DISCERNINDO O QUE OUVIMOS

“Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse a Moisés: Há alarido de guerra no arraial. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço.” (Ex 32.17-18)

Discernimento é a capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado e o capítulo 32 de Êxodo descreve um episódio desastroso na história do povo de Israel, ocorrido após uns três meses da saída do Egito. Foram 430 anos plantados no meio de um povo pagão e idólatra. Ao serem libertados dali tiveram o privilégio de presenciar manifestações extraordinárias – sinais, prodígios e maravilhas – da parte do Deus único e verdadeiro, sob a mediação de Moisés e Arão: as dez pragas enviadas sobre os egípcios, enquanto eles foram poupados; a travessia, a pé enxuto, do Mar Vermelho que se abriu; a destruição dos exércitos egípcios no mesmo mar; a condução de Deus através da nuvem, durante o dia, e da coluna de fogo, durante a noite; a restauração das águas amargas de Mara; o pão que “chovia” diariamente do céu (maná e codornizes); a vitória na guerra contra Amaleque etc etc. Entretanto, bastou que Moisés se demorasse um pouco no monte para que a descrença e a insensatez dominassem os corações.
Alertado por Deus da corrupção do povo, Moisés desceu do monte acompanhado por Josué. Este fala para Moisés de um alarido de guerra no arraial de Israel. Moisés, então, responde-lhe, citando outros três tipos de alarido, portanto, quatro tipos de alarido, são citados nos versículos acima: Alarido de guerra, alarido dos vencedores, alarido dos vencidos e finalmente o alarido dos que cantam. Contextualizando esta passagem bíblica para os dias de hoje, como igreja, está diante de nós dois alaridos positivos e dois alaridos negativos, vejamos: Alarido de guerra, é o alarido ouvido de uma igreja que sai das quatro paredes e impacta o mundo com a mensagem de Deus: orando, evangelizando, ensinando, fazendo ação social, protestando, denunciando, agindo e interferindo na sociedade, de todas as formas e meios legítimos disponíveis. Alarido dos vencedores é de igual forma quando essa igreja combativa impacta eficazmente a sociedade, os intentos de Satanás são frustrados, os perdidos são alcançados, vidas são transformadas e assistidas, casamentos são restaurados etc. Então, o povo de Deus entrará no templo para glorificar e cultuar ao Senhor, louvá-lo e adorá-lo, com cânticos espirituais, um “alarido” de vitória que chega aos céus e agrada a Deus. É o alarido de vigílias de oração do ensino da palavra, inclusive nas classes de Escola Bíblica Dominical repletas de alunos é o alarido da evangelização e vidas se rendendo a Cristo. O texto fala também sobre o Alarido dos vencidos e isto acontece quando a igreja não está no foco da sua missão, no centro da vontade de Deus, o que se ouve ali é o alarido dos vencidos, de pastores se queixando das ovelhas, de ovelhas se queixando dos seus pastores e líderes, e das ovelhas se queixando das outras ovelhas. Do clamor das almas sedentas por mensagens ungidas. Moisés afirma que o que estava ouvindo era o alarido dos que cantam e aí, entenda-se que existe uma grande diferença em cantar e louvar. Quando o assunto é o alarido dos que cantam, neste texto, e trazendo para os dias de hoje, não se engane, esse alarido não é aquele dos que louvam ao Senhor; É o alarido dos que promovem ou participam de shows golpel com muito fervor carnal e pouco fervor espiritual. É o alarido dos que promovem shows da fé, com farta propaganda de milagres e muito apelo financeiro. É o alarido dos que insistem em homenagens e honrarias aos homens quando deveriam focar a glória de Deus. É o alarido de igrejas superlotadas nos seus cultos-espetáculos, mas tolerantes a toda sorte de vícios e pecados. Já dizia o profeta Samuel: “o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm 15.22). Finalizando, deixamos uma palavra de advertência: “Deus está vendo e não deixará impune o pecado!” Então? Que alarido estamos ouvindo?

Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

NATAL, FESTA DE AVIVAMENTO ESPIRITUAL

“…apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber” (Lc 2.13-15).

A literatura e a história secular afirmam que até o quarto século da era cristã não havia celebração do natal de Jesus, mas, com a oficialização do cristianismo, como religião oficial do estado, pelo imperador romano Constantino, a igreja começou a celebrar o natal com elementos pagãos, a fim de satisfazer os povos que abraçavam a nova religião.
Atualmente, o natal que a cristandade comemora no mundo inteiro, não é o natal de Jesus, pois que, seus elementos nada têm a ver com o verdadeiro natal da Bíblia. A árvore de natal é de origem germânica; as velas fazem parte de um ritual dedicado aos deuses pagãos; o presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiguidade babilônica. É um estímulo à idolatria. Papai Noel é um ídolo. Nós só temos um pai espiritual que é Deus. Não podemos receber Noel no lugar de Deus!
Portanto, dá para compreender que a festa do natal, não é cristã, mas totalmente pagã e, infelizmente, muitos cristãos estão se deixando enganar.
Ao ouvirem a mensagem proferida pelo anjo os pastores foram até onde estava o menino Jesus, viram, e voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinha ouvido e visto.
De igual forma os magos que vieram do oriente ao chegarem onde o menino Jesus estava, prostraram-se e O adoraram; e abrindo os seus tesouros lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.
O período das festas natalinas é uma excelente oportunidade que temos para anunciar as novas de grande alegria para todas as pessoas. Lembremos a todos os povos que Deus deu ao mundo o melhor presente, o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que nasceu numa manjedoura, para nossa salvação, morreu numa cruz para nossa redenção, ao terceiro dia ressuscitou, para nossa justificação e em breve arrebatará a igreja para nossa glorificação.
O verdadeiro natal é uma festa de avivamento espiritual, de louvor a Deus, de adoração ao que vive para sempre, de alegria nos corações pela salvação em Jesus Cristo, de gratidão a Deus pela dádiva preciosa de Jesus ter vindo para nos trazer redenção.
Natal é tempo de andarmos no caminho mais excelente que é o amor e desfrutarmos a VIDA ABUNDANTE que só Jesus Cristo, o personagem principal desta festa, pode nos presentear.
“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

ATÉ AQUI O SENHOR NOS AJUDOU

A palavra “até agora” parece ser uma mão apontando na direção do passado.
Vinte ou setenta anos, e ainda, “até aqui o Senhor nos ajudou!”, na pobreza, na riqueza, na doença, na saúde, em casa, no estrangeiro, na terra, no mar, na honra, na desonra, na perplexidade, na alegria, no julgamento, em triunfo, na oração, na tentação, “até agora o Senhor nos ajudou!”.
Temos prazer em olhar uma longa avenida de árvores. É agradável olhar de ponta a ponta da longa vista, uma espécie de templo verdejante, com seus pilares de ramos e seus arcos de folhas; de igual modo contemple os longos corredores de seus anos passados, com os ramos verdes da cobertura da misericórdia e os fortes pilares da bondade e da fidelidade que sustentaram as suas alegrias.
Não há também pássaros cantando nos ramos? Certamente deve haver muitos, e todos eles cantam a misericórdia “até aqui” recebida.
Mas a palavra também aponta para a frente . Porque quando um homem escreve: “até aqui”, ele ainda não está no fim, ainda há uma distância a ser percorrida.
Mais provas, mais alegrias, mais tentações, mais triunfos, mais orações, mais respostas, mais fadigas, mais forças, mais lutas, mais vitórias, e então vem a doença, a velhice, a debilidade, a morte.
Acabou agora? Não! há ainda mais um despertar à semelhança de Jesus, tronos, harpas, canções, salmos, vestes brancas, a face de Jesus, a sociedade dos santos, a glória de Deus, a plenitude da eternidade, as infinitas bem-aventuranças.
Oh! tenha bom ânimo, cristão, e com grata confiança porque: Aquele que tem te ajudado até agora te ajudará em toda a tua jornada
Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

FONTE: estudos.gospelmais.com.br

PELEJAI PELA VOSSA FAMÍLIA…

Neemias 4.13-14 então pus o povo por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrem-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.
Muito nos preocupa a influencia que a mídia tem exercido sobre a sociedade em relação ao tema família. Famílias fortes e saudáveis estando protegidas gerarão uma sociedade com os mesmos conceitos, forte e saudável. Infelizmente não tem sido assim… Cada indivíduo tem se preocupado consigo mesmo, deixando de lado o conceito de “união familiar”. Quando queremos nos proteger, e, trazer segurança para nós, procuramos construir defesas, que vou chamar de “muros de proteção” . Os muros deverão separar nossas famílias daquilo que poderiam destruí-la, tais como: A falta de amor, desunião, desobediência, desrespeito, egoísmo, etc. Os únicos muros que jamais deveremos levantar serão aqueles que poderiam separar os membros da própria família, dentre os quais a infidelidade conjugal e a falta de comunicação.
Na construção desse muro será necessário que todos os membros trabalhem em conjunto, ajudando-se mutuamente, procurando fechar todas as brechas que poderiam fazer com que nosso muro de proteção não fique fragilizado. Às vezes será necessário que, enquanto um trabalha, o outro vigie para ver se o “inimigo” não está se aproximando. Na passagem bíblica citada, Neemias estava liderando a reconstrução do muro de Jerusalém para protegê-la contra os inimigos e convocou o povo a estar junto, cada qual ao lado de suas famílias, trabalhando e empunhando espadas. Faça um “balanço” e procure estar atento àquilo que está tentando destruir sua família, proteja-se contra esses inimigos!
A postura moral do mundo contemporâneo tem desferido duros ataques à instituição familiar, idealizado por Deus para ser à base da sociedade. A edificação familiar está comprometida pelos ataques incessantes do inimigo da família, que incessantemente, tenta destrui-la: os muros que a protegiam estão danificados e fragilizados; os telhados, as portas e janelas e, principalmente, os alicerces já estão comprometidos. Nos dias de hoje, alguns poucos cristãos se preocupam verdadeiramente com o bem-estar das famílias. Quem se levantará para reconstruir, proteger e defender um dos projetos mais sublimes de Deus?
No momento em que alguém começa a demonstrar sua preocupação a respeito e procura trabalhar para tentar reconstruir famílias que estão ameaçadas de destruição, logo surgem opositores, porque satanás quer aniquilar a força motriz da sociedade, para fragilizá-la. Nas palavras de Neemias – um homem corajoso, que foi usado por Deus para reconstruir os muros de Jerusalém – precisamos nos encorajar e nos desafiar mutuamente para lutar a favor da sustentação da família.
No mundo inteiro a família está em crise. Há uma coesão de vários fatores hostis que conspiram contra a família nestes dias. Há uma guerra declarada contra esta instituição divina, visando dinamitar seus alicerces e destruir seus valores absolutos. Muitos lares sofrem desastres irreparáveis. Outros padecem e enfrentam a fúria dos ventos indomáveis dos vícios nocivos à saúde, das patologias emocionais, cheios de traumas, recalques e pesadelos.
Há lares onde o diálogo morreu e agora a família esta de luto, reinando o silencio fúnebre da indiferença e da amargura. Há famílias onde a paz e a alegria está ausente e os seus membros degustam o amargor da indiferença. Há lares onde o perdão é uma atitude inexistente, onde o beijo da amizade jamais foi sentido e o abraço da reconciliação jamais foi dado. Há lares onde todas as pontes da comunicação foram derrubadas e erguidas em seu lugar muralhas intransponíveis de isolamento e solidão.
Mas a família continua sendo a célula da sociedade e a sociedade é o reflexo das famílias que a compõem. Uma sociedade é estruturada e equilibrada quando as famílias o são. As pessoas refletem o que estão aprendendo em seus lares. Não podemos esperar uma sociedade descente se não lutamos por famílias descentes. É na família que nos completamos emocional, social, moral e espiritualmente. É preciso pelejar pelas nossas famílias.

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)

A INTEGRIDADE BÁSICA

“Andeis como é digno da vocação com que fostes chamados”. —Efésios 4:1b
Viver de forma inteira é viver seguindo o chamado de Deus em sua vida, querido líder. Não é ser perfeito; pois esta condição não é possível em nós mesmos; só podemos alcançar a perfeição em Cristo, pois Ele completa o que nos falta. Mas a integridade precisa de coerência entre o que dizemos e fazemos; e exige humildade para reconhecer nossas falhas e pedir perdão por elas, ao mesmo tempo que devemos estar abertos para correção do Senhor.
Em tempos onde a evidencia clara de corrupção em todos os níveis, estão expostos na sociedade, cada um de nós como lideres devemos repreender e corrigir qualquer ação que cheire a corrupção em nosso arraial ou fora dele.
Assim a integridade envolve alinhamento com nosso chamado e testemunho de vida diante dos outros. Quem lidera sempre estará em exposição e observação; é implícito ao ato de liderar. Quem não está disposto a isto, deve repensar sua atuação como líder. Melhor, sem dúvida, é amadurecer sua percepção e fazer jus ao exemplo esperado de cada um de nos. Isto significa que nem sempre você será entendido, poderá ser julgado de forma errada e deve pedir graça e força de Deus para ter paciência com “os fracos” na fé. Também é importante fazer o que estiver a seu alcance para se comunicar de forma clara, através de suas ações e se preciso através de palavras, para que seus liderados vejam sua integridade como servo de Deus e Glorifiquem ao Senhor por isto. Sei que não é fácil, mas é preciso.
Um líder de caráter piedoso se compromete com congruência, confiança, e honestidade em todas as áreas de sua vida, buscando estar acima de reprovação e ter a confiança de outros.
Deus o chama, como líder, para demonstrar aqui e agora uma vida de integridade. Tal vida é merecedora do chamado que você recebeu de Deus. Tendo sido salvo pela graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, você é chamado a ter um alto padrão. Assim diz as escrituras:
“Exortando-vos e consolando-vos, e instando que andásseis de um modo digno de Deus, o qual vos chama ao seu reino e glória”. [I Tessalonicenses 2:12; ênfase acrescentada].
Provérbios 20:28b ( MSG) diz, “A liderança sadia tem o fundamento na integridade amorosa.” A integridade é um dos princípios fundamentais dentro do Reino de Deus, contudo frequentemente está em falta no mundo secular. Jesus ensinou que viver no Reino de Deus é viver através princípios Bíblicos, do Reino em lugar de através dos princípios de pecado do mundo. Através do apóstolo Paulo, Deus enfatizou esta importante verdade novamente:
Somente portai-vos, dum modo digno do evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que permaneceis firmes num só espírito, combatendo juntamente com uma só alma pela fé do evangelho; —Filipenses 1:27
Para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus, corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo; dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. — Colossenses 1:10-12
Como seus liderados lhe percebem? Como um homem ou mulher de Deus? Alguém que merece a confiança deles? Como você tem agido ele relação a seu chamado? Esta de acordo com ele, ou está atuando diferente? Você merece confiança? Que frutos demonstram isto?
Não queira ser o que não foi vocacionado para ser; se mantenha fiel ao que o Senhor te chamou. Somente esta pequena atitude já irá evitar frustrações e decepções em sua vida. Seja coerente, que você tem uma forte base para ser integro. Confie no Senhor. Fiel é quem chamou, Ele o fará, a seu tempo. Abração, até a próxima…. Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA

O versículo 9, do capítulo 2 de Ageu é citado indistintamente em alguns contextos cristãos. Algumas pessoas recorrem a esse texto como uma promessa em relação às suas expectativas quanto ao futuro. Há também aqueles que durante a construção de um novo templo, citam esse verso, a fim de justificar a opulência da construção, em detrimento de um outra que foi demolida. Mas em qual contexto se encontra essa passagem bíblica? A que templo o profeta estava se referindo? É preciso responder essas e outras perguntas, a fim de avaliar a aplicabilidade dessa promessa.
Ag. 2.9, conforme se encontra na Escritura, diz: “A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos”. A princípios, é importante ressaltar que Ageu exerceu seu ministério no segundo reinado de Dario. Naquela época os judeus haviam retornado do cativeiro por decreto de Ciro (Ed. 1.1-4). Os judeus deveriam, a partir dessa condição, restaurarem o templo, que anteriormente havia sido edificado por Salomão. A reconstrução desse novo templo tinha a ver com a própria restauração do culto ao Deus de Israel.
Eles iniciaram a construção do templo, mas essa obra parou por cerca de 18 anos, devido ao desamino dos próprios judeus, bem como as oposições dos inimigos. Após esse período, sob a liderança de Zorobabel (Ag. 2.4), o templo foi reconstruído, ainda que os judeus lamentavam ser esse menos expressivo que aquele dos tempos de Salomão. Mesmo assim, Deus promete para aquele povo que “a glória desta última casa será maior do que a da primeira”. (v. 9). Com essa declaração divina, aprendemos que não é a arquitetura do templo, muito menos a sua grandeza, que determina a presença de Deus no lugar.
O próprio Salomão, na dedicação do templo originalmente construído, indaga: “Mas será possível que Deus habite na terra com os homens? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí” (II Cr. 6.18). Muitos anos depois, em seu sermão em Atenas, Paulo foi bastante enfático: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” (At. 17.24). Os templos, no contexto da revelação do Novo Testamento, têm sua serventia, e devem ser preservados, como lugar de adoração e culto a Deus. Mas ninguém deve pensar que o lugar é determinante para a adoração.
Mais especificamente em relação a Israel, existe a expectativa que o templo destruído seja um dia edificado. Paulo aponta para um tempo no qual o Anticristo estará reinando, e que “braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza”, ao que tudo indica se referido à construção do templo. Durante o período do Milênio, no qual Cristo estará reinando, haverá um templo, a fim de que o culto judaico, centrado no Messias, seja reestabelecido. Mas não podemos esquecer que o Templo de Deus, edificado por Ele mesmo, terá sua realização no céu. Pois, conforme atestou João, “Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo” (Ap. 20.22).
Para os dias atuais, até que esse dia chegue, destacamos a declaração de Jesus, ao responder à mulher samaritana, ao ser questionado sobre o lugar no qual Deus deveria ser adorado: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo. 4.23). A disposição espiritual, por conseguinte, é mais importante que o próprio lugar, e a fundamentação na verdade, que é o próprio Cristo, é essencial. Por isso, aqueles que vão ao templo, a fim de adorar a Deus em espírito e em verdade, seja essa construção grandiosa, ou mesmo muito simples, poderão experienciar da presença de Deus, e é nesse sentido que, “a glória da segunda casa é maior do que a primeira”.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

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