A VOZ QUE ECOA NOS TEMPOS

Diz a Bíblia: “Fugi, salvai a vossa vida; sede como a tamargueira no deserto” Jr 48: 6. O juízo de Deus estava sendo apregoado sob várias cidades que seriam desoladas, transformadas em lugar deserto. Por causa da maldade do povo, da dureza do coração e da incredulidade. O versículo prossegue: “Fugi…. Por causa da confiança nas tuas obras, e nos teus tesouros, também tu serás tomada” Jr 48.7.

Sobre a Tamargueira

A tamargueira é uma planta de desenvolvimento lento, de lenho macio que cresce como arbusto ou árvore de pequeno porte em solos onde há água perto da superfície. A árvore é completa de sulcos das regiões desérticas, com folhas extremamente pequenas em feitio de escamas.

O botânico e pesquisador, o alemão G. Ehrenberg garante que o maná não era outra coisa senão uma secreção das árvores e arbustos da Tamargueira (espécie Tamarix Mannifera).

Conforme ele, quando as árvores nativas são picadas pelo cochonilha, (um inseto encontrado no Sinai), elas produzem uma secreção resinosa especial, que seria o maná bíblico. Ainda hoje esta resina, de gosto insípido, é encontrada em abundância na península do Sinai, deserto da Arábia e proximidades do Mar morto.

Todavia, é importante salientar que sendo assim, o milagre do maná foi maior, pois a época era impossível que o mesmo lançasse algum tipo de excreção, devido ao aumento da temperatura e a diminuição dos insetos que incitam o desenvolvimento da secreção.

Em muitas áreas onde os cursos de água são pequenos ou intermitentes, a tamareira domina a região, sendo capaz de limitar severamente a água disponível, ou até secar uma fonte de água.

A tamargueira abrolha um tipo de tâmara, que ao receber a luz solar e a transforma-se em massa, o que é um bom alimento para que caminha pelo deserto. Quanto mais sol ela recebe, mais abre os seus pendões. Ela abre os pendões e cresce ereta (para o alto). Outra árvore qualquer morre no deserto, mas a tamargueira não, ela vive e produz suas tâmaras. É altamente resistente, ao ser queimada, não leva muito tempo para que surjam novos brotos. Renovo como promessa de Deus.

“Os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro do Líbano; plantados na casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus. Mesmo na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes.” — Salmo 92:12-14

Silenciosamente a terra vem sussurrando os seus mistérios, e deste, ocorreu o brotamento da Árvore bíblica que retornou a germinar em Israel após 2 mil anos (Tamareira “Matusalém” germina na Terra Santa).

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2.14)

Segundo a tradição judaica, as mudas de tamareiras que brotaram na Terra Santa chegaram a Israel trazidas do Egito depois do Êxodo. No meio de as várias espécies, a mais comum em todas as província por séculos de fato tem uma genética que mostra uma relação mais próxima com a variedade egípcia da planta, conhecida como Hayany.

Até os tempos de Jesus, esse tipo específico de tamareira (Phoenix Dactylifera) era comum em todo o território do estado de Israel. Durante séculos foi um símbolo da região. Além de possuir propriedades medicinais, todas as suas partes podiam ser aproveitadas, especialmente seus nutritivos frutos.

Entanto, a história narra que ela ficou extinta por quase dois mil anos. Numa tentativa de abalar a economia local, os romanos cortaram todas as tamareiras da Judeia. O “milagre” aconteceu em 1973.

Durante uma viagem de exploração na Fortaleza de Massada, o arqueólogo israelense Ehud Netzer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, descobriu um pote cheio de sementes de tâmara. Ele procurou o arqueólogo botânico Mordechai Kislev, da Universidade Bar-Ilan, de Tel Aviv.

Kislev guardou as sementes num depósito por 31 anos, considerando que seria impossível elas voltarem a germinar depois de dois milênios. Contudo, em 2004, ele falou sobre as sementes com a doutora Elaine Solowey, diretora do Instituto de Estudos Ambientais Arava, no Kibbutz Ketura, localizado no extremo sul de Israel.
Ela é uma especialista em ervas medicinais em vias de extinção. Sentiu-se desfiada a fazer aquelas sementes brotarem.
De fato, em 2005, após uma série de procedimentos científicos avançados, a tamareira germinou. Logo foi apelidada de ‘Matusalém’, uma referência ao mais longevo personagem bíblico.
Como esse tipo de planta demora cerca de 10 anos para frutificar, em 2015, ela gerou novas sementes. Acabou se tornando “papai”, pois o pólen do macho produziu tâmaras em uma fêmea.
Testes comprovaram que as sementes de “Matusalém” tinham 2.000 anos de idade. Até 2012, manteve o recorde mundial de árvore nascida a partir da semente mais antiga. Contudo, perdeu o título após pesquisadores conseguiram germinar sementes com cerca de 32.000 anos.
A tamareira milenar chega a quatro metros de altura. Tem alguns ramos, flores, e seu pólen é bom. A explica mais lógica para essa comemoração no retorno da tamareira, é que as plantas medicinais desta região são muito importantes, pois são mencionadas na Bíblia”.

Quando contemplamos para fontes antigas e alguns escritos hebraicos, vemos que a tamareira era utilizada para diversos tipos de tratamento de doenças… assim compreendemos que ela não era usada apenas comida.

A TAMARGUEIRA OU TAMAREIRA E SUA RELAÇÃO PROFÉTICA COM OS CRISTÃOS

O tempo em que estamos no deserto é tempo de crescimento e desenvolvimento. Tempo de buscar água na fonte com toda a força da raiz. É tempo de viver do maná que é a Palavra de Deus e desse mesmo maná alimentar outros.

Tamargueira ou Tamareira é símbolo de refúgio. Porém, ela é amparada e alimentada por um Refúgio maior. Assim somos nós. Não nos desesperemos quando os inimigos se voltarem contra nós, mas fujamos para perto de Deus. Nossa vida não está firmada na força humana, mas na força e providência de Deus. A tamargueira tem alta capacidade de regeneração. Deus tem anseio por transformar situações, regenerar e nos garantir vitória: “Meus pensamentos sobre vós é de paz, para vos dar o bem que precisais” Jr 29:11. Que em tempos de desolação, sejamos nós como a tamargueira no deserto.

Portanto meus queridos e amados irmãos em Cristo, este tempo de Deus está para surgir no horizonte. E Dele, o Rei e Juiz dos mundos, ninguém pode se esconde nem fugir. Por isso devemos olhar para os fatos e acontecimentos como o ultimo que anuncia a volta do Rei.

Dc. Ricardo Alfredo (Bacharel em Teologia e Direito)

RELACIONAMENTOS QUE ENVOLVEM A FAMÍLIA

“Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos” Sl 128.1

Estamos atravessando um momento muito delicado quando se trata dos vários tipos de relacionamentos que envolvem a atenção da família. Isso porque em muitas famílias cada um parece buscar seus próprios interesses pessoais.
O Salmo 128 vem nos trazer direcionamentos de convivência da família abençoada por Deus, nos dando respostas para os relacionamentos familiares saudáveis. O salmista começa falando da Relação com Deus quando diz: v.1 “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor…”. A relação com Deus deve ser a primeira área do relacionamento familiar. No livro de Deuteronômio 6.1,2. Moisés começa dizendo ao povo de Israel: Temam o Senhor, nosso Deus, você, os seus filhos e os seus netos …v3, tudo correrá bem para vocês. Essas instruções continuam pertinentes às famílias contemporâneas.
Esse amor a Deus significa temê-lo acima de todas as coisas, meditar e obedecer ao que a sua palavra ensina. No v.5, o Senhor nos adverte que esse amar deve ser de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças. Os próprios pais e avós devem amar a Deus dessa forma e dar o exemplo a seus familiares. A família cristã precisa direcionar suas decisões de acordo com a vontade de Deus, através do aprendizado junto à palavra de Deus, e do cultivo de uma vida espiritual de oração.
Outra área citada pelo salmista, v.2 é o trabalho. “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Com a vida agitada que muitos levam em busca de ganhar muito dinheiro, acabam atropelando seu maior patrimônio a própria família. Deixando de participar dos melhores momentos da vida que é a construção de uma família, como não participar do crescimento dos filhos, deixar de usufruir seu cônjuge, apreciar a rotina de um lar, compartilhar momentos de dificuldades, sentir o cheiro da comida feita para a família, e outras ocasiões importantes. Pv.22.4 nos diz: “ Quem teme ao Senhor e é humilde consegue riqueza, prestigio e vida longa.
No v.3 temos a relação com a Casa, “ no interior de sua casa”. Nos grandes centros urbanos, a casa tem perdido o seu real valor. É nela que descansamos, nos alimentamos, temos nossa privacidade e as pessoas que amamos. No entanto, os familiares visitam suas casas, não tem tempo de estar em casa, e isso atrapalha a convivência e a intimidade.
No v.3ª, nos diz: “Tua esposa, será como a videira frutífera”. O homem e a mulher estão juntos em submissão. Efésios 5.25 “A mulher amando e respeitando seu marido e o homem amando sua mulher como Cristo amou a igreja”. Se isso acontece de o Homem amar sua mulher dessa maneira, com certeza qualquer mulher terá prazer em ser submissa. É preciso que ambos assumam sua função, compreendam suas expectativas mútuas e juntos possam viver uma vida de equilíbrio, sabedoria e satisfação. À felicidade do casal não é dever de apenas um dos cônjuges, e sim de ambos, em cada momento partilhado, seja na alegria ou na dor.
A relação com os filhos, v.3b diz: “teus filhos como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa”. É grande o número de filhos criados sem o pai ou a mãe. Muitos são os filhos criados por terceiros, sem a estrutura e o suporte que somente os pais conseguem dar. Por causa disso muitas crianças recebem uma educação cheia de falhas que irá causar prejuízos enormes na sua formação. Os filhos se sentem amados por seus pais, quando os mesmos mostram o seu papel, cumprem suas obrigações, e lhes transmitem confiança através dos ensinamentos básicos para a vida. Deut. 6.6 nos diz que devemos ensinar nossos filhos em casa, e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.
Esses são preceitos de Deus transmitidos para a família, para que permaneça unida mesmo diante dos problemas atuais que atravessa a sociedade que vivemos. É preciso encarar a situação familiar com coragem para mudar antes que seja tarde demais. Cuide bem de seu relacionamento familiar, pois ele não acontece sozinho.

Maria do Socorro G. Pereira (Esposa do Pr. Elumar Pereira – Diretor do Departamento da Família da AD Mossoró)

LIDERE ONDE ESTIVER: PARADA ESTRATÉGICA OU PARADA OBRIGATÓRIA?

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Timóteo 4:7 e 8)

Em nossa vida vocacional, pessoal ou profissional temos uma tendência inconsciente de realizarmos nossas tarefas e responsabilidades de forma ininterrupta, no piloto automático.

Vamos fazendo. Organizando, executando, desenvolvendo, atendendo, atuando, estudando, ou seja, uma série de atividades que geram, às vezes, bons resultados, outras vezes não tão bons, mas vamos levando.

Este tipo de comportamento é mais comum do que se imagina, ou até mesmo considerado normal.

A administração do nosso tempo sempre traz uma ideia de “urgente” e isto leva a aglomeração de muitas atividades, em alguns casos puro ativismo e reações sem pensar, analisar e ponderar.

Não é raro encontrarmos líderes sobrecarregados.
O pior é quando passamos achar “normal” esta super lotação “em nossa caçamba”, o que por sua vez leva a uma dormência mental limitando nossa criatividade e roubando nossa energia e disposição de avanços e melhorias, pois estamos “muito atarefados”.

Mas não é queridos a atitude certa de quem busca a excelência em sua liderança. Pode parecer que “é desse jeito mesmo”, mas não.

Líderes inteligentes e sábios fazem paradas estratégicas. Assim como em uma corrida de fórmula 1 se planeja voltas no circuito com paradas estratégicas chamadas de “Pit´s Stop”, todo que lidera deve incluir em suas ações o tempo de revisão, abastecimento, recomposição, auto avaliação, objetivando continuar bem a carreira que lhe é proposta.

O dinamismo do mundo moderno gera muitas facilidades e meios de comunicar, organizar e executar projetos e ações.

A razão de toda tecnologia e “modernidade” nos tempos atuais é permitir que o homem tenha mais tempo.
Entretanto muitos usamos este tempo adicional para se entupirem de mais e mais coisas gerando um aquecimento da “máquina humana”.

Queridos é preciso colocar em nossa agenda de atividades o tempo para pensar e avaliar. Este exercício é nossa parada estratégica.

Faça, produza, realize, avance, conquiste, mas faça suas paradas para continuar andando.
Esta atitude é sábia e te ajudará a continuar na missão que lhe foi confiada.

A dedicação é uma qualidade nobre que deve ser acompanhada de equilíbrio. É admissível que durante períodos curtos você possa estar “lotado”, com muita coisa ao mesmo tempo.

Mas, não é bom estar “lotado” o tempo todo, caso contrário acontecerá a parada obrigatória.

Nesta situação é o momento onde não existem mais condições de continuar porque a “corda rompeu”.

Ela rompe na sua saúde, na vida espiritual, no equilíbrio emocional, no bloqueio de sua inspiração e motivação, enfim, existem diferentes formas do que chamo de “Parada obrigatória” acontecer.

Ou seja, ou você para ou para, entendeu? Tenho sempre ouvido a voz de Deus nestas coisas. Nosso Senhor tem me alertado para gerar estes bolsões de ar para revigorar o fôlego, ponderar minhas escolhas, estar com o coração de aprendiz aberto e disposto para perceber o tempo certo para cada ação, reavaliar meu tempo e tudo que possa fazer para incluir ações intencionais de melhorias e reflexão.

Esta é a parada estratégica. É parar, para continuar. Não é parar para ficar parado, esgotado, frustrado ou sem nenhuma disposição para continuar.

Faça um curso, participe de um congresso ou seminário em sua área de atuação, viaje com a família, faça um churrasco com os amigos, se proponha a uma leitura de bons livros, fortaleça sua prática devocional, converse com pessoas mais experientes que você, construa hábitos saudáveis…

Existem mil formas de programar este momento avaliativo e de renovação, identifique uma que se enquadra no seu perfil e situação.

Por que não melhorar? Que tal não esperar topar, romper a corda? Que ações intencionais você pode começar hoje para promover as paradas estratégicas no exercício de sua liderança?

Vamos combater o bom combate, com toda entrega, devoção ao Senhor e a sabedoria para continuarmos firmes e constantes e sempre abundantes na missão que nos foi dada.

Deus abençoe a todos. Lidere onde estiver!

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

TUDO COOPERA PARA O BEM

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm. 8.28 – ARF).

Esse é um dos versículos mais usados no contexto evangélico, principalmente quando se pretende justificar uma situação adversa. Na verdade, em tempos difíceis, carecemos de algum suporte, e as Escrituras, certamente, é fonte de esperança (Rm. 15.4). Mas isso não quer dizer que podemos utilizar os textos bíblicos indevidamente. No caso de Rm. 8.28, devemos atentar para o significado da expressão “todas as coisas contribuem juntamente para o bem”. Será que o Apóstolo estava querendo dizer que as enfermidades que sobrevêm sobre os crentes cooperam para o bem?

Para interpretar adequadamente esse versículo, faz-se necessário atentar para o contexto da passagem. A princípio, devemos considerar que Paulo está se referindo àqueles que creram em Jesus, e foram alcançados por Sua salvação, e passaram a ser habitados pelo Espírito Santo. Assim sendo, o Apóstolo põe em evidência as glórias que estão reservadas no futuro àqueles que creram no evangelho, de modo que os sofrimentos do tempo presente não se comparam às glórias que serão reveladas no plano escatológico (Rm. 8.18). Enquanto esse dia não chega, devemos continuar orando, dependendo da intercessão do Espírito Santo, em meio as nossas limitações.

Estamos cientes que não compreendemos os propósitos divinos, mas podemos ter a convicção de que “tudo as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”. É preciso atentar para uma pergunta importante: “para quem”? Para o bem de “todos”? A resposta é “Não”. Essa é uma promessa específica para “aqueles que amam a Deus”. Isso quer dizer que nem todos podem se valer dessa promessa, somente aqueles que foram salvos, que foram chamados por Deus. Aqueles que não acreditam, ou melhor, não amam a Deus não podem assumir que tudo na vida tem um proposito divino. Então, não se pode aplicar esse versículo indistintamente a qualquer pessoa.

No texto Paulo diz que todas as coisas contribuem, ou como em outra versão, cooperam para o “bem”. Mas o que será “bem” para o Apóstolo? No contexto da Teologia da Prosperidade, a definição está atrelada a saúde, segurança financeira, felicidade pessoal, mas isso nada tem a ver com o que está escrito na Bíblia. A esse respeito é preciso deixar bem claro: Deus não tem como meta principal favorecer os crentes, dando-lhes tudo aquilo que eles gostariam de ter. A passagem em foco não pode ser usada como um amuleto para assegurar que Deus vai providenciar bênçãos materiais para os crentes. Os cristãos estão sujeitos às mesmas intempéries pelas quais passam as pessoas que não são cristãs.

Então o que é “bem” na linguagem de Paulo? A explicação vem logo em seguida, no versículo 29: “para serem conformes à imagem de seu Filho”. O objetivo principal de Deus é fazer-nos semelhantes a Cristo. Contrariando os interesses de alguns cristãos modernos, a vontade de Deus é trabalhar em nosso caráter, para que pareçamos cada vez mais com Jesus. A definição de “bem”, portanto, deve partir de Deus, não das nossas influências culturais. Conforme a versão contemporânea A Mensagem: “para moldar a vida daqueles que o amam pelos mesmos padrões da vida do Filho”. Não importa o quanto já crescemos na fé, o alvo de Deus é que, a cada dia, sejamos simplesmente como Jesus.

Para isso Ele trabalha nas circunstâncias, e nos auxilia através do Espírito Santo, até o dia da glorificação (Rm. 8.30).

Todas as coisas que acontecem no mundo não são para satisfazer nossas vontades, mas para que Deus seja glorificado em nossas vidas. As tragédias contribuem para a construção do nosso caráter, o exemplo mais dramático dessa realidade está na cruz de Cristo. Coisas ruins acontecem às pessoas que acreditam em Deus, essa é uma má notícia. Mas a boa notícia é: “Deus as transforma em coisas boas”. O propósito de Deus, ainda que Satanás não soubesse, foi levar Jesus para a cruz. Através desse desígnio, todos aquele que acredita nEle não perece, antes tem vida eterna (Jo. 3.16).

A crucificação de Jesus foi transformada em redenção para todos aqueles que creem. Por isso sabemos que Deus está trabalhando na surdina, e mais, podemos descansar na certeza que “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fp. 1.6).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

TEMPOS DIFÍCEIS (2 TM 3.1-5): JACTANCIOSOS

Os tempos difíceis ou trabalhosos dos últimos dias também são marcados pela jactância de muitas pessoas (2 Tm 3.2 – ARA). O termo grego “alazon”, que aparece na Bíblia somente em 2 Tm 3.2 e em Rm 1.30, se refere ao orgulho pretencioso e presunçoso, a alguém que é fanfarrão e que gosta de aparecer, a pessoas ostentadoras e jactanciosas, que se gabam dessas coisas. Pessoas dessa qualidade costumam realizar autopropaganda das suas proezas e realizações (muitas delas inverídicas ou superlativadas), com o objetivo de impressionar e chamar a atenção dos outros.

Ao falar sobre a ira de Deus que se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens (Rm 1.18), Paulo disse que o próprio Deus entregou os homens que O rejeitaram a uma disposição mental reprovável para praticarem coisas inconvenientes (Rm 1.28), inclusive o pecado de jactância (Rm 1.30 – ARA). As pessoas jactanciosas geralmente são exibicionistas e se preocupam de mais em ostentar aparatos suntuosos, nababescos e pomposos.

Se consideramos inconveniente a pessoa viver se gabando daquilo que é, muito mais reprovável é a ufania ou vaidade descabida de alguém que se vangloria daquilo que não é. No Novo Testamento grego a palavra “alazoneia” ocorre somente em Tg 4.16 e em 1 Jo 2.16, justamente com esse sentido da pessoa alardeadora que ostenta uma coisa que não é, que não sabe ou que não tem. Ela vive na hipocrisia das aparências, pois tem um desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens das outras pessoas. Elas procuram autoestima e aceitação nessas coisas.

A versão bíblica ARA, no texto de Tg 4.16, traduz “alazoneia” pela expressão “arrogantes pretensões”, que no contexto desse versículo se refere a projetos humanos cujos idealizadores comemoram antecipadamente seus resultados sem ter nenhuma garantia de que eles são da vontade de Deus ou que eles irão realmente se concretizar.

Em 1 Jo 2.16, enquanto as versões ARC e ARA traduzem “alazoneia” pela expressão “soberba da vida”, a versão NVI traduz esse termo grego pela expressão “ostentação dos bens”, dando a ideia da falsa segurança que é alguém confiar nas riquezas (Pv 11.28; 1 Tm 6.17). Isso na verdade é um blefe com o objetivo de esconder uma situação precária ou desvantajosa. Segundo o apóstolo João, essas coisas “…não é do Pai, mas do mundo” (1 Jo 2.16).

O rei Nabucodonosor foi um rei próspero (Dn 4.20-22; 5.18-19), mas infelizmente encheu o seu coração de jactância (Dn 5.20). Em certa ocasião, ele estava passeando pelo palácio real e se vangloriou do seu sucesso e disse: “…não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?” (Dn 4.30). No mesmo instante, Deus lhe tirou o reino e fez ele habitar com os animais do campo e comer ervas como os bois (Dn 4.31-33), até ele reconhecer que Deus é soberano e pode humilhar aos que andam na soberba (Dn 4.37). Realmente, Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6; 1 Pe 5.5). O rei Herodes também caiu no pecado de jactância, pois uma certa vez ele vestiu “…seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. Eles começaram a gritar: ‘É voz de deus, e não de homem’. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes” (At 12.21-23 – NVI).

No Sermão da Montanha, Jesus recomendou a modéstia e criticou as práticas jactanciosas de pessoas que dão esmolas (Mt 6.2-4) e jejuam (Mt 6.16-18) para serem vistas pelos homens. A advertência dele é clara: “tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial” (Mt 6.1 – NVI). Jesus contou a parábola do Fariseu e do Publicano justamente para algumas pessoas jactanciosas que desprezavam os outros (Lc 18.9). Jesus não somente justificou o publicano humilde, mas também condenou o fariseu gabola e declarou: “…qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lc 18.14). Em outra ocasião Jesus tornou a condenar a jactância dos fariseus: “…vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração, porque o que entre os homens é elevado perante Deus é abominação” (Lc 16.15).

Adotando o mesmo sentimento de modéstia e humildade que houve em Cristo Jesus (Fp 2.5), apóstolo Paulo falou da sinceridade dele quando exerceu o seu ministério entre os tessalonicenses e afirmou: “…não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros…” (1 Ts 2.6). Por causa disso ele tinha autoridade para recomendar que “não sejamos cobiçosos de vanglórias…” (Gl 5.26), e para que “nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade…” (Fp 2.3). Portanto, “quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo…” (Gl 6.14 – NVI).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

VENCENDO EM TEMPOS DE CRISE

“Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força será pequena” (Pv 24.10)

Desde que Brasil é Brasil, as crises acompanham sua trajetória de evolução e crescimento. O mais curioso é que, desde então, a história comprova que é na crise que surgem as grandes ideias e as situações que mudam para sempre o momento. Um pouco da história para mostrar que a primeira grande crise nacional ocorreu, em 1822, quando D. Pedro I proclamou a independência, ou seja o Brasil já nasceu marcado pelo desafio da superação. Nessa época o Brasil vivia uma profunda crise econômica. O espaço não nos permite mencionar tantas outras crises que marcaram a história do nosso País e que de alguma forma foram superadas e ficaram apenas nos anais da história. O que queremos aqui mesmo é chamar sua atenção, até mesmo porque não é dessas crises que desejamos falar; e sim, tratar de crises que acontecem, e que no âmbito da igreja, de uma forma ou de outra afetam seus membros e congregados. É bem verdade que todos nós preferimos livrar-nos dos problemas, adversidades e fracassos, ou melhor não tê-los nunca. Todavia a maneira como reagimos diante das circunstâncias adversas vai determinar nosso futuro como bem enfatiza Salomão: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força será pequena”. Pv.24.10.

A quarta estrofe do hino 126, do hinário oficial da Assembleia de Deus -A Harpa Cristã, por sinal de autoria da missionária Frida Vingren, nos diz: “Os mais belos hinos e poesias, foram escritos em tribulação. E do céu as lindas melodias, se ouviram na escuridão”. Isto tem fundamentação bíblica, pois quando analisamos o comportamento dos apóstolos na liderança da igreja primitiva, ao enfrentarem cada situação adversa, porque não estavam isentos disso, mostra-nos como os crentes e obreiros de hoje podemos enfrenta-las, sob o ponto de vista divino: cada crise uma oportunidade. A primeira crise enfrentada no início da igreja foi causada pelo problema do crescimento rápido. Que abençoado problema! Isto provocou uma severa crítica por parte dos crentes gregos, dirigida contra os apóstolos em relação as viúvas, conforme relato de Atos 6. Porém ao considerarem a questão, concluíram que a crítica tinha procedência legítima. Isto proporcionou a instituição dos diáconos que, até hoje, são uma bênção na igreja, desde que cumpram o papel original previsto quando a diaconia foi instituída. Que proveito ou benefícios tirou-se daquela crise? Vejamos: Em primeiro lugar a igreja passa a se organizar formalmente, as viúvas passam a ser cuidadas e os apóstolos não precisam sufocar o ministério da palavra e da oração para “servir as mesas”, se bem que esta atividade em nada diminuiria a reputação deles, como também não diminui a reputação de nenhum obreiro nos dias de hoje, até porque afinal de contas somos servos. Outro exemplo que gostaria de mencionar de crise e perseguição e que redundou em bênção para a igreja, foi a morte de Estevão, quando deu-se início em Jerusalém grande perseguição contra a Igreja. A ordem de Jesus sobre a evangelização do mundo proferida em Atos 1.8 caiu no esquecimento. Além de Jerusalém, enfatizava o Senhor que toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra deveriam ser incluídos no processo evangelístico. Parece que eles entenderam que eram responsáveis somente por Jerusalém, a cidade onde moravam. Então sobreveio-lhes a perseguição. Aí foi quando os discípulos descobriram, através da perseguição, uma nova maneira de pregar o evangelho: em todos os lugares onde iam dispersos constatavam que ali havia carência das boas novas de Cristo, então, como estavam cheios do Espírito Santo pregavam a palavra com ousadia.

Imediatamente foram fundadas várias igrejas nas cidades de Samaria, Fenícia, Chipre e até na grande Antioquia. A crise provocada pela perseguição resultou na missão muito bem sucedida entre os gentios. O progresso na evangelização foi notório. E o que dizer daqueles que, através da perseguição dos dispersos, conheceram Jesus Cristo, o Senhor? Com a fundação da igreja de Antioquia, houve a necessidade de um pastor para dar continuidade no processo de discipulado. Surgiu a oportunidade para Barnabé, um homem altamente capacitado que até então não havia sido sequer contado entre os sete diáconos. A bíblia o classifica como “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” At. 11.24. Mas não ficou só nisto: Barnabé foi até à cidade de Tarso em busca de Saulo, outra pessoa que também precisava de uma oportunidade. A igreja de Antioquia tornou-se, mais tarde, uma verdadeira base de envio de missionários, At. 13.1-3.

Poderíamos citar tantos outros exemplos que estão exarados nas páginas das sagradas escrituras, todavia ficamos por aqui na certeza que em meio as crises, perseguições e turbulências desta vida, não podemos desanimar; é aí que elevamos os nossos olhos para o céu de onde nos vem o socorro. Finalizando, desejamos que Deus em Cristo vos abençoe, grande e poderosamente.

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

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