O QUE É LIDERANÇA?

Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma construtiva ideias e comportamentos. A liderança pode surgir de forma natural, quando uma pessoa se destaca no papel de líder, sem possuir forçosamente um cargo de liderança. É um tipo de liderança informal. Quando um líder é eleito ou escolhido por uma organização e passa a assumir um cargo de autoridade, exerce uma liderança formal. Dr. Jhon Maxuel afirma de forma simples que “Liderança é influenciar pessoas”.
A medida de nossa liderança está relacionada diretamente ao alcance de nossa influência, ou seja, quantas pessoas seguem o seu modelo de atuação e valorizam o que você ensina e faz. Quanto você deseja conhecer um pouco mais do seu perfil de liderança, reflita nas seguintes questões: Quantas pessoas são impactadas pelas minhas ações e ideias? Quem me influencia? Qual a fonte que alimenta o meu modelo de atuação como líder? Qual meu histórico de realizações como líder?
Estas reflexões abrem nossa mente para perceber como somos alcançados e alcançamos outros em nossas atitudes de liderança. A liderança em si não é boa nem ruim. Os adjetivos que colocamos ficam por conta do conteúdo que é oferecido por cada líder. As vezes, por exemplo, alguém pode usar “seu poder de influência” cada ações negativas, más, destrutivas e desagredadoras; outras vezes, pode usar para fazer extamente o contrário, ou seja, ajudar, apoiar, somar, colaborar e crescer.
Como você está usando sua liderança? Em casa, no trabalho, em sua igreja, com amigos?
Para nós cristãos, Jesus é o maior modelo de liderança que temos. É nossa referência para as ações desenvolvidos na vida eclesiástica, pessoal e profissional.
Leia e estude a Bíblia, aprenda com Jesus, use o modelo de Cristo, com certeza você terá uma liderança frutífera, construtiva e servidora. Sobre isto, falamos um pouco mais em nosso próximo encontro. Deus abençoe! Lidere, onde você estiver.

Pr. Wendell Miranda

TESTEMUNHO

O testemunho é uma prática comum entre aqueles que seguem o Deus da Bíblia. Em todos os tempos os seguidores do Senhor foram instados a falar a respeito das grandezas de Yahweh. Em hebraico, as palavras edah e ed são usadas no sentido de testemunho. Essas palavras carregam o sentido de “alguém que é capaz de transmitir algo que viu em primeira mão”. Essa possibilidade de reportar informações costumava ter uma dimensão legal, a fim confirmar determinados fatos. É nesse contexto que as testemunhas confirmam a transação redentora entre Rute e Boaz (Rt. 4.9-10).
O termo hebraico ed tinha uma conotação mais legal, em Dt. 19.15 exige o ed de mais de uma pessoa a fim de determinar alguém culpado, principalmente quando se tratava de casos capitais (Dt. 17.6). Diante da responsabilidade do testemunho, Deus exigia que aqueles que se pronunciassem a respeito dos fatos o fizessem com fidelidade (Pv. 15.5, 25). Por isso o nono mandamento é contrário ao falso testemunho (Ex. 20.16). Caso alguém desse um testemunho falso, seria incriminada pelo seu pecado, trazendo sobre si as penalidades da lei (Dt. 19.16-19). Yahweh não admite o falso testemunho, e odeia aqueles que subvertem a justiça, e falam engano (Pv. 19.5,6,28; 14.5).
Os homens podem até dar falso testemunho, e isso costuma acontecer para privar os mais fracos dos seus direitos. Mas Deus é a Maior Testemunha, Ele é a ed fiel e verdadeira (Jr. 42.5), que convence as pessoas dos seus pecados (Jr. 29.23) e confirmando a integridade dos seus fieis (Jó. 16.19). Por isso, em algumas passagens bíblicas, Deus é chamado para dar testemunho (Gn. 31.5). O profeta Miquéias invoca o Senhor a testemunhar contra o povo de Israel (Mq. 1.2). Ninguém pode enganar ao Senhor, não há quem possa escapar do Seu julgamento. Os homens tentam fugir da responsabilidade do pecado, mas o julgamento do Senhor virá em tempo oportuno.
No Novo Testamento, a palavra testemunho é martiria, termo do qual vem martírio, isso antecipa a possibilidade de entrega da própria vida. O verbo grego é martureo, com o significado de testificar ou confirmar algo visto por experiência. Por isso o martus é a pessoa que oferece um testemunho pessoal, passível de verificação. A maioria das ocorrências bíblicas desses termo está relacionada a afirmação da verdade evangélica. Alguns escritores bíblicos foram testemunhas de primeira mão dos sofrimentos de Cristo, o apóstolo Pedro se destacou entre eles (Lc. 24.48; I Pe. 5.1).
No livro de Atos o testemunho tem papel crucial na apresentação da fé cristã aos ouvintes. O fundamento do martiria estava na morte e ressurreição de Cristo, confirmada por aqueles que O viram ressurreto (At. 1.8; 2.32; 3.15; 10.39; 13.31; 22.15). Para ser uma testemunha eficaz de Cristo, veio do céu um poder (dunamis em grego) a fim de que os discípulos anunciassem com autoridade a morte e ressurreição do Senhor (At. 1.8). A igreja dos dias atuais é bem-aventurada porque não viu Jesus ressuscitado, mas crer com base no testemunho das Escrituras.
Como testemunhas de segunda mão, temos também a responsabilidade de levar adiante o evangelho de Cristo, fundamentados na Palavra, e impulsionados pelo mesmo poder do Espírito.

Ev. José Roberto A. Barbosa

CIÚME E INVEJAS

Nos artigos anteriores dessa série intitulada “As Obras da Carne e o Fruto do Espírito”, que tem como base o texto de Gálatas 5.19-21, estudamos a respeito dos pecados sexuais (prostituição, impureza e lascívia) e os pecados religiosos que afetam o nosso relacionamento direto com Deus (idolatria e feitiçaria). A partir desse mês, estudaremos uma sequência de quatro artigos que tratam das obras ou pecados da carne que se manifestam nos relacionamentos interpessoais: 1) Ciúmes e Invejas; 2) Pelejas e Porfias; 3) Inimizades, Iras e Homicídios; e 4) Dissensões e Heresias.
No texto original de Gl 5.20, a palavra grega “zelos” está no singular, sendo traduzida corretamente na Nova Bíblia Viva por “ciúme”, no singular. Em outras versões, essa palavra é traduzida por “emulações” (ARC), “ciúmes” (ARA, NVI, AS21) ou “ciumeiras” (NTLH), todas no plural. O termo grego “zelos” ocorre 17 vezes no Novo Testamento e significa uma excitação de mente, ardor, fervor de espírito, entusiasmo e zelo no interesse por uma pessoa, coisa ou causa. Assim, “zelos” não é intrinsicamente mal, como pode ser visto em Jo 2.17; 2 Co 7.7; 9.2; 11.2, onde “zelos” é traduzida com o sentido de zelo, preocupação, defesa, empenho, dedicação e boa vontade.
Porém, a palavra grega “zelos” também pode ser usada no sentido negativo e mal, conforme empregada em At 5.17; 13.45; Rm 13.13; Gl 5.20 e Tg 3.14,16, sendo traduzida para o português como inveja, emulação ou ciúme. Como obra da carne, “zelos” é empregada em Gl 5.20 no sentido negativo, significando um sentimento forte de ressentimento, ciúme e rivalidade invejosa e contenciosa.
De acordo com o apóstolo Tiago, “zelos” no sentido negativo é uma inveja amargurada que acompanha o sentimento faccioso e que se instala no coração do homem dominado pela sabedoria própria da natureza humana, carnal e pecaminosa, tendo como resultado a prática de muitas coisas ruins (Tg 3.14-16). Esse zelo doentio tomou conta de Saulo de Tarso, a ponto dele perseguir a Igreja e achar que estava fazendo um favor a Deus (Fp 3.6a). A mesma coisa aconteceu com os judeus que queriam se justificar pelas obras da Lei (Rm 10.1-3).
O ciúme e a rivalidade invejosa também tomaram conta do coração do Sumo Sacerdote e de todos os saduceus, levando-os a decretarem a prisão dos apóstolos (At 5.17-18). Algo semelhante aconteceu com os judeus que ouviam a pregação de Paulo e Barnabé, pois “quando os judeus viram a multidão, ficaram cheios de inveja (gr. “zelos”) e, blasfemando, contradiziam o que Paulo estava dizendo” (At 13.45 – NVI).
O pecado de ciúme ou emulação também pode gerar rivalidade entre crentes carnais que não estão vigiando, como aconteceu na igreja de Corinto. Apóstolo Paulo falou: “porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja (gr. “zelos”) e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos? (1 Co 3.3 – NVI). Na sua segunda carta, Paulo disse que quando fosse ter com os Coríntios esperava não encontrar mais esse pecado de ciúme ou emulação entre eles (2 Co 12.20).
No versículo 21 do capítulo cinco da epístola de Paulo aos Gálatas, o apóstolo também fala de outra obra da carne, que é a inveja (gr. phthonos). Esta palavra grega neste versículo aparece no plural, denotando a existência de vários tipos de inveja. Ela pode ser definida como sendo o sentimento de desgosto ou pesar produzido em uma pessoa, por testemunhar ou ouvir falar da vantagem, prosperidade ou da felicidade de outrem. A inveja é uma antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos, levando o invejoso a ter um desejo violento de possuir o bem alheio.
O termo grego “phthonos” aparece nove vezes no Novo Testamento, sendo oito vezes se referindo a uma obra da carne (inveja) praticada pelos homens (Mt 27.18; Mc 15.10; Rm 1.29; Gl 5.21; Fp 1.15; 1 Tm 6.4; Tt 3.3; e 1 Pe 2.1), e uma vez ao Espírito Santo (Tg 4.5). No que se refere ao Espírito Santo (Tg 4.5), o versículo anterior (Tg 4.4) impele-nos a traduzir “phthonos” por “ciúme”, no sentido de que o Espírito Santo que habita em nós tem cuidado e zelo da gente e requer exclusividade na adoração e serviço a Deus (Ex 20.3; Is 42.8; Mt 4.10; 6.24).
Diante do exposto, fiquemos com a recomendação do apóstolo Pedro: “Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 2.1-2).

Ev. Fábio Henrique

O VALOR DA GRATIDÃO

O salmo 103 inicia convidando os filhos de Deus a prestar-lhe a devida gratidão, “Bendize, ó minha alma, ao Senhor e tudo que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”. Sem dúvidas, tudo quanto temos rcebido da parte de Deus resulta de sua misericórdia e não há nada em qualquer um de nós que lhe seja aceitável a não ser pela sua graça. Portanto devemos ser instrumentos de gratidão ao Senhor por todas as coisas. Acontece todavia que, naturalmente, o ser humano tem a tendência de focalizar apenas as coisas negativas. Por exemplo, as vezes não agradecemos a Deus os benefícios recebidos, mas reclamamos quando nos falta saúde, etc. de igual forma, se alguém fala do governo, normalmente só se lembra de mencionar o que não foi realizado e o que deu errado na administração. Se falamos do tempo, é para reclamar do calor, do frio, da chuva, ou da falta dela. Estamos sempre enfatizando aquilo que falta em nossas vidas. Assim, tornamo-nos pessoas que só reclamam, murmuram e lamentam. Aliás, a murmuração foi um dos pecados cometidos pelo povo de Israel no deserto que mais ofenderam a Deus. O Senhor enviava o maná todos os dias, mas o povo não agradecia. Pelo contrário, reclamavam de tudo, até das bênçãos que Deus dava. A palavra de Deus nos incentiva a termos em nossos lábios o louvor e a gratidão ao Senhor. Lembro-me de um irmão funcionário de uma repartição do governo federal, numa época de muitas dificuldades que atravessava o país. Os salários não acompanhavam a inflação e os apertos eram grandes. Pela manhã era de praxe os funcionários que chegavam mais cedo formavam rodas e reclamavam, acusavam o governo, falavam mal do sistema, previam dias piores, enfim desabafavam a vontade. Enquanto isto lá estava aquele irmão, já na sua mesa de trabalho, mesmo antes do horário oficial, vasculhava as gavetas e se organizava para mais um dia de atividades sem nada reclamar. Foi quando alguém falou: Todos nós estamos em apertos, parece-nos que somente o irmão está ganhando bem e não tem nada a reclamar. De repente uma funcionária, apesar de não crente, que morava vizinho a Igreja toma a palavra e diz: “E ainda vai a noite para o culto canta, ora, prega, pede oração pela empresa e agradece a Deus pelo emprego que tem”. Foi motivo de risos. Que exemplo de gratidão! Mas, é na vida do apóstolo Paulo que vamos encontrar um manancial de exemplos, aliás alguém já disse que ele não devia ser tão somente chamado de “apóstolo dos gentios” mas também “apóstolo da gratidão”. Parece um paradoxo, mas o apóstolo, dá graça a Deus por si mesmo. Por suas fraquezas, por seus desenganos, fracassos e frustrações e, sem dúvida, também por suas vitórias (Rm 7.24-25). Escrevendo aos filipenses, ele se mostrou grato a Deus pela excelente cooperação que a igreja de Filipos lhe havia prestado (Fp 1.3-5). Ao invés de recordar os incidentes amargos relacionados com a fundação daquela igreja, conforme o capítulo 16 de Atos, Paulo preferiu enfocar a cooperação dos crentes no evangelho. Com isto entendemos que não devemos nunca esquecer dos que de alguma maneira, em diferentes ocasiões, nos prestaram algum tipo de colaboração. Mas quando pensamos em agradecer, pelo quê poderíamos agradecer? Talvez, num primeiro instante, a alguém, pode parecer não existir motivos. Porém, se pensarmos um pouco, logo nos lembrará de inúmeras razões de agradecimento. Experimente fazer uma lista de tudo o que há de bom em sua vida: seus bens, seu emprego, seu salário, sua saúde, o alimento, os entes queridos, etc. De repente, você vai ver que, enquanto pensava naquilo que falta, estava se esquecendo de agradecer a Deus por aquilo que Ele já lhe concedeu. Talvez você pense que recebeu tão pouco e, por isso, é insatisfeito. O irmão do filho pródigo incorreu nesse erro, indignado com a festa pela volta do seu irmão, ele não via motivos para agradecer, ao que o pai lhe fez lembrar: “Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas”. Portanto amados leitores, convido para observarmos a expressão do apóstolo: “Dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. Que possamos sempre cultivar o espírito de gratidão.

Pr. Francisco Vicente

DEUS NÃO ESTÁ EM BUSCA DE RELIGIÃO NEM DE DOGMAS, MAS DE ADORADORES” …E SERÁS ABENÇOADO TU E TODA A TUA CASA… (PARTE I)

Amados, quero-vos falar em sucintas palavras, de uma família, que por não professar a mesma fé do povo de Israel, era rejeitada por aqueles que se diziam ser “escolhidos de Deus”.

Ao lermos o livro de Crônicas, Antigo Testamento; observamos que este casal não tinha filhos, logo, subentende-se que sua esposa era estéril, inclusive os animais que compartilhavam o mesmo quintal do casebre que moravam, também eram estéreis; fazendo com que a sociedade os rejeitasse por alguns fatores: Por serem cidadãos de Gate, descendentes dos Edomitas (descendência de Esaú) de modo que, professavam diferente credo religioso; por não gerar filhos e pela pobreza que viviam.

ANALISE:
• Amados, por muitas vezes, usamos de preconceito para com as outras pessoas que estão a nossa volta, seja pela cor, raça, credo religioso, ou, outros fatores mais, que acabam em guerras facciosas, promovendo a fome, a destruição entre as nações e por fim a morte.
• A autoconfiança e a auto segurança, é fator perigoso para nos distanciarmos de Deus e começarmos a crer em situações que achamos que são a única verdade! “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.(1aos Corintios,10;12).
• Usamos a estratificação social como desculpa para encobrirmos a nossa face a cidadãos de outras camadas sociais e que não tiveram as mesmas oportunidades que nós, nesta vida.

NO ENTANTO:
…Quem sabe você veio de outro país, de outro estado ou cidade e as pessoas não estão lhe dando oportunidade para desenvolver algum trabalho, seja na vida secular ou religiosa.
…Quem sabe você tem sido desprezado por familiares, ou pelo seu marido/esposa por não ter sua madre aberta para conceder filhos…
Você já ouviu alguém falar: “Ele deve ter feito alguma coisa muito errada para estar nessa situação…”

CONTINUEMOS A LEITURA…

O que anseio mostrar-vos, é que “este casal” tão rejeitado pela sociedade, um dia foi procurado por uma autoridade na época, diga-se de passagem, o rei Davi.
Certa feita, o profeta Samuel foi a mando de Deus a casa de Jessé para ungir Davi como rei. Compreendemos então, que a escolha de Davi para o reinado veio exclusivamente da vontade de Deus, e não da vontade humana. Essa credibilidade de Deus para com Davi atribuiu-lhe no curso do seu reinado tamanha ousadia para tomar decisões; e foi em uma dessas atitudes ousadas do rei, que ele resolve buscar a Arca do Senhor, sem ao menos se atentar de como ela deveria ser conduzida. Por conta da sua falta de prudência, Uzá foi morto.
Notamos no discorrer da leitura, que Deus reprovou a conduta do Rei Davi em levar a Arca de qualquer maneira.

ANALISE:
• Você já ouviu falar de pessoas que estudaram noites a fio para passar em um concurso e que após conseguirem seus intentos, acomodaram-se no cargo que exercem?
• Você já ouviu falar: “Aquele cirurgião gabaritado cometeu um erro tão cruel naquela cirurgia tão simples”…
• Você já ouviu esta frase: Ele foi cúmplice, por isso também sofreu a pena!

(Continua no próximo número)

Pr. Francisco Cícero Miranda

Carnaval = Obras da Carne

“Na manhã seguinte, ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão. O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra. E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia despido para vergonha entre os seus inimigos, pôs-se em pé Moisés na porta ao arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.” (Êx 32.6,25,26).
Os historiadores afirmam: a origem do carnaval vem das festas da antiguidade, caracterizadas pelas danças ruidosas, máscaras e uma licenciosidade desgovernada. O que estamos vendo nos dias de hoje, é de fato, a mesma imoralidade, com alguns agravantes em relação à sua origem.
Não é o meu objetivo fazer aqui uma interpretação literal do texto acima, mas sim, uma aplicação para os nossos dias, em especial para este período da festa da carne. Não ouso dizer que a origem do carnaval está nesse bacanal ocorrido no sopé do Monte Sinai; mas, nas atitudes do povo: “assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra, o povo estava despido”.
Ainda que alguns tratem e defendam este evento como uma manifestação da cultura popular, na verdade “o carnaval” está eivado de obras da carne, (prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, bebedices, glutonarias, pelejas, homicídios,…), que são claramente condenadas pelas Escrituras Sagradas.
Este “bacanal” não é privilégio dos grandes centros do país, em muitas cidades do nosso estado esta festa mobiliza a maioria dos moradores e arrasta uma multidão que vem de outros lugares. É um período em que as pessoas parecem possuir uma licença para pecar, através da bebedeira desenfreada, das danças sensuais ao som das músicas lascivas, da exposição dos corpos nus, da promiscuidade sexual e do desrespeito às autoridades civis e religiosas.
Este é um período de destruição e prejuízo. Vidas são ceifadas por overdose de drogas, famílias são arruinadas devido à infidelidade conjugal, jovens e adolescentes engravidam prematura e irresponsavelmente, muitos contraem as chamadas DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), além dos inúmeros acidentes automobilísticos, devido a ingestão de bebidas alcoólicas, que, quando não causam mortes, deixam as pessoas inválidas, até mesmo, alguns que nem estavam envolvidos com esta festa.
Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual? Devemos aproveitar a oportunidade para a evangelização? Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação.
A resposta cabe a cada um, porém, é preciso deixar claro que o propósito da igreja é fazer conhecido ao mundo, que está mergulhado no pecado, um Deus que, dentre muitos atributos é Santo, Santo, Santo.
Portanto, meus amados irmãos, membros e congregados da nossa IEADERN, fiquemos com o que diz a Bíblia Sagrada: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (I Jo 2.15-17).

“Para que todos sejam um”

Martim Alves da Silva 

Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).
 
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