PACTO

O mundo antigo, como o contemporâneo, sempre foi conduzido por pactos, alianças que firmavam acordos entre pessoas e povos. De igual modo, o relacionamento de Yahweh com os povos, mais propriamente com Israel, estava fundamentado em uma aliança. A palavra hebraica que expressa essa relação é berit, utilizada pela primeira vez no Antigo Testamento após o dilúvio. Em Gn. 9.9-17 Deus estabeleceu uma berit com Noé, prometendo não destruir mais a terra. Por meio daquele patriarca o Senhor preservaria a descendência humana na terra.
Posteriormente, Yahweh estabeleceu um berit com Abraão (Gn. 15.18; 17.1-19), por meio do qual prometeu fazer dele uma grande nação, dando-lhe descendência. A existência de um pacto pressupõe a definição de termos explícitos, e em relação à aliança de Deus com Israel, o próprio Senhor determinou as ordenanças pelas quais a nação deveria se reger. No Monte Sinai, Yahweh deu ao povo israelita a Sua lei, conclamando a nação para confirmar os termos explicitados por Ele na berit (Ex. 24.1-8).
Naquele local Yahweh deu a Moisés as palavras que deveriam conduzir o relacionamento entre o Senhor e a nação israelita (Ex. 20). Os termos do berit foram estabelecidos pelo próprio Deus, e exigiam obediência ao Senhor. A nação comprometeu-se inicialmente em fazer tudo conforme estava escrito na aliança. Todavia, as palavras assumidas com os lábios não se confirmaram nas práticas daquela nação. Ao invés de obedecerem à lei de Deus, o povo decidiu seguir seus próprios caminhos, recebendo as consequências da quebra da aliança.
A perseguição por parte das nações vizinhas, resultando em vários anos de cativeiro, foi uma demonstração da ruptura de Israel com a berit de Deus. Mas Yahweh não se esqueceu do Seu povo, apesar da desobediência, agiu com misericórdia e graça, trazendo-o de volta à Terra Prometida. Jeremias profetizou que o Senhor fará um novo berit com os israelitas, esse em dimensão escatológica (Jr. 31.31-34). O cumprimento dessa aliança se dará por ocasião da vinda de Cristo para governar as nações, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16).
Na atualidade, a berit do Senhor se dá através de Jesus Cristo, Ele antecipa o cumprimento futuro da aliança entre Deus e os homens (Lc. 22.20; Hb. 8.8; 9.15; 12.28). Esse pacto foi prometido a Davi em II Sm. 7, nesse texto Yahweh revelou ao monarca que sua linhagem reinaria para sempre. O profeta Daniel viu o retorno do Filho do Homem, o Ancião de Dias (Dn. 7), que reinaria eternamente. Portanto, Jesus é o cumprimento das promessas divinas dadas ao rei Davi (II Cr. 21.7; Jr. 33.20,21).
A palavra aliança ou pacto no grego do Novo Testamento é diathekê, que também pode ser traduzida por testamento. Jesus Cristo é o Mediador dessa nova aliança. O sangue dEle derramando no Calvário, bem como o cálice usado na celebração da Ceia, representa “o sangue do novo diatheke” (Lc. 22.20; I Co. 11.25). Tanto Paulo, em suas epístolas, quanto o autor da Epístola aos Hebreus, afirmam que esse berit/diathekê é superior à antiga (II Co. 3; Hb. 8). Esse novo pacto, em comparação com o antigo, tem melhores promessas, e sua glória jamais desaparecerá (Hb. 7.22).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

INIMIZADES, IRAS E HOMICÍDIOS

Das nove obras da carne que se manifestam nas relações interpessoais (Gl 5.20-21 – ARC), já falamos sobre ciúme e invejas, como também sobre as ambições egoístas e as contendas de palavras. Agora vamos falar sobre inimizade (gr. echthra), ira (gr. thumos) e homicídio (gr. phonos). No original grego de Gl 5.20-21, essas três palavras aparecem no plural (“echthrai”, “thumoi” e “phonoi”), denotando que cada uma dessas obras da carne se origina e se manifesta de várias maneiras.
Convém salientar que a palavra “homicídios” (gr. phonoi) que aparece em Gl 5.21, só aparece na versão ARC, que foi traduzida a partir do “Textus Receptus”, enquanto as versões da Bíblia em português, baseadas no Texto Crítico do Novo Testamento Grego (ARA, NVI, NTLH, etc.), não trazem essa palavra. Trata-se de uma variante textual que vamos considera-la brevemente neste artigo.
Não restam dúvidas de que os pecados de ciúme, invejas, ambições egoístas e contendas de palavras geram inimizades e iras, e até homicídios. Isso evidencia cada vez mais a transgressão do mandamento de amar o próximo como a si mesmo (Mc 12.31).
O vocábulo grego “echthrai”, que aparece em Gl 5.20, é traduzido geralmente por “inimizades” ou “ódio”. Podemos afirmar que “echthra” é muito mais que falta de amizade. É ódio, aversão, malquerença e rancor profundo, como também uma paixão que impele uma pessoa a causar ou desejar mal a alguém. Como obra da carne que é, “echthra” é o antônimo exato de “agape”, que é um aspecto do fruto do Espírito. Enquanto o amor (gr. agape) predispõe a mente e o coração de uma pessoa para exercer abnegadamente a benignidade e a bondade em favor do próximo, a inimizade (gr. echthra) é uma atitude mental hostil que provoca e afronta outras pessoas, desejando e fazendo de tudo para prejudica-las.
A palavra “echthra” ocorre seis vezes no Novo Testamento Grego, significando inimizade entre pessoas (Lc 23.12), inimizade do homem para com Deus (Rm 8.7; Tg 4.4), uma obra da carne (Gl 5.20) e inimizade racial entre judeus e gentios (Ef 2.14-16), semelhante à inimizade entre gregos e bárbaros (Rm 1.14). Portanto, qualquer tipo de preconceito ou discriminação racial é uma obra da carne e é pecado.
A ira (gr. thumos) é outro pecado praticado no âmbito das relações sociais entre as pessoas. As versões em português da Bíblia traduzem “thumos” por ira, com exceção da NTLH, que traduz muito bem o vocábulo “thumus” por “acesso de raiva”. A ira é um impulso violento ou irritação forte contra o que nos ofende, fere ou nos causa indignação.
No grego do Novo Testamento, tanto a palavra “orge”, como a palavra “thumos”, significa ira. Enquanto a primeira se refere a uma ira mais crônica e duradoura, refletindo o temperamento de uma pessoa de sangue mais frio, a segunda se refere a uma explosão de ira proveniente de uma indignação interior, porém passageira, refletindo o temperamento colérico de uma pessoa de sangue mais quente.
“thumos” é uma palavra com muitos significados e com potencial quase ilimitado para o bem ou para o mal, podendo ser usada a respeito dos homens, no bom ou mau sentido, como também a respeito de Deus no bom sentido. No bom sentido, “thumos” significa a justa indignação diante daquilo que está errado.
A ira é como a dinamite que pode ser usada para abrir caminhos ou túneis através de uma rocha por meio de explosões, ou para destruir uma bela edificação ou cidade e reduzi-las a escombros. Como obra da carne, a ira é colérica, é um acesso ou ataque súbito de raiva que se acende dentro de nós com muito ímpeto. A pessoa irascível tem pavio curto e se ira com facilidade. O irascível tem um gênio ou temperamento explosivo, que rapidamente se incendeia em palavras e ações violentas (Cl 3.8), mas que se apaga com a mesma rapidez com que se acendeu.
Como um abismo chama outro abismo (Sl 42.7), uma pessoa com um coração cheio de inimizades e de iras pode chegar a praticar assassinatos (gr. phonoi) de nomes e de reputações, ou até mesmo tirar a vida de pessoas que são alvos de suas inimizades, iras, ciúme, invejas, ambições egoístas e contendas de palavras.

Os pecados de inimizades, iras e homicídios são graves e típicos de uma vida não regenerada e inclinada para as coisas da carne (Rm 8.1-2,5-6,8; Gl 5.16-26; Cl 3.1-11). Esses pecados implicam na perda da comunhão com Deus e levam seus praticantes à condenação eterna (Mt 5.21-26; Gl 5.19-21; 1 Jo 2.9-11; 3.14-16; Ap 21.8; 22.15). A solução para isto é produzirmos o fruto do Espírito (Gl 5.22-26) e seguirmos a seguinte recomendação bíblica: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3.12-13 – NVI).

Ev. Fábio Henrique (1º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD e do CETADEM)

O AMOR DE DEUS E O ETÍOPE EUNUCO

Meus amados irmãos, compartilhamos neste espaço uma reflexão bastante interessante de autoria do pastor Altair Germano que fala da necessidade de sermos sensíveis e obedientes ao chamado do Senhor para levar o conhecimento da verdade a outras pessoas.
Creio que essa leitura servirá de inspiração e edificação a todos nós.

Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada. Então, o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? [Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo. (Atos 8.26-39)

O texto bíblico nos informa que Filipe realizava uma excelente obra em Samaria. O amor de Deus faz com que ele tire um servo seu de um trabalho junto a uma grande multidão, e o direcione para uma região deserta a fim de evangelizar uma única pessoa.
No caminho que desce de Jerusalém para Gaza, sob a orientação do Espírito Santo, Filipe aproximou-se do eunuco, e ouvindo-o ler o livro do profeta Isaías, perguntou se ele estava compreendendo o texto. A resposta do eunuco foi negativa. Filipe se prontificou dessa forma a ajudá-lo na interpretação e entendimento das Escrituras, e isso aconteceu de uma forma tão clara, que o eunuco creu em Jesus para a sua salvação, confessando-o como Filho de Deus, para logo em seguida ser batizado nas águas, e depois seguir o seu caminho alegremente, convicto de sua salvação.
Todos os dias, semana, meses e anos, milhares de pessoas frequentam reuniões religiosas de adoração, sem, contudo, conhecer de fato o verdadeiro Deus e seu Filho Jesus Cristo. Era essa a condição do eunuco, superintendente do tesouro de Candace, rainha dos etíopes.
Desejoso de conhecer a Deus, e de entender o seu grande plano de salvação, o eunuco lia a Escritura, mas não conseguias entendê-la claramente. Temos, dessa maneira, duas situações bastante peculiares em nossos dias: Pessoas que frequentam reuniões religiosas, mas não conhecem de fato o Deus que adoram, e pessoas que leem a Bíblia, mas que não a entende.
Deus considera o desejo daquele que em sinceridade o busca. Conhecedor do coração do eunuco etíope, Ele providenciou graciosamente um meio para que aquele homem pudesse conhecer o seu grande plano de salvação em Jesus.
Por seu grande amor por nós, em graça e soberania, o Senhor ainda continua provendo oportunidades e meios para que as pessoas possam conhecer a Jesus Cristo, o seu Filho, e conhecendo-o aceitem o seu plano de salvação, e assim prossigam em júbilo a jornada da vida.

Pr. Francisco Vicente (1° vice-presidente da AD Mossoró)

Fonte:  www.altairgermano.net

DESPERTA, DESPERTA, DÉBORA!

“E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. E habitava debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim, e os filhos de Israel subiam a ela a juízo”. (Jz 4.4,5).

No último mês de março, a sociedade comemorou, com justiça, o Dia Internacional da Mulher, conclamo a todas as irmãs da nossa IEADERN que assim como Débora, despertem e deem lugar ao Espírito Santo de Deus a fim de serem instrumentos de bênçãos nas mãos do Senhor.
Israel estava sendo oprimido por vinte anos. Eles clamaram, e, mais uma vez, Deus respondeu. Desta vez, o livramento veio através de Débora, a única mulher neste distinto grupo de juízes, uma filha do povo, que havia ganhado a sua confiança a ponto de ser constituída juíza numa estrutura tribal, onde as mulheres sempre ocupavam posições subordinadas.
Débora sentava-se debaixo de uma palmeira, começava a profetizar e o povo de Israel ia até a ela para ouvir a mensagem de Deus. Num determinado dia ela comunicou a Baraque a seguinte mensagem: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem dizendo: Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro de Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas suas mãos”.
Débora tinha tanta autoridade espiritual que Baraque disse que só iria se ela fosse com ele.
Quando Baraque convocou os soldados para a batalha, aconteceu exatamente como Débora disse que aconteceria, dez mil homens se apresentaram como voluntários para a peleja.
Débora ilustra uma importante verdade. Mesmo numa sociedade machista, mulheres com qualidades morais e espirituais podem ser convocadas para liderar.
Débora é o tipo dessas raras mulheres cujo coração arde de entusiasmo quando o desânimo domina o povo. Muitas vezes a voz de uma mulher tem ecoado profundamente, despertando seu marido, seus filhos, sua casa, sua congregação para se voltarem para Deus.
Devemos sempre nos lembrar de que a mensagem básica do livro de Juízes é sobre apostasia e suas terríveis consequências; mas, também, aprendemos com a vida desses juízes, que Deus usa as pessoas simples e comuns para, através delas, fazer coisas extraordinárias. Deus faz maravilhas através de pessoas comuns, que se deixam ser controladas pelo Espírito Santo. Deus opera libertação através daqueles que confiam nEle, seja homem, seja mulher.
Talvez a irmã esteja se sentindo desprestigiada achando que está ocupando uma posição de pouca relevância, de pouca importância; porém, eu lhe dou um conselho, não se deixe abater; Deus conta com pessoas comuns para fazer a sua obra. Quando Débora disse que a honra daquela investida não seria de Baraque, mas que Deus entregaria o capitão Sísera nas mãos de uma mulher, ninguém pensou que a tal heroína seria Jael, uma mulher que não estava no centro das atenções, pelo contrário, estava na sua tenda, cuidando dos afazeres domésticos. Outra vez a profecia de Débora se cumpriu.
Talvez a função que a irmã vem desempenhando não chame a atenção das pessoas, da congregação ou do seu pastor, mas o nosso Deus está olhando para as suas qualidades morais e espirituais e no tempo certo lhe dará a recompensa.
Não somente no Dia Internacional da Mulher, mas todos os dias, Levante-se minha irmã e cante um hino de louvor a Deus. Levante-se e fale das grandezas do nosso Deus; Levante-se e dê testemunho da VIDA ABUNDANTE que Deus tem lhe concedido.

“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da AD no RN)

APRENDAMOS A ESPERAR O TEMPO DE DEUS

Queridos leitores, compartilho com vocês uma reflexão importante extraída do blog “Essência do Evangelho”. Acompanhe a leitura e seja edificado.

Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente às nossas necessidades, sem pressa alguma em nos atender.
Surge, a partir daí, uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.
Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões.

1ª) DEUS NÃO TEM PRESSA!

O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão. Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem.
Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas.
O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa que ninguém precise apressá-lo.

2º) TEMPO PEGADÓGICO
A aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico. Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo. Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa interioridade, mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades.
Esperar origina uma forma de aprender. Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.

3ª) TUDO TEM O SEU TEMPO
Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro. O tempo sempre nos traz à luz aquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque a pressa encobre nossa visão.
Consequentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz á esperança. Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência.
Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?
A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.
A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivenciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes.
Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo inclusive do tempo. Porque, então apressar o rio? Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida: “Não andeis ansiosos pelo amanhã; basta cada dia o seu próprio mal” (Mt 6.25-34)
Deus não tem pressa! Nós é que não sabemos viver.

Fonte:
www.essenciadoevangelho.webnode.com.br

Pastor Francisco Cícero Miranda (Presidente da AD Mossoró e Região)

O MODELO DE CRISTO (Mc 10.45)

Jesus Cristo realmente é nosso padrão de liderança. Sua vida e obra revelam tantos ensinamentos claros que não tem como ficar em dúvida sobre como devemos agir no exercício da liderança em qualquer nível.
A base do principio de liderança de Jesus é colocar dons, talentos e habilidades a serviço do outro. A ideia predominante na época romana era de que cada um que exercesse autoridade e comando tinham uma postura onde o “ser servido” vingava e prevalecia nas motivações e ações desenvolvidas pelos líderes existentes.
Jesus vem e quebra este paradigma e causa um impacto profundo na estrutura já absorvida pela sociedade. Ele diz: ”Eu não vim para ser servido e sim para servir”.
Neste momento foi revelado o modelo de liderança de Cristo; a liderança servidora. O maravilhoso deste conceito é a inversão da pirâmide tradicional da hierarquia vigente onde quem “mandava” fica em cima, na ponta superior, olhando para baixo e se perguntando: “Quantas pessoas me servem?”.
Com a inversão promovida por Jesus, a ponta da pirâmide hierárquica está para baixo, e o líder está olhando de baixo para cima se perguntando: “Quantas pessoas eu estou servindo?”.
Aleluia! Como isto é tremendo. É este sentimento que deve invadir nossas mentes e corações, colocando os dons preciosos que nosso Deus nos concedeu, a serviço da obra, dos nossos irmãos e naturalmente do próprio Deus.
Você já se fez esta pergunta? Já refletiu sobre a importância de servir seu irmão? Quanto mais recebemos de Deus, mais devemos compartilhar com o outro; pois nesta mesma medida receberemos mais e mais, doando mais e mais.
Se você serve ao Senhor, então deve servir a seus irmãos, pois o serviço a Deus passa necessariamente pelo seu próximo.
Todas as habilidades e capacitações que Deus lhe concede passam por este viés; o fim não é você mesmo; você é um canal, um meio de distribuir o que tem recebido e assim promover o desenvolvimento do outro e também o seu.
Somos edificados, edificando os outros em uma dinâmica de ensino e aprendizagem. O orgulho e a vaidade são limitadores desta boa prática.
O ponto crucial deste princípio é a identificação da motivação correta de suas ações como líder; esta é a questão.
Os estilos de liderança fazem parte de outro tema; aqui estamos destacando “princípios”; ou seja, os fundamentos dos estilos que existem; apesar de ligadas, são distintas.
No caso, estamos enfatizando o principio de Jesus Cristo. Se você mantem o princípio bíblico e cristocêntrico em sua conduta como líder, isto refletirá em seu estilo de liderança de diferentes maneiras.
Os estilos existentes estão ligados ao modelo comportamental, enquanto que o “principio” está um degrau anterior ao comportamento pois envolve conceitos e sentimentos por traz das ações.
Explico isto melhor em nosso próximo encontro. Por hora quero lhe deixar com a pergunta: Quantas pessoas você está servindo? Deus abençoe a todos. Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda

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