem sucedidos assumem suas RESPONSABILIDADES. Relacionamento é a trilha da liderança. Vamos ter que sempre andar nela; então precisamos desenvolver relacionamentos sadios em nossa liderança e isto requer que tenhamos compromisso com o ministério que estamos desempenhando. O que esta em sua mão para fazer? Faço-o. O que depende de você? Faço-o. O que você não fez ainda, mas pode fazer? Faço-o. Assuma. Não transfira, nem jogue para os outros, não acuse, nem crie desculpas e justificativas; entenda, sua liderança passa pela avaliação de responsabilidade. Nesta linha de pensamento você deve saber que é responsável pela forma como trata os outros, independente de como os outros lhe tratam. Você deve agir intencionalmente e não reativamente, para que não fique sujeito a um comportamento inadequado a missão que lhe foi dada. Deve se ver e ver aos outros da forma que Deus vê. Esta é sua fortaleza e alimento para agir de forma correta. Saiba que Deus esta pronto para nos ajudar em nossa limitações; Ele não rejeita o quebrantado e humilde de coração; o que tiver faltando para termos um bom equilíbrio em nossa percepção e responsabilidade, peça a Deus e faça sua parte. Lidere onde estiver. Até o próximo encontro, em nome de Jesus.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

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