UMA NAÇÃO PRECISANDO DE ORAÇÃO

A oração é uma prioridade em sua vida diária, ou não? Não importa como você se aproxima da oração, não há momento como o atual para apresentar nossa nação ao Senhor.
Como nação, temos nos afastado de Deus, há descumprimento generalizado de obedecer a Seus mandamentos ou viver de acordo com os princípios bíblicos. É apenas coincidência que nossa nação sofre? Ou que, espiritualmente, estamos diante de um dos momentos mais difíceis? Independentemente do que causou a nossa condição nacional, os cidadãos cristãos devem se importar o suficiente pelo seu país para clamar a Deus em seu favor.
O estado da nossa nação é uma evidência de que precisamos orar por intervenção divina. Corrupção, violência, imoralidade bem como a desagregação das famílias são apenas alguns problemas que o nosso país enfrenta neste momento.
As advertências bíblicas também devem motivar-nos a orar. Às vezes Deus envia a adversidade para obter a atenção de seu povo (2 Crônicas 7:22). O Brasil tem tido abundância material e espiritual, como resultado do favor de Deus sobre nós. Mas não há dúvida de que, como um todo, a nossa nação se rebelou contra o Senhor e se recusa a viver de acordo com seus padrões.
Embora tenha sido originalmente escrito para a nação de Israel, 2 Crônicas apresenta um princípio bíblico que perdura por todo o tempo e todas as situações (Gálatas 6:7; Mateus 7:26-27). Se Deus permitiu as adversidades chegar a Israel, Seu povo escolhido por causa de seu pecado e idolatria, por que pouparia o Brasil?
O texto de 2 Crônicas 7.14 no contexto original se refere a Israel. Hoje, ele também inclui a igreja. Como filhos de Deus, temos o privilégio de se aproximar do Pai e pedir seus favores e a sua bênção.
Devemos reconhecer que dependemos totalmente do Senhor e precisamos dele para intervir na nossa situação (Jó 35:12; Provérbios 16:18).
Devemos interceder por todos os cidadãos do nosso país não apenas para as necessidades de nossas famílias, amigos e colegas de trabalho. Ore por avivamento, casamentos fortes, pais piedosos e honestos, líderes capazes e comprometidos.
Em circunstâncias difíceis como as de hoje, os crentes devem estar altamente motivados para clamar a Deus, confiante de que Ele deseja trabalhar a nossa favor (Salmo 34:17, 19).
Se queremos que as nossas orações sejam ouvidas, não devemos apenas confessar os nossos pecados, mas se arrepender deles também. Em outras palavras, devemos concordar com Deus que o que temos feito desagrada a Ele, e devemos afastar-se do mal.
A promessa dada pelo Senhor é tripla: o Senhor ouvirá o nosso clamor, perdoará os nossos pecados e sarará a nossa terra. Eu acredito que se as pessoas clamarem ao Senhor, Ele irá restaurar o nosso país e nos transformar em uma nação que honra o seu nome.
Você ama a nossa nação e a liberdade que desfrutamos? Então eu te desafio a se ajoelhar diante do Senhor e clamar a Ele em nome da nossa nação. Peça a Deus para enviar um grande despertar para avivar o Brasil. Se fizermos isso, Ele promete ouvir do céu e sarar a nossa terra (II Crônicas 7:17).

FONTE: opregadorfiel.com.br

DEUS TENHA MISERICÓRDIA DO BRASIL

O Brasil está mergulhado num lodaçal de pecados e necessita urgentemente ser limpo e, só Deus pode trazer bênçãos abundantes sobre esta nação.
Os pecados cometidos pelo povo brasileiro têm levado o país a um estado de pobreza, tanto material, como espiritual. Desde o seu descobrimento, temos visto e a própria história é testemunha da idolatria que aqui foi implantada pelos europeus, a feitiçaria dos nativos e as práticas ocultistas semeadas pelos africanos, afora o misticismos trazidos pelas religiões orientais que aqui tem chegado, tudo isso foi semeado no coração do nosso povo, tornando-se uma cultura de maldição.
Algumas igrejas evangélicas aqui chegaram no século XVI e em maior escala no século XIX, mas não conseguiram debelar esses fardos de pecados do nosso povo, em face das perseguições que foram enormes, até mesmo por parte das autoridades de então.
As igrejas pentecostais chegaram no início do século passado e, logo se estenderam por todo território nacional, causando um impacto enorme na vida do nosso povo. As neopentecostais surgidas na segunda metade do século passado, têm desvirtuado a mensagem evangélica cristocêntrica, com práticas místicas que, de certa forma tem causado prejuízo a fé do nosso povo.
Há na verdade, um outro evangelho sendo pregado, conforme diz o apóstolo Paulo na sua epístola aos coríntios: “Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais!” (II Co 11.4).
Enfim, há tantas igrejas e religiões que o nosso povo está embriagado com esse vinho religioso; como se não bastasse os irreligiosos ou incréus que blasfemam de Deus. E blasfemam de tal sorte que, roubam o dinheiro da nação para seus vis propósitos, deixando, não só o mal exemplo para o povo, mas levando-o a miséria, a fome e a morte pela falta de emprego, alimentação, saúde e moradia condignas.
Deus está irado com esses pecados grosseiros, muitos deles cometidos em nome do Criador que é bendito eternamente.
Creio que Deus tem uma igreja aqui no Brasil que não se dobra a esses pecados que ferem os Seus propósitos para os homens em todo tempo em todo lugar. Mas, diante desse quadro, nem tudo está perdido, vamos clamar ao Senhor para que a Sua ira seja aplacada e Ele tenha misericórdia do Brasil.
A idolatria, a feitiçaria, o esoterismo, a corrupção e a imoralidade têm grassado a nossa nação, é verdade, porém, há um Deus no Céu que é grande em misericórdia e benignidade que, se clamarmos a Ele, certamente nos ouvirá do céu e terá misericórdia do nosso povo. Pois, assim nos diz a Sua palavra; “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr 7.14).

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

DEUS, SARA A NOSSA TERRA!

O rei Salomão estava consagrando o templo de Jerusalém ao Senhor. Na festa de inauguração, a glória de Deus encheu o templo. O povo ao ver a gloriosa manifestação de Deus, prostrou-se e o adorou. Deus, então, apareceu a Salomão e fez-lhe uma promessa, dizendo que, em caso de crise e juízo sobre a nação, se o seu povo se voltasse para Ele, então seus pecados seriam perdoados e sua terra seria curada. (2Cr 7.14). Quatro verdades devem ser destacadas à luz desse texto:

1. EM TEMPOS DE CRISE, O POVO DE DEUS DEVE SE HUMILHAR PERANTE A FACE DO SENHOR (2Cr 7.14)
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar…”. Na mesma medida que a obediência produz bênçãos, a desobediência atrai maldição. Quando a nação vira as costas para Deus, rejeitando sua lei, escarnecendo de sua palavra, entregando-se à toda sorte de aberrações morais, promovendo o mal e refreando o bem, o juízo divino torna-se inevitável. A humilhação ante a poderosa mão de Deus é o caminho da restauração. Enquanto o povo endurecer sua cerviz, sofrerá as consequências irremediáveis de sua desobediência. O juízo deve começar pela casa de Deus. Por isso, só uma igreja quebrantada pode chamar a nação ao arrependimento. Só quando a igreja se humilha é que Deus visita a terra com cura.

2. EM TEMPOS DE CRISE, O POVO DE DEUS DEVE ORAR COM FERVOR (2Cr 7.14).
“Se o meu povo, que se chama pelo nome […] orar, e me buscar…”. O pecado produz sofrimento para a nação, mas a oração abre o caminho da restauração. Quando a igreja se prostra para orar, Deus restaura a nação. Quando a igreja ora, o braço de Deus se move para restaurar o povo. A oração é a maior arma da igreja, pois Deus age por intermédio da oração. A oração é revolucionária, pois orar é conectar o altar ao trono, é unir a fraqueza humana à onipotência divina. Quando a igreja se prostra em oração diante de Deus para buscar sua face, o caminho da restauração e do avivamento é aberto.

3. EM TEMPOS DE CRISE, O POVO DE DEUS DEVE ABANDONAR SEUS MAUS CAMINHOS (2Cr 7.14)
“Se o meu povo […] se converter dos seus maus caminhos…”. Os pecados do povo de Deus são mais graves do que os pecados das demais pessoas. Isso, porque, o povo de Deus peca contra um maior conhecimento. O povo de Deus denuncia o pecado em público e, não poucas vezes, o pratica em secreto. Quando um cristão cai, sua queda torna-se pedra de tropeço para os incrédulos. O caminho da restauração passa pela confissão e pelo abandono do pecado. Uma igreja mundana e secularizada é sal que perdeu o sabor. É luz debaixo do alqueire. Seu testemunho é ineficaz, sua voz é confusa e sua influência é pífia. O povo de Deus é convocado pelo próprio Deus a se converter de seus maus caminhos. Quando isso acontece, então sua cura brota sem detença e a nação toda é abençoada.

4. EM TEMPOS DE CRISE, QUANDO O POVO DE DEUS SE VOLTA PARA DEUS, ELE SE VOLTA PARA SEU POVO PARA SARAR A NAÇÃO (2Cr 7.15)
“… então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”. O povo de Deus precisa passar pela porta do arrependimento para ser perdoado e curado. Nosso país está doente e caído pelos seus pecados. Desde o palácio às choupanas, desde o parlamento às cortes, desde a igreja às famílias, desde à indústria ao comércio, desde as salas das escolas às ruas, nossa nação tem multiplicado seus pecados contra Deus. O descalabro moral que feriu com golpes profundos nossa classe política e importantes setores da sociedade é consequência desse descaso com as coisas de Deus. A solução para o Brasil não está apenas nas decisões de nossas cortes nem apenas no escrutínio do voto popular. A solução para o Brasil está em Deus. Se nos voltarmos para Deus em arrependimento, ele se voltará para nós em graça e misericórdia!

FONTE: hernandesdiaslopes.com.br

LIDERE ONDE ESTIVER – PERCEPÇÃO E RESPONSABILIDADE

Um líder precisa ter afinidade com estas palavras

Estamos constantemente incentivando a você desenvolver suas habilidades em liderança, bem como fundamentando conceitos de fortalecimento da mesma. Por isto resolvi abordar duas palavras fortes na construção de uma boa liderança. A percepção é a primeira. A forma como você absorve e interpreta os diversos acontecimentos a seu redor é chamada de percepção. Um bom líder está atendo e interpreta de forma saudável e coerente os acontecimentos ao seu redor e reage de forma construtiva a cada situação posta. Para que isto aconteça devemos exercitar uma visão tridimensional dos relacionamentos que temos em nossa liderança; entendendo que isto faz parte da nossa visão sobre nos mesmos e os outros. Ou seja: Como você se vê? Como você vê os outros? Como os outros lhe veem?. O conjunto de respostas produz um conceito (às vezes, vários conceitos) que guiará nossa forma de conduta na relação com as pessoas que lideramos todos os dias. Sua perspectiva ao entrar em um relacionamento irá impactar muito como aquele relacionamento se mostra. Por exemplo, mostre-me uma pessoa que se vê negativamente, e eu lhe mostrarei uma pessoa que vê outros de uma forma negativa. Nós agimos como nós nos vemos. Na realidade, é impossível desempenhar  constantemente um padrão de comportamento que seja incoerente com a forma que nós nos vemos. As pessoas que gostam de si mesmas, tendem a gostar dos outros também. Aqueles que desconfiam de si mesmo, também tendem a desconfiar dos outros também. Refletimos muito em nossos relacionamentos as “bondades” e “mazelas” que estão dentro de cada um de nós. Elas funcionam como filtros e afetam diretamente nossa percepção das coisas ao nosso redor. O que está dentro de nós contamina o que vemos e como interpretamos o que vemos tem o poder de fazer o mesmo. Jesus nos disse que “amássemos nosso próximo como a nós mesmos” (Mateus 22:39). Somos propensos a amar os outros na mesma proporção que nos amamos. Infelizmente, nem sempre nós vemos nossa perspectiva torcida, e culpamos os outros pelos sentimentos negativos que nós temos de nós mesmos. Jesus fez uma boa pergunta quando Ele disse: “E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3)? Bem, tudo isto gera um caminho de reflexão de mão dupla. Na mesma medida que devo pensar “no que estou vendo?” (percepção), devo pensar “quais tem sido minhas atitudes?”. Isto me leva a próxima palavra: Responsabilidade. Romanos 12:18 nos diz: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.” Uma paráfrase desta passagem poderia ser: Faça o melhor que você pode para se dar bem com todo o mundo. Mas perceba que de vez em quando você terá um relacionamento com uma pessoa difícil que pode sair do ideal. A chave é tomar uma decisão de responder bem. Relacionamentos bem sucedidos assumem suas RESPONSABILIDADES. Relacionamento é a trilha da liderança. Vamos ter que sempre andar nela; então precisamos desenvolver relacionamentos sadios em nossa liderança e isto requer que tenhamos compromisso com o ministério que estamos desempenhando. O que esta em sua mão para fazer? Faço-o. O que depende de você? Faço-o. O que você não fez ainda, mas pode fazer? Faço-o. Assuma. Não transfira, nem jogue para os outros, não acuse, nem crie desculpas e justificativas; entenda, sua liderança passa pela avaliação de responsabilidade. Nesta linha de pensamento você deve saber que é responsável pela forma como trata os outros, independente de como os outros lhe tratam. Você deve agir intencionalmente e não reativamente, para que não fique sujeito a um comportamento inadequado a missão que lhe foi dada. Deve se ver e ver aos outros da forma que Deus vê. Esta é sua fortaleza e alimento para agir de forma correta. Saiba que Deus esta pronto para nos ajudar em nossa limitações; Ele não rejeita o quebrantado e humilde de coração; o que tiver faltando para termos um bom equilíbrio em nossa percepção e responsabilidade, peça a Deus e faça sua parte. Lidere onde estiver. Até o próximo encontro, em nome de Jesus.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

INFERNO

O ensinamento bíblico a respeito do inferno é um dos menos populares, e cada vez menos se tem dado atenção a essa doutrina. Mas as passagens escriturísticas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, são abundantes em relação a essa verdade. Reconhecemos que na Antiga Aliança os termos referentes ao inferno são bastante escassos, e em alguns casos, a tradução da palavra inferno seria simplesmente sepultura, cuja palavra é sheol em hebraico. No entanto, existem passagens suficientes para defender a existência do inferno, mesmo no Antigo Testamento.

O termo hebraico hinnon é encontrado em dez ocasiões, se referindo também a um vale rochoso, localizado na banda sudeste de Jerusalém, também denominada de “colina dos maus conselhos”. Ele é mencionado pela primeira vez em Js. 15.8 e 18.16, apenas com enfoque geográfico, sem que haja qualquer menção ao seu significado. Essa mesma região, em II Rs. 23.10, é mencionada como o lugar no qual os israelitas dados ao paganismo sacrificavam seus filhos ao deus amonita Moloque. Essa era uma prática bastante comum durante o reinado de Manassés (II Rs. 21.6) e Acabe (II Cr. 28.3).

O profeta Isaias também faz referência a esse lugar, mas com uma conotação relacionada ao significado do inferno no Novo Testamento (Is. 30.33). Para ele, essa localização é uma representação do fogo ardente, associado ao local no qual Deus executará julgamento sobre os ímpios. A palavra equivalente no grego neotestamentário é geena, que inicialmente era o mesmo local no qual o entulho proveniente de Jerusalém era queimado. Semelhantemente a doutrina da ressurreição no Antigo Testamento, a do inferno também foi ampliada na revelação do Novo Testamento.

A palavra mais comum é hades, associada a um lugar de castigo após a morte. Essa palavra se encontra apenas em Mateus, Lucas, Atos e Apocalipse, ainda que a ideia seja encontrada em outras passagens, como I Pe. 3.19 e 4.6. Esse é um lugar de prisão com portões dos quais Cristo detém as chaves (Mt. 16.18; Lc. 16.23; At. 2.27, 31; Ap. 1.18). O hades, para o autor do Apocalipse, é também o lugar no qual se encontram alguns que ressuscitarão por último, para condenação (Ap. 20.13,14). A palavra geena, mencionada anteriormente, também alude a esse mesmo lugar.
Geena, não mais assumida como o lugar literal próximo a Jerusalém, é o abismo no qual serão lançados aqueles que foram julgados por Deus (Mt. 5.22-30; Mc. 9.43; Lc. 12.5). De algum modo é o lago de fogo do qual trata o autor do Apocalipse. Mas de algum modo poderemos diferenciar o hades de geena, considerando que aquele será colocado, no final do julgamento, juntamente com Satanás e a morte, dentro do abismo, que é o geena (Ap. 19.20; 20.10-15). Nesse sentido, podemos assumir que o geena é mais amplo, e absorverá o hades, ou seja, todos aqueles que lá habitam, distanciados de Deus.

Em suma, de acordo com os ensinamentos do Novo Testamento, o hinnon/hades/geena é um lugar de densas trevas (Jd. 13) e destruição (II Pe. 3.16), no qual o fogo arde continuamente (Ap. 19.20). Por isso Jesus não fugiu desse assunto, antes advertiu as pessoas para que não seguissem esse caminho (Mt. 5.29). Paulo destaca que um dos objetivos de Jesus foi justamente o de salvar as pessoas desse trajeto de condenação (II Tm. 1.10). Como o Apóstolo, devemos também alertar quanto a essa verdade, ainda que seja bastante impopular. Aqueles que decidem ir para o hinnon/hades/geena optam por viver eternamente longe de Deus.
A essas, como bem destacou C. S. Lewis, Deus concedeu aquilo que elas mesmas desejaram, uma vida desprovida de misericórdia, e sem possibilidade de esperança.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

FIDELIDADE

De acordo com Gálatas 5.22 o vocábulo grego “pistis” é uma das virtudes do fruto do Espírito, o qual é traduzido por “fé” na versão ARC, ou mais corretamente por “fidelidade” nas demais versões da Bíblia em português. O vocábulo “pistis” ocorre 36 vezes no Novo Testamento Grego, sendo que na Epístola aos Gálatas ele ocorre apenas duas vezes: em Gl 5.6 com o significado de fé, e em Gl 5.22 com o significado de fidelidade. Os cognatos de “pistis” ocorrem 207 vezes, sendo 55 ocorrências para “pistin”, 58 para “pistei” e 94 para “pisteōs”.

Na Bíblia, o substantivo feminino grego “pistis” tanto pode significar “fé” (significado mais comum), como pode significar “fidelidade” ou “lealdade” (significado menos comum). Nesse caso, o contexto é quem vai determinar qual a melhor tradução. Como o fruto do Espírito é produzido somente por pessoas que já tiveram a fé para salvação (At 16.30-31; Rm 10.17; Ef 2.8-9; Rm 8.1-2,5-9; Gl 5.22-25), acreditamos que a melhor tradução para “pistis” em Gl 5.22 é “fidelidade”.

A fidelidade ou lealdade é a qualidade de quem é fiel ou leal. No grego bíblico, o adjetivo “pistos” se refere a alguém que é verdadeiro, fiel, digno de confiança e que se mantém firme na fé com a qual se comprometeu, mesmo que outros a tenham abandonado. Fidelidade é o oposto de apostasia, assim como fíel é o antônimo de apóstata. A fidelidade também se refere à constância, firmeza de ânimo, perseverança e observância rigorosa da verdade. A pessoa fiel ou leal é uma pessoa digna de fé ou de confiança, porque ela cumpre com os seus compromissos.

No Antigo Testamento, as palavras hebraicas “’emeth”, “’emuwnah” e “’emunah”, são traduzidas geralmente por “fidelidade” ou “lealdade”, com o sentido de firmeza, fidelidade, estabilidade e verdade. A fidelidade de Deus é grande (Lm 3.23; Sl 108.4) e estende-se de geração a geração (Sl 119.90). O nosso Deus é o Deus fiel (Dt 7.9; 1 Co 1.9; 10.13; 2 Co 1.18; 1 Ts 5.24; 2 Ts 3.3; Hb 10.23; 1 Jo 1.9). Paulo disse que “se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.13). Assim como o Pai é fiel, as Escrituras também declaram Jesus é fiel e verdadeiro (Ap 3.14; 19.11).

O salmista declarou que “…Já não há quem seja fiel; já não se confia em ninguém entre os homens” (Sl 12.1 – NVI) e o rei Salomão disse: “Cada qual entre os homens apregoa a sua bondade; mas o homem fiel, quem o achará? (Pv 20.6). Todavia, Deus procura os fiéis da terra (Sl 101.6). O servo do Senhor deve andar com temor, fidelidade e inteireza de coração (2 Cr 19.9), pois “…o justo viverá pela sua fidelidade” (Hc 2.4 – NVI). Neste versículo, a palavra “fidelidade” é a melhor tradução para a palavra hebraica “’emuwnah”, ao invés da palavra “fé” que é usada em outras versões.

Quem deve ser fiel ou viver em fidelidade? Todo crente salvo (Hc 2.4; Gl 5.22; 1 Tm 4.10), os membros das igrejas locais (Ef 1.1; Cl 1.2), os empregados que servem aos seus patrões (Tt 2.9-10), os mordomos ou administradores dos bens alheios (Mt 24.45; Lc 12.42), as autoridades públicas (Dn 6.4), os filhos dos pastores (Tt 1.6), todos obreiros que receberam talentos do Senhor (Mt 25.21,23), as diaconisas das igrejas (1 Tm 3.11), os tesoureiros que administram os dízimos da Casa do Senhor (Ne 13.13), os líderes encarregados pelas reformas e construções dos templos das igrejas (2 Rs 12.15; 22.7), os sacerdotes (1 Sm 2.35; Hb 2.17) e os ministros de Cristo (Ef 6.21; Cl 1.7; 4.7; 1 Tm 1.12).
O crente deve ser fiel a Deus independentemente da circunstância, até mesmo sob perseguição e risco de vida (Ap 2.10,13). Como cristãos temos que ser exemplo para os fiéis (1 Ts 1.7), ao mesmo tempo em que devemos seguir o padrão dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (1 Tm 4.12). Como ministros de Cristo os pastores e mestres das igrejas devem ser fiéis à sã doutrina, tanto no sentido de preserva-la e obedecê-la, como para ensinarem aos outros (1 Co 4.1-2; 1 Tm 6.20; 2 Tm 1.12-14; 2.2).

A fidelidade do crente a Deus não implica apenas em responsabilidade, mas também em bem-aventurança e recompensa (Mt 24.46). O fiel ouvirá do Senhor as seguintes palavras: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21,23). À igreja de Esmirna Jesus prometeu: “…Sejam fiéis, mesmo que tenham de morrer; e, como prêmio da vitória, eu lhes darei a vida” (Ap 2.10b – NTLH).

Ev. Fábio Henrique (1º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD e do CETADEM).

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