SANTO

A santidade é o atributo de Deus pelo qual Ele é moralmente puro e perfeito, absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo, além de ser separado do que é mau e imperfeito (1 Sm 2.2; Sl 22.3; 99.9; Sl 145.17). A majestosa santidade de Deus (Ex 15.11) fala da sua pureza de caráter, e da sua separação de todo pecado, injustiça e mal.
Deus apareceu a Abraão e disse: “…anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). Este mesmo adjetivo hebraico é usado em Dt 18.13: “Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus”. No Novo Testamento, Jesus ordenou: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.48). Portanto, a santidade perfeita e absoluta de Deus é sempre o modelo de santidade para nós, embora saibamos que nenhuma pessoa no céu ou na terra alcançou e jamais alcançará essa santidade perfeita de Deus.
Na Nova Aliança, a santificação é não somente um processo de transformação progressiva do crente (2 Co 3.18), mas também uma condição indispensável para se relacionar com Deus em comunhão. Fazendo alusão ao texto de Lv 11.44-45, apóstolo Pedro ordenou: “…como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.15-16).
Se a santidade é uma característica exigida de todo cristão, muito mais ainda é exigida do pastor. Se por um lado o pastor deve ser exemplo para o seu rebanho (1 Pe 5.3), por outro lado as suas ovelhas devem imitar a fé do seu pastor e atentarem para a maneira dele viver (Hb 13.7).
No Antigo Testamento, Deus exigiu dos sacerdotes um padrão de santidade mais elevado do que o exigido do povo de Israel. A responsabilidade e a dignidade do ministério sacerdotal exigia isso (Lv 21.6-8). Uma das responsabilidades dos sacerdotes era ensinar o povo de Israel a fazer a diferença entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo (Lv 10.10; Ez 44.23). Para cumprir essa tarefa tão importante, era imprescindível que o sacerdote fosse santo.
De acordo com o que está escrito em Tt 1.8, o candidato ao pastorado deve ser uma pessoa santa (gr. “hosios”). O significado do adjetivo grego “hosios” dá a ideia de uma pessoa que foi purificada de pecado, que está livre de iniquidade, que observa religiosamente cada obrigação moral e, por isso, pode ser considerada santa, pura e piedosa.
O significado desse adjetivo grego “hosios” está bem explicado no texto de Hebreus 7.26, o qual se refere a Jesus como “…santo, inculpável, puro, separado dos pecadores…” (NVI). Essas quatro qualidades de Jesus se constituem em um padrão para o pastor. Não que algum pastor consiga atingir um nível de santidade igual ao de Cristo, o que é impossível. Porém, essas qualidades do nosso Sumo Pastor (Hb 13.20; 1 Pe 5.4) servem como referência para todos os pastores. Na igreja de Tessalônica o pastor Paulo exerceu seu ministério de forma exemplar, visto que tanto Deus como os crentes daquela igreja eram testemunhas de como Paulo tinha se comportado de maneira santa, justa e irrepreensível entre eles (1 Ts 2.10).
A responsabilidade do pastor é muito grande, pois a sua santidade deve ser de tal forma que se cumpra na vida dele o que Jesus disse: “assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). Isso se cumpriu na vida do profeta Elizeu. A mulher sunamita observava e reconhecia a santidade de Elizeu. Certa vez ela disse a seu marido: “…Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” (2 Rs 4.9).
A conduta do pastor deve ser pautada pela prática daquilo que convém (1 Co 6.12), que edifica (1 Co 10.23) e que glorifica a Deus (1 Co 10.31), uma vez que ele deve ser santo em toda a sua maneira de viver (1 Pe 1.15). A igreja precisa mais de pastores santos, do que de pastores eloquentes, carismáticos, pragmáticos e mundanos. Vivemos um tempo em que cada vez mais aumenta na igreja visível a proporção de crentes que amam o mundo (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17) e que, por isso, já se amoldaram ao esquema do mundo (Rm 12.2). Muitos pastores infelizmente já não pregam mais sobre santidade e santificação. Parece que esqueceram que sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Estão prevaricando e deixando de cumprir o seu dever de pastor. Eles não estão velando pelas almas das ovelhas que Deus as entregou-lhes para cuidar, e terão que dar contas de cada uma delas a Deus (Hb 13.17). Oremos para que Deus levante no meio dos ministérios das igrejas mais pastores que, como Elizeu, possam ser reconhecidos por todos como santos homens de Deus (2 Rs 4.9). Só os pastores santos têm zelo de Deus pela igreja, preparando-a para apresenta-la a Cristo como uma virgem pura a um marido (2 Co 11.2).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

TEMPO DE REFLETIR E PROSSEGUIR

Prezados irmãos e amigos leitores, iniciamos um novo ano. É comum usar esse momento para fazer um balanço da vida. Reflexões das mais diversas e nas mais variadas áreas do viver: o casamento, a família, o ministério, a profissão, a saúde, os sentimentos, os projetos, as amizades, as finanças e outros.
É tempo de refletir, avaliar e reavaliar tudo quanto se viveu e experimentou no ano que findou.
Certamente podemos compartilhar muitas alegrias, conquistas e vitórias alcançadas. Temos bons e alegres momentos para recordar e agradecer ao nosso bondoso, misericordioso e eterno Deus.
Rendemos louvores pela dádiva da vida e saúde, pela companhia de familiares e amigos, pelos companheiros na Seara do Senhor, pelos colegas de trabalho e estudos, pela formatura e colação de grau, pelos aniversários, noivados e casamentos e tantas outras celebrações e motivos de gratidão.
Portanto, não esqueçamos de render graças ao Senhor: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Cl 3.15).
Entretanto, sabemos que não colhemos apenas flores, por vezes os espinhos nos feriram, machucaram, causaram dores, trouxeram sofrimento e nos fizeram chorar.
Alguns perderam entes queridos, outros perderam o amor de suas vidas e até a razão para viver. Há também aqueles que lutaram e ainda lutam para recuperar a saúde, as finanças ou a reputação. Existem os que sofreram traições, incompreensões e calúnias.
Enfim, a lista daquilo que não deu certo ou que não aconteceu conforme o planejado é maior ou menor a depender da experiência e do aprendizado de cada um.
Porém, apesar da reflexão acerca da dor e do sofrimento ser algo relevante e indispensável, não podemos ficar presos aos possíveis fracassos, lágrimas derramadas, batalhas perdidas, reveses sofridos ou erros cometidos.
Nas Escrituras Sagradas Paulo nos convida a não remoer o passado, o apóstolo deixou a seguinte orientação: “uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14).
Por conseguinte, sob esta perspectiva, deixo aqui registrado a minha gratidão a Deus pelo ano de 2017 que findou. Agradeço pelas lutas e pelas vitórias, pelo cuidado e proteção divina na minha vida, saúde, família, amigos e ministério.
E por fim, do modo como somos exortados pela Palavra de Deus, aconselho aos prezados que prossigamos cheios de fé e esperança em Cristo Jesus que nos resgatou das trevas (Cl 1.13) e que garante a nossa vitória hoje e sempre (1Co 15.57).

Pense Nisso!

Feliz, abençoado e próspero 2018!

FONTE: cpadnews.com.br

É NATAL! JESUS NOSSO MAIOR PRESENTE

E disse o anjo: Não temas! “Eis aqui, vos trago boa nova de grande alegria que será para todo povo” (Lc 2.10).
Em breve será NATAL. O mundo inteiro fará uma pausa para comemorar esta significante data com muitos presentes. É para ser um momento de celebração e gratidão, pelo grande presente oferecido a humanidade: Jesus Cristo, o salvador do mundo.
Se pensarmos na real profundidade do NATAL, nos sentiremos amados e cuidados. Naquele primeiro NATAL, o filho de Deus se tornou humano e habitou entre nós, nos dando a certeza de que através Dele poderíamos ter esperança da salvação. “Hoje nasceu na cidade de Davi o salvador, que é o Messias, o Senhor” (Lc 2.11).
O NATAL foi anunciado como boas novas de grade alegria para todo o povo. Infelizmente muitos ainda não se deram conta desse grande presente de Deus para suas vidas. As muitas ocupações têm sufocado a vida, afastando-os mais de seu Criador, deixando um grande vazio, que lhes tira a verdadeira alegria de viver. Isso porque só Jesus oferece a alegria que satisfaz.
O Messias veio envolto em forma de ser humano. “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e verdade” (Jo 1.14). Graça é um favor não merecido. É dar algo de valor a quem não merece, mas precisa. Saber que Jesus hoje nos representa perante o pai com um coração compreensivo, porque Ele mesmo foi revestido de nossa humanidade. Por isso Ele nos conhece, compreende e sabe de nossas lutas diárias, sonhos e alegrias. É um privilegio que quando o ser humano descobre, a sua vida toma outro rumo.
“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hb 4.15,16).
Quem recebe a Cristo é revestido do espirito de compreensão, solidariedade, sacrifício e de servo. A bíblia afirma que, quem tem a Jesus como salvador, deve revestir-se Dele, de forma que outros também possam ver Cristo refletido em suas vidas.
Se Cristo ainda não reina em sua vida, eis uma grande oportunidade de fazer uma verdadeira mudança. Porque com certeza o Senhor vai direcionar seus caminhos, uma nova vida surgirá. Tudo passará a ter um sentido real e objetivo, seja no Casamento, no trabalho, na família, ou em qualquer outra área, o Senhor será o SENHOR de sua vida.
O Senhor tem leis prontas a serem seguidas, e Ele as escreverá no seu coração. Também tem seus decretos para direcionar uma vida harmoniosa e bem encaixada no contexto onde você tiver inserido. Há instrução para casamento: “por isso deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, e os dois se torna uma só pessoa” (Gn 2.24).
Há instrução para Esposos e Esposas: “Esposa, obedeça a seu marido, como você obedece ao Senhor. Marido, ame a sua mulher, assim como Cristo amou sua igreja, e assim mesmo se entregou por ela” (Ef 5.22 e 25).
Há instrução para filhos: “Filhos obedeça a seu pai e sua mãe, esse é o primeiro mandamento como promessa, para que tenhas vida longa e feliz” (Ef 6.1-3).
Há instrução para Pais: “Pais, não irriteis a vossos filhos, mais cria-os na disciplina e ensinamentos cristão (Ef 6.4).
Quando a Família segue os ensinamentos práticos como o Senhor estabeleceu, uma nova direção divina começa a acontecer dentro do lar. A presença do Senhor começa a serem visível, influenciando os comportamentos, as atitudes, os relacionamentos. Isto porque, a casa esta cheia dos conhecimentos do Senhor, e as marcas de Cristo diz que o Senhor ocupa posição de honra na família.
Neste clima gostoso e festivo do NATAL, desafio você a repensar junto a sua família os valores espirituais, os valores familiares, os valores do casamento, os valores Moraes e acima de todos esses valores, o valor que estamos dando ao maior presente que Deus nos deu: Jesus o Salvador da nossa vida.
Decida que este NATAL será um marco em sua família. Porque o Salvador chegou e desde então é NATAL. Feliz Natal!

Maria do Socorro G. Pereira (Esposa do Pr. Elumar Pereira – Diretor do Departamento da Família da AD Mossoró)

LÍDERES SÃO RESPONSÁVEIS POR CAPACITAR SEUS LIDERADOS

Vamos fundamentar esta reflexão em Efésios 4:11-13, que proporciona um brilhante pano de fundo no tocante a capacitar os outros. “Foi ele (Cristo) quem escolheu alguns para serem apóstolos, alguns para serem profetas, alguns para serem evangelizadores e alguns para serem pastores e professores, para preparar as pessoas de Deus para a obra do ministério, de modo que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos nós alcancemos a unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus e nos tornemos maduros, atingindo a medida da plenitude de Cristo.”
Líderes – pessoas que têm influência, incluindo você – são responsáveis por usar seus dons dados por Deus para preparar ou capacitar os santos – os membros do corpo de Jesus Cristo, a Igreja – para a obra do ministério. Embora se enfatize primariamente Efésios 4:12, os versículos 11 e 13 também focam nos objetivos e fornecem grande apoio e incentivo para todos que desejam desenvolver ministérios frutíferos.
O versículo 11 fala sobre os diferentes dons que Cristo deu ao corpo de Cristo. O versículo 13 fala sobre fé, conhecimento, maturidade e estar cheio das qualidades de Cristo. Você notou? Quer sejamos líderes que capacitam ou aqueles que são liderados, todos nós partilhamos da responsabilidade conjunta de sermos capacitados para a “obra do ministério”, por isso podemos ser úteis na promoção do Reino de Deus e ter um impacto nas vidas das pessoas ao nosso redor.
Antes de continuar vamos definir o que são Competências, Recursos e Compreensão.
COMPETÊNCIA: “Uma habilidade para fazer algo com as mãos, corpo ou mente”.
RECURSOS: “Coisas que o dinheiro pode comprar; o que precisamos para fazer nosso trabalho: ferramentas, equipamentos, suprimentos…”.
O essencial para capacitar os outros COMPREENSÃO (ou conhecimento): “A qualidade da compreensão, não apenas de conhecer os fatos, mas também como aplicá-los”. Destas três definições que permeiam a questão da capacitação de outros quero enfatizar que é importante para você, e para todos os outros líderes, reconhecer três áreas da compreensão: O PROPÓSITO OU MISSÃO, O OBJETIVO E A AUTORIDADE.
Estas três áreas desempenham um papel crucial em capacitar as outras pessoas. Compreendendo a razão principal: “o objeto ou a razão pela qual algo existe.” Todos nós precisamos compreender claramente a razão ou propósito porque nós fazemos o nosso trabalho. Propósito é a “visão geral” que explica porque fazemos o que fazemos. Jesus sabia como era importante para os cristãos compreender o Seu propósito para suas vidas. Observe o que Ele disse aos Seus discípulos: “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto – fruto que permaneça “João 15:15-16 (grifo meu). Esta mesma verdade se aplica a você hoje. Jesus não apenas espera que você seja um servo; Ele te chama de Amigo e quer que você entenda o propósito que Ele tem para você. É importante que uma pessoa que se alista para a obra do ministério também compreenda seu propósito. Um elemento-chave sobre capacitar outros é guiá-los a um entendimento de um propósito em comum. Ter claro os objetivos a serem alcançados e usar da autoridade (poder de ação) para o desempenho da missão que foi confiada. Como líderes temos a responsabilidade de capacitar os outros usando as ferramentas disponíveis e ensinando aos nossos liderados os princípios e motivações coerentes com o reino de Deus e a organização que estamos envolvidos.

Lidere onde estiver! Abração a todos.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

Eis que estou à porta, e bato

É comum ouvirmos em pregações a citação de Ap. 3.20: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. O que acontece nesses casos é uma recontextualização do versículo, ou mesmo uma aplicação, adequando-o a necessidade do pecador se arrepender dos seus pecados, e receber a salvação em Cristo Jesus. No entanto, ao analisar essa passagem em seu contexto, verificamos que não se trata de uma mensagem eminentemente evangelística, antes de um apelo para uma igreja que havia deixado Jesus do lado de fora.
Esse texto faz parte de uma série de cartas que foram direcionadas por Jesus às sete igrejas da Ásia Menor. E mais especificamente, para a igreja de Laodiceia, conhecida por sua riqueza e opulência, pela produção de unguentos especiais, tecidos finos e lustrosos. Aquela igreja estava cega para a verdade, gloriava-se daquilo que era secundário, da sua riqueza e poder secular. Mas Jesus avalia que, na verdade, era “infeliz, pobre, cego e nu”. Devemos ter cuidado para não fazermos como aquela igreja, e colocar em primeiro plano aquilo que Jesus considera secundário, ou desprezível.
O principal perigo que ronda as igrejas contemporâneas, o mesmo que circundava a de Laodiceia, é a de confiarmos demasiadamente em nós mesmos, e dependermos cada vez menos de Deus. Aquela igreja, como muitas dos dias atuais, perderam a visão espiritual, tornaram-se mornas ao se preocuparem demasiadamente em agradar o mundo. Naquela cidade havia unguentos preciosos para os olhos, mas a igreja estava cega para as verdades espirituais. Por isso Jesus admoesta para que essa “unjas os olhos com colírio, para que vejas”. Mais nem tudo está perdido, a mensagem de Jesus é de advertência: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
E nesse contexto que o Senhor declara: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (v. 20). Não que seja errado usar esse versículo para as pregações evangelísticas, mas não podemos esquecer do seu propósito inicial. Como cristãos, comprometidos com o anuncio do evangelho, não podemos deixar de ser aquilo para o qual fomos vocacionados: igreja. As distrações mundanas são as mais diversas, somos atraídos pelo poder, fama e riqueza. Talvez o mundo nos avalie pelo poderio secular que detemos, mas não podemos desconsiderar que importa antes a avaliação de Cristo.
É lamentável constatar que existem igrejas que colocaram Jesus para o lado de fora, que se secularizaram tanto que O perderam de vista. A essas Ele continua declarando: “Eis que estou à porta, e bato”. Antes que seja tarde demais, é preciso convidá-LO a entrar, a fim de receber na dimensão escatológica, aquilo que nos prometeu: “ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” (v. 21). Faz-se necessário, portanto, permanecer atento à voz do Senhor, para não se voltar para as glórias do mundo. A esse respeito, um alerta final: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v. 22).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

QUALIFICAÇÕES E PRÉ-REQUISITOS PARA PASTORES: MUITO ALÉM DA VOCAÇÃO

No início da igreja primitiva, à medida que a igreja ia crescendo e se organizando, houve a necessidade de se estabelecer dirigentes nas igrejas locais (Tt 1.5), os quais eram chamados principalmente de presbíteros (At 11.30; 14.23; 15.2,4,6,22,23; 16.4; 20.17; 21.18; 1 Tm 5.17,19; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 5.1) ou bispos (At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25), mas também de pastores (Ef 4.11).
Hoje em dia à proporção que a obra de Deus cresce e, consequentemente, se multiplica o número de igrejas que precisam ser plantadas, também cresce a necessidade de se constituir pastores, presbíteros e bispos para apascentarem os rebanhos que se congregam nas igrejas locais.
Jesus é o pastor por excelência (Jo 10.1-16; Hb 13.20; 1 Pe 5.4). Apóstolo Pedro, que recebera de Jesus o mandamento de apascentar as ovelhas do Senhor (Jo 21.15,16,17), e que se considerava um presbítero como os demais presbíteros que apascentavam as igrejas locais, recomendou aos demais pastores: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2-3).
A responsabilidade do pastor é muito grande, visto que ele deve falar a Palavra de Deus às suas ovelhas, e que estas devem imitar a fé dos seus pastores e atentarem para a maneira deles viverem (Hb 13.7). Além disso, o pastor cuida das ovelhas como quem vai prestar contas de todas elas a Deus (Hb 13.17).
O verdadeiro pastor não é aquele que somente tem o título de pastor, mas o que foi chamado e constituído por Deus para este ministério (At 20.28; 1 Tm 1.12; Hb 5.4), e que o exerce como Deus preconiza na sua Palavra (1 Pe 5.1-4).
O ministério pastoral não é para quem quer, quem acha bonito, quem deseja ser honrado ou para alguém que almeja ganhar dinheiro. Pelo contrário, o pastorado é para aqueles que foram chamados ou vocacionados por Deus, pois “…ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão” (Hb 5.4).
Paulo sabia muito bem desse princípio da vocação ministerial, visto que Jesus mesmo tinha declarado que ele era um vaso escolhido para levar o nome de Cristo diante dos gentios (At 9.15; 22.21).
Quando serviam na igreja que estava em Antioquia, o Espírito Santo mandou separar e enviar Paulo e Barnabé para a obra missionária transcultural (At 13.1-4). Este mesmo Espírito Santo também constituiu presbíteros e bispos para apascentarem a igreja de Deus que estava em Éfeso (At 20.17,28).
O pastor deve não somente ser chamado por Deus, mas também ser consciente da sua vocação pastoral (Rm 1.1; 1 Tm 2.7; 2 Tm 1.11). Se ele não tiver essa convicção, mais cedo ou mais tarde abandonará o ministério pastoral. Embora o chamado de Deus seja uma condição sine qua non para uma pessoa exercer o ministério pastoral, todavia a vocação não é a única exigência a ser cumprida pelos candidatos ao pastorado.
Os vocacionados, por exemplo, devem ser tidos por Cristo como féis, antes de serem postos no ministério (1 Tm 1.12; 2 Tm 2.2). Muitas pessoas são vocacionadas por Deus para o ministério pastoral, mas infelizmente não honram essa chamada por meio do desenvolvimento do caráter cristão e do exercício para a glória de Deus dos dons ministeriais recebidos do Espírito Santo.
Tanto na carta pastoral que Paulo escreveu a Timóteo (1 Tm 3.2-7), como também na que ele escreveu a Tito (Tt 1.6-9), encontramos os pré-requisitos e qualificações a serem observados nos candidatos ao ministério pastoral. Em cada uma dessas duas listas, encontramos uma relação de 16 qualidades, o que dá o total de 32 pré-requisitos. Considerando que alguns pré-requisitos aparecem em ambas as listas, e agrupando outros que são semelhantes, esse número cai para pelo menos 22 pré-requisitos ou qualificações.
Assim, os homens vocacionados por Deus para o ministério pastoral, antes de serem separados e investidos na função de pastor, devem apresentar os seguintes pré-requisitos ou qualificações: 1) Santo (Tt 1.8); 2) Justo (Tt 1.8); 3) Irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 4) Amigo do bem (Tt 1.8); 5) Não arrogante (Tt 1.7); 6) Calmo e controlado (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 7) Modesto (1 Tm 3.2); 8) Amável (1 Tm 3.3); 9) Não irascível (Tt 1.7); 10) Pacífico e não violento (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 11) Não dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7); 12) Que não ama o dinheiro (1 Tm 3.3); 13) Não ambiciona lucro desonesto (1 Tm 3.3 (ARC); Tt 1.7); 14) Boa reputação entre os não crentes (1 Tm 3.7); 15) Marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6); 16) Lidera bem sua família e seus filhos são crentes de bom testemunho cristão (1 Tm 3.4-5; Tt 1.6); 17) Hospitaleiro (1 Tm 3.2; Tt 1.8); 18) Comprometido com a ortodoxia bíblica (Tt 1.9); 19) Apto para ensinar (1 Tm 3.2); 20) Que não seja recém-convertido (1 Tm 3.6); 21) Que tenha liderança e autoridade (Tt 1.8); e seja 22) Irrepreensível como administrador ou despenseiro de Deus (Tt 1.7).
A partir do próximo mês, mensalmente, vamos discorrer a respeito de cada uma dessas vinte e duas qualificações e pré-requisitos a serem observados pelos obreiros vocacionados ao ministério pastoral.

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

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