O CRISTÃO E O ANO NOVO

Que bom! Já estamos no ano 2016 e com ele novas expectativas e novas esperanças para o futuro. Mas precisamos entender que o nosso futuro necessita de uma base sólida que é a nossa confiança em Deus. Nesse novo momento devemos intensificar nossas orações nossos governantes, pois, é o nosso dever orar pelas nossas autoridades, conforme nos ensina o apóstolo Paulo “ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;”(I Tm 2.1-2).
Pois bem, precisamos interceder pelas nossas autoridades para que tenhamos uma vida social, econômica e politicamente equilibrada. Bem sabemos que a sociedade humana caminha para a destruição final, pois a cada dia os homens se rebelam contra Deus, Sua palavra e Sua Igreja, porém, não vamos deixar que as coisas aconteçam conforme o príncipe deste mundo, temos que fazer frente a toda sorte de pecados e mazelas que atormentam a sociedade. O ano novo chega como uma oportunidade para nós, Igreja, fazermos com determinação a Obra de Deus, o que, aliás, é um dever de cada um de nós cristão.
Vamos trabalhar pela expansão do Reino de Deus, anunciando ao mundo que, o fim de todas as coisas é chegado, mas existe uma válvula de escape, uma saída para um mundo em degradação moral e espiritual. Jesus nos convoca para essa missão urgente, quando a sua vinda em glória se aproxima e necessário se faz que, toquemos a trombeta das boas notícias para o mundo.
Também, precisamos urgentemente santificar a nossa vida no meio a uma sociedade perversa e corrompida. Lembremo-nos que somos filhos do grande Rei e precisamos andar como príncipes, oferecendo ao mundo uma nova maneira de viver, de tal forma que ele veja que pertencemos a outro Reino.
O escritor da carta aos Hebreus nos dá a seguinte advertência “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” (Hebreus 12.14).
Que o ano novo seja um ano de firmes propósitos em nossas vidas, especialmente na divulgação do evangelho para alcançar os pecadores e de santificação da nossa vida e, só assim, temos certeza de que, venha o que vier durante o ano que ora se inicia, ou mesmo nos anos que se seguirão, estamos cônscios de que Deus está conosco e Nele somos mais do que vencedores.
Que Deus abençoe você e sua família em 2016.

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

COMO FAZER ESCOLHAS CERTAS?

O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos… Mas a beleza da caminhada… Depende dos que vão conosco! Assim, neste ANO NOVO que se inicia. Possamos caminhar mais e mais juntos… Em busca de um RN, uma Mossoró melhor, cheia de PAZ, SAÚDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR.
Seja bem-vindo 2016 a todos meus leitores e amigos. Essa é a pergunta que muitas pessoas têm feito nestes dias. Para fazer escolhas certas precisamos:

I – SABER A VONTADE DE DEUS

Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entenda qual seja à vontade do Senhor (Ef 5.16 E 17)

Uma das maneiras de saber a vontade de Deus é através da sua palavra. Tem muita gente por ai seguindo a Bíblia pela metade. Guarda os versículos da caixinha de promessa e tal, porém deleta os da disciplina, da correção, os mandamentos.
Quem não conhece a vontade de Deus, não pode ser chamado filho de Deus. Filho de verdade, obedece às instruções do Pai, pois saber que é o melhor para si.
Só olhar para Deus não nos ajudará saber a vontade Dele. Precisamos saber o que passa no coração do Pai. Precisamos conhecê-lo, ter intimidade.
Deus não quer ser olhado, admirado, mas sim obedecido.
Deixe de andar na contramão da palavra e viva o que há de melhor. Siga o Pai.

II – COMO EU DESCUBRO O CORAÇÃO DE DEUS?

Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR (Jr 9.24)

Deus tem o melhor para nossas vidas (Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais (Jeremias 29.1).
Nós prestamos a Deus um culto racional, portanto, precisamos pensar, raciocinar e não tomar decisões precipitadas, impensadas e que muita das vezes fere o coração do Pai. Muitos cristãos estão passando a frente de Deus e lá na frente estão quebrando a cara e colocando a culpa em Deus. Vitória ou fracasso, não é fruto do acaso. É fruto do que você semeou.
Tem benefícios quem está na linha com a vontade de Deus.
Precisamos ler e viver a palavra de Deus, só assim podemos descobrir o que se passa no coração do Pai.

III – NINGUÉM GOSTA DE FICAR NA SALA DE ESPERA DE DEUS

Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal (Jó 1.1)

Jó não desejava mal para os outros. Ele tinha censo de justiça. Tem coisas que precisamos correr, fugir, abandonar (injustiça, mentira, fofoca, relacionamento impróprio, propostas indecentes, coisas ilícitas e etc), Jó era temente a Deus.
Algumas coisas/atitudes Deus deixa pra nós fazermos (exemplo: parar de fumar, pecar, mentir e etc.). Ele tem poder para fazer você abandonar isso, porém ele quer que você tome a decisão de abandonar tais coisas.
Gênesis 4.7 (Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar), nos ensina a desviar do mal, pois a MINHA vontade por mais que seja legal, bonitinha e tal, é perigosa.
A minha vontade é perigosa se ela não passa pela de Deus. E para vencer a carne, somente através da palavra.
Deus tem o melhor para você, portanto, siga a vontade de Deus para a sua vida. Este ano de 2016.

Pr. Francisco Cícero Miranda (Presidente da Assembleia de Deus em Mossoró e Região)

INCOMODADOS POR DEUS*

“Então, todos agarraram Sóstenes, o principal da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas” (At 10:9-16)

Bill Hybels, pastor presidente da “Willow Creek Community Church”, escreveu em seu livro “Descontentamento Santo” como Moisés ficou incomodado quando este viu seus irmãos israelitas escravizados e oprimidos pelos egípcios. E foi este descontentamento gerado por Deus em seu coração que fez Moisés se dispor a Deus e ser usado por Ele para libertar Israel.
Você já percebeu que a construção de uma visão é precedida por uma situação que gera um sentimento de inconformismo? Ou seja, uma visão é a tradução de uma resposta clara e objetiva diante dos cenários que entendemos que precisam mudar. A visão é o quadro mental de uma organização ou pessoa a respeito do futuro desejado em ser alcançado. Isto se aplica a igreja local, ao seu perfil profissional, a sua vida familiar, na relação com Deus; em todas estas facetas de nossa vida, estamos seguindo uma visão. O que tem tocado seu coração de líder ultimamente? Que necessidade esta latente diante de você lhe trazendo uma indignação? O que você presencia em suas relações, projetos e ações que a verdade tem faltado, a justiça não tem sido aplicada, o amor não tem sido vivido? Quem ou o que, representa o hebreu sendo espancado pelo egípcio em sua frente? O que você tem feito a respeito disto?
Quando o Espírito Santo gera em nosso coração um inconformismo santo e uma indignação santa, é Deus querendo falar conosco; e Ele faz isso a fim de nos arrebatar da mediocridade e da mesmice comodista. Lutamos contra a mediocridade e a vencemos e vencemos quando ouvimos a voz de Deus em nosso coração. Somente quando somos incomodados por Deus e atendemos a esse incômodo divino é que o Senhor irá suprir as necessidades tanto da igreja quanto as da comunidade onde vivemos, quer as que já estão presentes ao nosso redor quer as que ainda aparecerão. Se os irmãos da sua congregação não querem evangelizar, não querem o ensino da Palavra, não querem orar, mas só querem saber de ir atrás de cantores e pregadores famosos, vivendo uma superficialidade cristã, formatada no entretenimento em detrimento da relação genuína de intimidade com Deus; se isto tem lhe incomodado, comece a perceber nisto a oportunidade para agir na contra mão desta tendência, peça ao Espírito Santo que gere em seu coração qual o propósito Dele para você e para sua congregação nesta situação. E, naquilo que Ele te tocar, seja na oração, na palavra, na ação social, no evangelismo, etc., Deus vai te elevar a um novo nível de fé e, por seu intermédio, elevará também a sua congregação ou a área em que você exerce uma liderança. Deus incomoda nossos corações para atender as necessidades presentes ao nosso redor.
Não penso que a identificação das necessidades existentes devem nos transformar em “lamentadores” ou “murmuradores” e sim em agentes de transformação. Creio que no ambiente propositivo é gerado a construção das ideias e projetos transformadores. É assim que Deus levanta Sansão, Davi, Débora, Estevão, Paulo e outros servos d´Ele, que em meio a situações criticas, difíceis, desafiadoras, foram usados por Deus para impactarem suas realidades.
Deus não nos chamou para ficarmos no banco de reserva, mas para atuarmos como titulares no campo de jogo. Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14:12-14). Para isso, só precisamos nos colocar em Suas mãos e deixar que Ele nos use conforme Sua vontade.
Os incômodos gerados pelo Espírito Santo de Deus sempre irão nos comprometer com uma Missão, um serviço, um ministério.
Ouça a voz de Deus. Lidere onde estiver!

* Trechos do livro: Ameaça da Mediocridade, Wendell Miranda

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação e Diretor do Departamento de Evangelismo da AD em Mossoró)

UM ESPOSO APROVADO

Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes (Tt 1.6).

Muitas são as características que moldam a vida de um esposo aprovado. A perfeição não é mencionada, porém, recomenda ser irrepreensível porque assim procedendo ele se aproxima da perfeição. Irrepreensível é você poder olhar no espelho da vida, e não diagnosticar nenhum sintoma de culpa, e saber que as pessoas ao seu redor, especialmente de sua família, não encontram falhas em você, não tendo porque repreendê-lo. Isto implica manter uma conduta digna, possuir atitudes benignas e corretas, além de ter um caráter bem forjado. Casar-se com um homem de bom caráter, que sempre dá motivos para ser admirado, é o desejo maior de toda mulher.
Ser esposo de uma só mulher faz a grande diferença. A fidelidade assegura o sentimento de posse, tão necessário ao ser humano, criando uma unidade entre o casal e restabelecendo a confiança do compromisso assumido pelo outro no momento dos votos conjugais. Sua esposa espera que seus olhares e pensamentos sejam só dela – ela precisa, como você, de ter alguém pra chamar de seu. Eu sou do meu amado e meu amado é meu… (Ct 6.3). Assim sendo, não deixe que seus olhos busquem outras mulheres. Não elogie outras mulheres mais do que a sua; não deseje outros corpos a não ser o dela, não divida seu erotismo com outras pessoas. Seja, unicamente, da sua esposa, sem medo de pertencer a ela.
Ser vigilante implica na construção de pontes que nos separam da infidelidade conjugal. A grande maioria das traições começa sorrateiramente quase imperceptíveis. Muitos não percebem que passam a olhar mais para alguém, do que para seu cônjuge. Muitos gastam tempo demais em salas de bate-papo na internet. Afinal, se você é casado, sua postura deve ser diferente de quando solteiro: Evite lugares a sós com pessoas de sexo opostos, esquive-se de ambientes e conversas carregadas de erotismo, não deixe se envolver por situações libidinosas. Vigilância constante é a única forma que você tem para não se apaixonar por pessoas erradas, ou se prender a relacionamentos pecaminosos. O esposo aprovado tem prazer em ser sóbrio. Sobriedade é a arte de manter-se sobre controle. Ser sóbrio, portanto, é conseguir dominar seus desejos, sentimentos e pensamentos, agindo com coerência e racionalidade. A sobriedade lhe oferece condições de dominar crises de ira quando alguma coisa sair errado, afastar sentimentos mesquinhos e egoístas, e conservar um diálogo franco e aberto com a sua esposa e com seus filhos.
A honestidade é uma característica aprendida desde a infância. O esposo aprovado precisa ser exemplo de honestidade. Nossos filhos devem se espelhar no exemplo de honestidade de nós os pais. Você pode aprender com sua esposa, com amigos, ou até mesmo a partir de uma leitura da Bíblia e da própria vida; compre se puder pagar, prometa se quiser cumprir, e fale se puder provar o que diz. O esposo aprovado deve ser hospitaleiro. Há esposos que não sabem hospedar ninguém em seu coração. Não permite que sua esposa lhe seja íntima, e impede que seus filhos construam uma ponte de afeto através do toque e do diálogo. Muitas vezes erguem muralhas de indiferença, fazendo com que sua família o tema mais do que o ame. Hospede a sua mulher e seus filhos no seu coração, contribuam com educação e bom humor pra fazer do seu lar uma hospedaria agradável.
O esposo aprovado deve ser apto para ensinar. Ensine sua esposa, com paciência e amor, sobre o modo como você quer ser tratado por ela, seja na cama ou fora dela. Assuma a responsabilidade conjunta com sua esposa na criação dos seus filhos, e mostre a sua família quem é você, quais são seus defeitos e qualidades, de modo que aprendam a amá-lo e admira-lo. E lembre-se que sempre ensinaremos pelo nosso exemplo. O esposo aprovado não é viciado em vinho nem em bebida alcóolica. Quantos lares são destruídos pela bebida! A pessoa que bebe perde o autocontrole, a hombridade, a honra e a capacidade de governar sua casa. Poderíamos citar outros vícios como o uso errado e indisciplinado da internet, do fumo, do jogo, do sexo, e das drogas. Até porque, toda e qualquer forma de vício provoca um desgaste natural no casamento, fazendo com que o cônjuge e os filhos se tornem dependente do viciado, pois todo o cotidiano da casa precisa ser alterado e adaptado a ele. Seja livre e liberte o seu lar.
O esposo aprovado não pode deixar de ser moderado. Um homem moderado é apaziguador, do tipo que busca consenso e paz entre os que o cercam. É um esposo que obedece ao que diz Colossenses 3.19: vós maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas. É alguém que pensa antes de falar, que consegue ouvir os pontos de vista dos filhos antes de dar sua palavra final, e que se exercita para cada dia entender melhor a sua esposa. Infelizmente, muitos são os que crescem e continuam a manter o espírito de briga: gostam das discussões em família, jogam os filhos uns contra os outros, ou provocam as esposas com indiretas que as irritam ou magoam. É mais fácil culpar o outro pelo seu fracasso, ou dizer que o outro mereceu ouvir suas verdades.
O esposo aprovado não pode ser ganancioso. A ganância tem sido instrumento de destruição de muitos homens, embora não seja uma atribuição exclusivamente masculina. Quando um esposo torna-se obsessivo quanto a um cargo ministerial o sucesso profissional, por exemplo, ele geralmente esquece-se de suas funções como marido e pai, dedicando-se exclusivamente a conquistar mais dinheiro, fama ou reconhecimento. Além disso, na busca por ser e ter mais corre o risco de não mais apreciar o que se tem como o amor da esposa ou o carinho dos filhos. Portanto, sonhe e projete o melhor para você e sua família em todas as áreas, mas esteja sempre grato e feliz com o que você já conquistou sem invejar o próximo ou cobiçar o que é do outro. Indiscutivelmente o esposo aprovado geralmente é um bom governante de sua casa. A Bíblia diz que a mulher sábia edifica sua casa provérbios 14.1, mas afirma que cabe ao homem o governo da casa. Governar é administrar, é está no controle, é ter ciência das necessidades do lar e das carências dos membros da família. Não é possível governar a casa de Deus, se você não consegue administrar a sua própria casa e disciplinar os seus filhos. É no lar que exercitamos liderança, cumplicidade, amizade, disciplina e autoridade.
O orgulho corrói e despedaça a simplicidade do ser humano. Ser orgulhoso não caracteriza um esposo aprovado. Um esposo orgulhoso tem reservas em dividir suas tarefas com sua esposa, e se o faz não consegue dar créditos a ela pelas tarefas executadas. É um homem que não sabe liderar, que não permite que sua esposa lhe seja submissa, que ela esteja sob mesma missão dele, até porque não confia em ninguém para fazer o que, na sua interpretação de mundo, só ele faz bem. Anulam as potencialidades de sua mulher, diminuindo a sua autoestima, pois acreditam que só eles são perfeitos e sabem o que é certo. Sobrecarregam-se de projetos e ocupações, perdendo-se para estabelecer as reais prioridades de vida, e muitas vezes perdem o que mais amam que é a família. O bom testemunho gera heranças que não tem avaliação de valores. O homem deve marca a vida da sua família com gestos e boas atitudes. Lembre-se de que a sua imagem de homem, de marido e de pai é formada aos poucos, pois o título não garante a concretização da função. Há pais que não são paternos, há esposos que não sabem ser marido, há machos que não nunca aprenderam a serem homens. Atue como pai para ser pai. Tenha atitudes maritais para ser reconhecido como marido. Ter uma consciência pura leva o esposo aprovado a deleitar-se na tranquilidade e na harmonia da vida. Podemos enganar outras pessoas, negar nossos sentimentos, e até mesmo parecer o que não somos. O que não podemos é mentir para nossa consciência. Finalmente, o Apóstolo Paulo nos aconselha em Filipenses 4.8: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Lembre-se que ser esposo é mais do que ser amigo, e ser amigo é mais do que ser esposo.

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM )

GALARDÃO

A salvação é provida por Deus é gratuita, não vem por meio de méritos humanos, para que ninguém se glorie (Ef. 2.8,9). Mas isso não quer dizer que aqueles que serão salvos não receberão de Deus o reconhecimento pelo trabalho realizado. A recompensa do Senhor, para aqueles que labutam no Seu reino, é comumente traduzida para o português como “galardão”. No hebraico do Antigo Testamento existem várias palavras para se referir à recompensa de Yahweh para o Seu povo. Uma delas é sakhar, com o significado de pagamento, geralmente por um serviço bem feito (II Cr. 15.7). Os próprios filhos, em Sl. 127.3, são considerados sakhar do Senhor.
Uma dos verbos hebraicos mais recorrentes no texto bíblico, com o sentido de recompensar, ou mesmo trazer paz, é shalam. Esse verbo tem uma conotação positiva, associado à benção de Deus, que resulta em prosperidade (Rt. 2.12). Ainda na dimensão humana, shalam tem a ver com a possibilidade humana de recompensar o mal com o bem (Sl. 32.12). Mas também apresenta uma conotação negativa, quando diz respeito ao juízo de Deus sobre aqueles que desobedecem Sua Palavra, e se entregam à prática do pecado (Dt. 7.10). O pecador impenitente, que não se arrepende das suas transgressões, receberá o julgamento do Senhor.
Outro verbo hebraico, que tem a ver com recompensa, é gamal, também com conotações positivas e negativas. Através dessa palavra confirmamos o ensinamento escriturístico da reta recompensa divina, tanto para aqueles que praticam o bem (II Sm. 22.21), quanto para aqueles que fazem o mal (Jl. 3.4). O substantivo derivado desse verbo é gemul, e diz respeito à recompensa de Deus para os justos (Pv. 19.17) e para os ímpios (Sl. 28.4). O autor do Sl. 1 expressa de maneira poética a distinção que Deus faz entre o caminho dos justos e dos ímpios. Aqueles que seguem as veredas do Senhor colherão os frutos da sua bondade, mas aqueles que trilham o caminho da desobediência serão destruídos.
O ensinamento da recompensa divina é recorrente também no Novo Testamento. Em Mt. 16.27 Jesus alerta que o Filho do Homem virá para recompensar as pessoas, de acordo com suas obras. O substantivo grego misthos denota compensação, seja ela adquirida, ou por meio de méritos. Em alguns casos essa palavra tem a ver com o pagamento recebido por um trabalho bem feito (I Tm. 5.18; Tg. 5.4). Nos textos paulinos esse termo passa a ter um significado mais teológico, principalmente no que tange à doutrina da salvação. Para Paulo, a justiça divina não é obtida por meio das obras (Rm. 4.4,5). Ninguém pode se justificar diante de Deus por meio dos méritos próprios.
O Senhor Jesus também promete galardão aqueles que enfrentam perseguições por causa do Seu nome (Mt. 5.12). Essa recompensa se aplica àqueles que permanecem fieis no serviço a Cristo, a eles está destinado uma misthos eterno (Mt. 20.8; Jo. 4.36; II Jo. 8). O galardão do Senhor deve servir de motivação para que os crentes façam a obra do Senhor com dedicação. Mas é preciso ter cuidado para não transformar os prêmios terrenos em um fim em si mesmo. Há ainda o risco de trabalhar na terra apenas para impressionar outras pessoas, até mesmo as autoridades eclesiásticas. Quando isso acontece, tende-se a ofuscar o brilho do galardão celestial (Mt. 6.1-16; II Pe. 2.15).
Por isso, devemos nos precaver a esse respeito, cientes de que a intenção do nosso trabalho será avaliada, por ocasião do julgamento das obras, quando a igreja se encontrar com o Senhor nos ares (I Ts. 4.13-17). Somente as obras que estiverem fundamentadas em Cristo receberão o reconhecimento de Deus (I Co. 3.14,15). Existem muitos que estão fundamentando suas obras na autojustiça, tantos outros a fim de serem glorificados pelos homens, mas somente aqueles que trabalham para Deus receberão a eterna recompensa. Trabalhemos na seara do Senhor, e depois de fazermos tudo, assumamos que não fizemos mais do que deveríamos, e que não passamos de servos inúteis (Lc. 17.10).
O Senhor, em tempo oportuno, avaliará a motivação do nosso trabalho. E Ele, com reta justiça, reconhecerá que o trabalho feito com esmero não foi vão (I Co. 15.58). A esse respeito nos admoesta o autor da Epístola aos Hebreus: “porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto serviste aos santos, e ainda os servis” (Hb. 6.10).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

AMABILIDADE E BONDADE

Amabilidade e bondade são as palavras usadas na versão NVI para traduzir os vocábulos gregos “chrestotes” e “agathosune”, respectivamente, os quais aparecem no texto original grego de Gl 5.22 como dois aspectos do fruto do Espírito. Outras versões preferem traduzir “chrestotes” por benignidade (ARC, ARA, AS21) ou por delicadeza (NTLH). Apesar de “chrestotes” e “agathosune” apresentarem significados semelhantes, Paulo as apresenta em Gl 5.22 com significados distintos.
Como uma faceta do fruto do Espírito, “chrestotes” indica amabilidade, afetuosidade, gentileza, delicadeza, suavidade, cortesia, brandura, carinho, meiguice, ternura e doçura no trato com as pessoas. Por meio da “chrestotes” o crente tem uma pré-disposição para ser agradável e para demonstrar sensibilidade, finura e educação no relacionamento com as pessoas. A pessoa que ama o próximo como a si mesmo (Mc 12.31) necessariamente deve evidenciar essa qualidade na sua vida.
No Novo Testamento Grego a palavra “chrestotes” ocorre dez vezes (Rm 2.4; 3.12; 11.22; 2 Co 6.6; Gl 5.22; Ef 2.7; Cl 3.12 e Tt 3.4), sendo que só em Rm 11.22 ela ocorre três vezes. Em primeiro lugar, devemos entender que Deus é rico em “chrestotes” (Rm 2.4) e nos trata com “chrestotes”, ou seja, com amabilidade ou benignidade (Rm 11.22; Ef 2.7; Tt 3.4).
Longe de Deus, o ser humano pecador não pratica bem nenhum. Apóstolo Paulo afirmou: “…não há ninguém que faça o bem (gr. “chrestotes”), não há nem um sequer” (Rm 3.12). Porém, quando a pessoa aceita a Jesus como salvador, ela começa a evidenciar amabilidade (gr. “chrestotes”) no seu relacionamento com os outros, evidenciando uma das virtudes do fruto do Espírito (Gl 5.22). A Bíblia ordena a todos nós: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade (gr. “chrestotes”), humildade, mansidão, longanimidade” (Cl 3.12).
A amabilidade é uma virtude que se manifesta no relacionamento do cristão com outras pessoas. Enquanto a pessoa carnal se relaciona com os outros praticando obras da carne, tais como ciúme, invejas, ambições egoístas, contendas de palavras, inimizades, iras e dissensões (Gl 5.20-21), o crente deve evidenciar em seus relacionamentos a amabilidade e a pré-disposição para ser benigno e fazer o bem ao próximo.
Apóstolo Paulo evidenciava gentileza em seus relacionamentos, a ponto dele se apresentar aos Coríntios como exemplo de amabilidade: “Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade (gr. “chrestotes”), no Espírito Santo, no amor não fingido” (2 Co 6.4,6).
O substantivo grego “agathosune” ocorre apenas quatro vezes na Bíblia (Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9; 2 Ts 1.11). Como uma das virtudes do fruto do Espírito (Gl 5.22), “agathosune” significa bondade, beneficência, benevolência e generosidade no servir aos outros. A pessoa bondosa sempre manifesta boa vontade para com os outros e possui o hábito de fazer o bem. Bondade denota filantropia, serviço ou ministério em favor do próximo. Também significa um espírito de generosidade colocado em prática, concernente ao serviço altruísta e abnegado. Bondade é o resultado natural da gentileza, é a amabilidade em ação, é a manifestação da ternura, compaixão e brandura no sentido de fazer alguma boa ação em favor do próximo.
A Bíblia dá testemunho de pessoas bondosas. Jó praticava muitos atos de bondade em favor dos necessitados (Jó 29.15-17; 31.32). Davi praticou bondade altruísta e abnegada em favor de Mefibosete (2 Sm 9.1-7). O bom samaritano demonstrou amor ao próximo e praticou muita bondade para com um desconhecido (Lc 10.25-37). Os evangelhos revelam que a característica mais evidente de Jesus era a bondade como manifestação de amor ao próximo (Mt 4.23-24; 14.13-21; 15.32; Lc 4.18). Pedro disse que Jesus “…andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo…” (At 10.38).
Uma vez que o crente salvo é participante da natureza divina (2 Pe 1.4), ele naturalmente vai produzir a bondade (gr. “agathosune”) como uma virtude do fruto do Espírito (Gl 5.22). Paulo tinha certeza que os irmãos de Roma estavam cheios de bondade (Rm 15.14). Aos Efésios ele afirmou: “porque o fruto do Espírito está em toda bondade (gr. “agathosune”), e justiça, e verdade” (Ef 5.9).
O mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19) e os pecados sociais ou de relacionamentos (Gl 5.20-21) se avolumam, em flagrante transgressão ao mandamento de amar o próximo como a si mesmo (Mc 12.31). Ao cristão verdadeiro, cumpre o dever de praticar a amabilidade e a bondade como evidências desse amor (Jo 13.34-35).

Ev. Fábio Henrique (1º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD e do CETADEM).

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