LIDERE ONDE ESTIVER: PERCEPÇÃO E RESPONSABILIDADE

Um líder precisa ter afinidade com estas palavras

Estamos constantemente incentivando a você desenvolver suas habilidades em liderança, bem como fundamentando conceitos de fortalecimento da mesma. Por isto resolvi abordar duas palavras fortes na construção de uma boa liderança. A percepção é a primeira. A forma como você absorve e interpreta os diversos acontecimentos a seu redor é chamada de percepção. Um bom líder está atendo e interpreta de forma saudável e coerente os acontecimentos ao seu redor e reage de forma construtiva a cada situação posta. Para que isto aconteça devemos exercitar uma visão tridimensional dos relacionamentos que temos em nossa liderança; entendendo que isto faz parte da nossa visão sobre nos mesmos e os outros. Ou seja: Como você se vê? Como você vê os outros? Como os outros lhe veem?. O conjunto de respostas produz um conceito (às vezes, vários conceitos) que guiará nossa forma de conduta na relação com as pessoas que lideramos todos os dias. Sua perspectiva ao entrar em um relacionamento irá impactar muito como aquele relacionamento se mostra. Por exemplo, mostre-me uma pessoa que se vê negativamente, e eu lhe mostrarei uma pessoa que vê outros de uma forma negativa. Nós agimos como nós nos vemos. Na realidade, é impossível desempenhar constantemente um padrão de comportamento que seja incoerente com a forma que nós nos vemos. As pessoas que gostam de si mesmas, tendem a gostar dos outros também. Aqueles que desconfiam de si mesmo, também tendem a desconfiar dos outros também. Refletimos muito em nossos relacionamentos as “bondades” e “mazelas” que estão dentro de cada um de nós. Elas funcionam como filtros e afetam diretamente nossa percepção das coisas ao nosso redor. O que está dentro de nós contamina o que vemos e como interpretamos o que vemos tem o poder de fazer o mesmo. Jesus nos disse que “amássemos nosso próximo como a nós mesmos” (Mateus 22:39). Somos propensos a amar os outros na mesma proporção que nos amamos. Infelizmente, nem sempre nós vemos nossa perspectiva torcida, e culpamos os outros pelos sentimentos negativos que nós temos de nós mesmos. Jesus fez uma boa pergunta quando Ele disse: “E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3)? Bem, tudo isto gera um caminho de reflexão de mão dupla. Na mesma medida que devo pensar “no que estou vendo?” (percepção), devo pensar “quais tem sido minhas atitudes?”. Isto me leva a próxima palavra: Responsabilidade. Romanos 12:18 nos diz: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.” Uma paráfrase desta passagem poderia ser: Faça o melhor que você pode para se dar bem com todo o mundo. Mas perceba que de vez em quando você terá um relacionamento com uma pessoa difícil que pode sair do ideal. A chave é tomar uma decisão de responder bem. Relacionamentos bem sucedidos assumem suas RESPONSABILIDADES. Relacionamento é a trilha da liderança. Vamos ter que sempre andar nela; então precisamos desenvolver relacionamentos sadios em nossa liderança e isto requer que tenhamos compromisso com o ministério que estamos desempenhando. O que esta em sua mão para fazer? Faço-o. O que depende de você? Faço-o. O que você não fez ainda, mas pode fazer? Faço-o. Assuma. Não transfira, nem jogue para os outros, não acuse, nem crie desculpas e justificativas; entenda, sua liderança passa pela avaliação de responsabilidade. Nesta linha de pensamento você deve saber que é responsável pela forma como trata os outros, independente de como os outros lhe tratam. Você deve agir intencionalmente e não reativamente, para que não fique sujeito a um comportamento inadequado a missão que lhe foi dada. Deve se ver e ver aos outros da forma que Deus vê. Esta é sua fortaleza e alimento para agir de forma correta. Saiba que Deus esta pronto para nos ajudar em nossa limitações; Ele não rejeita o quebrantado e humilde de coração; o que tiver faltando para termos um bom equilíbrio em nossa percepção e responsabilidade, peça a Deus e faça sua parte. Lidere onde estiver. Até o próximo encontro, em nome de Jesus.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

SE O POVO QUE CHAMA PELO MEU NOME

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr. 7.14).

A interpretação das Escrituras pressupõe conhecimento de história, a fim de contextualizar as passagens bíblicas, abrangendo as dimensões literárias e culturais. O texto que se encontra em II Cr. 7.14 tem sido amplamente e indevidamente utilizado. É muito comum oradores nas tribunas fazerem uso desse texto para se referir a um país especificamente. A mensagem inspira humildade, sobretudo na oração, e a busca pelo perdão dos pecados, a fim de que Deus cure a nação. Essas palavras, no entanto, foram direcionadas ao povo de Israel, no período em que Salomão era o monarca.
Esse texto é a resposta do Senhor a Salomão, depois que o rei buscou a Deus, dedicando-LHE o templo que fora edificado. O referido monarca suplicou a Deus em oração para que Ele direcionasse Seu olhar para a nação israelita. Na ocasião, a shekinah – glória de Deus – veio do céu sobre aquele lugar, o povo foi tomado pela presença de Deus. Momentos depois, durante a noite, Salomão recebeu uma revelação do Senhor, quando Yahweh respondeu sua oração feita no templo, afirmando: “ouvi tua oração e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício” (II Cr. 7.12).
Como princípio interpretativo, precisamos considerar que essa é uma promessa específica para Salomão, e por extensão, ao povo de Israel. O lugar ao qual o Senhor se refere no versículo 12 é o Templo, que havia sido dedicado a Deus. Sendo assim, o rei é Salomão, o povo é Israel, o povo, à época, exclusivo de Deus. Nenhuma outra nação, na atual dispensação bíblica, nem mesmo Israel, pode se arvorar como nação escolhida do Senhor. Considerando ainda o contexto, é preciso destacar que a benção de Deus viria sobre aquela nação, mas antes eles seriam afligidos por “seca”, “gafanhotos” e “peste” (II Cr. 7.13).
II Cr. 7.14 é uma promessa de Deus para Israel, quando essa nação se voltasse ao Senhor, depois dos dias de adversidade. Esse texto é equivocadamente utilizado quando pessoas dele se apropriam para defender, por exemplo, que o Brasil pode ser a nação eleita de Deus. O tratamento de Deus na atualidade, de acordo com a revelação das Escrituras, é com a Igreja. Jesus prometeu que a edificaria, e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt. 16.18). A igreja é o Corpo de Cristo, formado não pelo povo de uma nação específica, mas de crentes judeus e gentios, de todos tempos e lugares, sob o senhorio de Jesus (Ef. 5.29).
A crença em uma nação cristã não passa de um mito, sobretudo em um país laico como o Brasil. As pessoas dentro deste país podem ter um encontro com Cristo, e passar a fazer parte do Corpo de Cristo. Devemos todos os esforços possíveis para evangelizar a todas as pessoas, para que essas se tornem discípulas genuínas de Cristo (Mt. 28.19,20). Aqueles que creem devem orar pelo bem-estar do nosso país, conforme instruiu Paulo ao jovem pastor Timóteo (I Tm. 2.1-4). Isso porque, depois que tomamos a decisão por Cristo, passamos a fazer parte do Reino de Deus, que permanece para sempre (Hb. 12.28).
A Igreja, composta por crentes de todas as nações, é a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para anunciar as virtudes dAquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe. 2.9). Israel voltará a ocupar o centro mundial quando Cristo voltar em glória, para estabelecer Seu reino milenial sobre a terra (Ap. 20.6). Enquanto isso não acontece, aqueles que compõem a igreja são cidadãos de um lugar melhor, que foi preparado por Cristo (Jo. 14.1; Fp. 3.20; Hb. 11.16). Não podemos ter expectativas muito positivas em relação aos governos humanos, muito menos que este país um dia se tornará uma nação cristã. Como cidadãos da terra, devemos escolher nossos representantes, e nos submeter às autoridades (Rm. 13.1), desde que essas estejam de acordo com vontade de Deus (At. 5.29).
Por isso devemos valorizar e defender o direito à liberdade religiosa neste país, indistintamente para todas as pessoas. Assim fazendo estaremos garantindo a possibilidade de testemunhar que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, e que ninguém pode ir ao Pai a não ser através dEle (Jo. 14.6), e que somente há salvação em Seu nome, que está acima de todo nome na terra e nos céus (At. 4.12; Ef. 1.21). Por outro lado, podemos orar, e pregar o evangelho, para salvação dos brasileiros, para que esses se arrependam dos seus pecados, e se voltem para Deus (At. 3.19,20). Mas não há fundamento bíblico para o uso de II Cr. 7.14 como aplicação para determinada nação, considerado que essa é uma promessa específica para Israel.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

SOBERBOS E OBSCURECIDOS PELO ORGULHO

As pessoas ímpias dos tempos difíceis dos últimos dias também são soberbas (2 Tm 3.2) e estão obscurecidas pelo orgulho (2 Tm 3.4. ARA: “enfatuados”). Em 2 Tm 3.2, o vocábulo grego traduzido por “soberbos” na ARC é “huperephanos”, o qual aparece neste versículo e também em Lc 1.51; Rm 1.30; Tg 4.6 e 1 Pe 5.5. Outro termo grego com significado idêntico é “huperephania”, que aparece somente no evangelho de Marcos (Mc 7.22).
O adjetivo grego “huperephanos” vem da preposição “huper”, que significa “acima”, “além”, “mais que”, e do verbo “phaino”, que se refere a ação de “brilhar”, “espalhar luz”. Literalmente, “huperephanos” caracteriza alguém que pensa que a sua luz brilha mais do que a dos outros. É a pessoa que se acha e se coloca acima das outras, que sobrevaloriza seus próprios meios e méritos, e despreza os outros. “huperephanos” se refere a alguém prepotente que tem um conceito elevado de si mesmo e descreve uma característica mais internalizada da pessoa (soberba), não necessariamente uma característica exteriorizada e facilmente perceptível pelos outros, como a jactância. Enquanto a jactância tem mais a ver com a autopropaganda hipócrita por meio de palavras, gestos e condutas exteriores, a soberba se refere mais ao excesso de autoestima e aos sentimentos interiores de grandeza.
De acordo com Jesus, a soberba é um mal que procede do interior do coração dos homens e os contamina, a exemplo dos pecados de maus pensamentos, cobiças, maldades e muitos outros (Mc 7.21-23). Por meio da parábola do fariseu e do publicano vemos quanto o fariseu foi soberbo, uma vez que “o fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’” (Lc 18.11-12 – NVI). O fariseu tinha um conceito muito elevado de si mesmo, achava-se superior ao publicano e desprezava-o. Jesus concluiu essa parábola ensinando uma grande verdade que não podemos esquecer: “…qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lc 18.14b).
Em seu cântico denominado “Magnificat”, Maria disse que o Poderoso “…dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes” (Lc 1.51-52 – ARA). Os apóstolos Tiago e Pedro citam o versículo de Pv 3.34 a partir da versão grega Septuaginta, para reforçar e transmitir a verdade de que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Enquanto Tiago faz essa citação (Tg 4.6) para se referir ao nosso relacionamento com Deus, Pedro aplica essa verdade ao relacionamento dos jovens com os mais velhos e de uns para com os outros dizendo: “semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pe 5.5). O meio irmão de Jesus também recomendou: “humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4.10).
Em uma de suas orações, o rei Davi pediu a Deus para que ele não caísse no pecado da soberba. Ele se expressou diante do Senhor dizendo: “também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (Sl 19.13 – ARA). Como cristãos, devemos ter muito cuidado para não cairmos na fraqueza de cometermos o pecado da soberba, pois muitas vezes somos tentados a isso. O salmista Asafe chegou a ter inveja dos soberbos ao ver a prosperidade dos ímpios (Sl 73.3), mas depois ele entendeu que isso não é coisa de servo de Deus e afirmou que a soberba cinge e envolve os ímpios como um colar (Sl 73.6).
Em suas cartas pastorais dirigidas a Timóteo, apóstolo Paulo também falou sobre o problema da soberba em relação a quatro situações: pastor neófito (1 Tm 3.6), falsos mestres (1 Tm 6.4), ímpios dos últimos dias (2 Tm 3.4) e ricos (1 Tm 6.17). O verbo grego “tuphoo”, empregado nessas três primeiras citações, significa literalmente o ato da pessoa fazer, soltar ou levantar uma fumaça e se envolver nela. Porém, essa palavra não é utilizada na Bíblia quanto ao seu significado literal, mas em relação ao seu significado figurado. Metaforicamente, “tuphoo” se refere à pessoa soberba auto-inflada que se enche de fumaça, nuvem ou neblina. Essa pessoa enfatuada se infla de vaidade e se enche do nada, como se fosse uma “bolha de vácuo” cheia de nada. Ela está obscurecida pelo orgulho. Quanto a 1 Tm 6.17, Paulo empregou a palavra grega “hupselophroneo”, a qual significa “orgulhoso”, “altivo” ou “arrogante”.
A soberba é a origem de todos os pecados, pois foi neste pecado que Lúcifer caiu (Is 14.13-14; Ez 28.15-17). Quando alguma pessoa aqui na terra procede soberbamente, Deus a contempla lá do céu e se lembra logo de Satanás. Portanto, fujamos da soberba e sejamos humildes. Em seus provérbios, o sábio Salomão afirmou que “o galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra, e vida” (Pv 22.4), e que “a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” Atos 1.8.

Devemos enfatizar: se nós mesmos conhecemos algo do amor de Cristo por nós, e se sentimos um pouquinho de gratidão nos nossos corações pela graça que nos salvou da morte e do inferno, então esta atitude de compaixão e cuidado por nossos semelhantes, espiritualmente necessitados, deveria fluir de modo natural e espontâneo de dentro de nós.
Foi em relação a uma evangelização agressiva que Paulo declarou que “o amor de Cristo nos constrange”. É algo lastimável quando os cristãos perdem o desejo, e tornam-se verdadeiramente relutantes, de compartilhar o conhecimento precioso que têm com os outros cuja necessidade é tão grande quanto a sua própria.
Foi natural para André, depois de ter-se encontrado com o Messias, partir e falar ao seu irmão Simão, e a Filipe que correu para levar as boas novas ao seu amigo Natanael. Ninguém precisou dizer-lhes para fazer isso; eles o fizeram de forma natural e espontânea, da mesma forma como natural e espontânea uma pessoa compartilharia com a sua família e amigos qualquer outra novidade que a tivesse afetado fortemente e marcado sua vida.
Evangelizar é um grande privilégio; é uma coisa maravilhosa estar em condições de falar aos outros sobre o amor de Cristo, estando cientes de que não há nada de que eles necessitam saber mais urgentemente, e não há nenhum conhecimento no mundo que possa lhes fazer um bem tão grande.
Não temos, portanto, porque ser relutantes e tímidos na evangelização pessoal e individual. Pois deveríamos ficar felizes e contentes em fazê-lo. Não deveríamos buscar desculpas para fugir da nossa obrigação, quando se nos oferece uma oportunidade de conversar com os outros sobre o Senhor Jesus Cristo. Se nós nos pegamos fugindo desta responsabilidade e tentando evitá-la, temos que nos deparar com o fato de que, com isso, estamos cedendo ao pecado da omissão. Às vezes é o medo de ser considerado anormal e ridículo, ou de perder a popularidade em certas rodas de amigos, que nos impede, é preciso que nos perguntemos, diante de Deus: Estas coisas devem nos impedir de amar ao nosso próximo? Se for uma falsa vergonha, que na verdade não é vergonha nenhuma, e sim orgulho mascarado, que impede a nossa língua de dar o testemunho cristão quando estamos com outras pessoas, precisamos fazer esta pergunta à nossa própria consciência: O que nos importa mais, afinal – a nossa reputação ou a salvação deles?
Não podemos ser complacentes com esse sintoma de vaidade e covardia quando sondamos assim as nossas vidas na presença de Deus. O que precisamos fazer é solicitar a graça para que possamos transbordar de tal forma do amor de Deus, que transbordemos de amor pelo nosso próximo e, dessa forma, achemos fácil, natural e prazeroso compartilhar com ele as boas novas de Cristo.
Espero, a esta altura, que esteja ficando claro para nós, como deveríamos considerar nossa responsabilidade evangelística. É bem verdade que não somos todos chamados para ser pregadores; não são dadas a todos as mesmas oportunidades ou habilidades comparáveis para lidar pessoalmente com homens e mulheres que necessitam de Cristo. Mas todos nós temos o mesmo dever de evangelizar, do qual não temos como fugir sem ao mesmo tempo com isso deixar de amar a Deus e a nosso próximo.
Para começar, todos nós podemos e devemos estar orando pela salvação de pessoas não convertidas, a partir dos da nossa família, e entre os nossos amigos e colegas do dia a dia. Além do mais, precisamos aprender a reconhecer as oportunidades de evangelização que as nossas condições cotidianas oferecem, e sermos ousados no aproveitamento delas. O ser ousado faz parte da natureza do amor.
Se você ama alguém, fica constantemente pensando na melhor coisa que pode fazer pela pessoa e como pode melhor agradá-la com tudo o que você planeja para ela. Se, no caso, amamos a Deus – Pai, Filho e Espírito Santo– por tudo o que eles fizeram por nós, devemos reunir toda a nossa capacidade de iniciativa e empreendimento para extrair o máximo de proveito que pudermos de cada situação para a sua glória – e a principal maneira de fazer isso é de descobrir formas e meios de disseminar o evangelho, obedecendo ao mandamento divino de fazer discípulos por todos os lugares.
De igual forma, se amamos nosso próximo, reuniremos toda a nossa capacidade de iniciativa para encontrar formas e meio de lhe fazer bem. E a principal maneira de lhe fazer algo de bom é compartilhar com ele o nosso conhecimento de Cristo. Assim, se amamos a Deus e ao nosso próximo, evangelizaremos e seremos ousados em nossa evangelização.
Não nos perguntaremos o quanto devemos fazer neste campo, como se evangelizar fosse uma tarefa desagradável e pesada. Não perguntaremos ansiosamente qual o mínimo de esforço que devemos fazer, em termos de evangelização, que agradará a Deus. Mas perguntaremos avidamente e com toda sinceridade pediremos para que ele nos mostre quanto podemos fazer para disseminar o conhecimento de Cristo entre os homens, nos entregaremos de todo o coração a esta tarefa.

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

CENED – um sonho de Escola Dominical

“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao Senhor, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei; e que seus filhos que a não souberem ouçam e aprendam a temer ao Senhor, vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra, a que ides, passando o Jordão, para possui-la”. (Dt 31.12,13).

As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração.
O termo “Escola Dominical” foi primeiramente usado pelo jornalista evangélico Robert Raikes, na Inglaterra, a partir de 1780, quando começou a oferecer instrução rudimentar para crianças pobres em seu único dia livre da semana – domingo, pela manhã e à tarde, pois a maioria, mesmo tendo pouca idade, já trabalhava durante a semana.
Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley, são considerados os fundadores da Escola Dominical, havendo eles, em 19 de agosto de 1855, dirigido na cidade de Petrópolis a primeira reunião de Escola Dominical em terras brasileiras.
Em agosto de 1911, dois meses após a fundação da Assembléia de Deus, foi realizada a primeira aula de Escola Dominical em Belém do Pará.
As revistas de Escola Dominical começaram a ser publicadas em forma de suplemento na década de 1920. Na década seguinte foi lançada no Rio de Janeiro a revista Lições Bíblicas para a Escola Dominical.
Desde então, ao longo de toda a sua história, a Assembléia de Deus absorveu a prática de estudar a Palavra de Deus através da Escola Bíblica Dominical, mesmo sem contar com uma adequada estrutura física.
Em 1974, o pastor Antonio Gilberto fundou o CAPED – Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical e lançou o livro texto do referido curso – o Manual da Escola Dominical. A partir desta iniciativa da CPAD a escola dominical tomou um novo impulso motivando cada vez mais os professores e alunos.
A IEADERN teve o privilégio de hospedar quatro edições do CAPED: em Natal, no ano de 1976, na gestão do saudoso pastor João Batista da Silva; em Mossoró, no ano de 1985 na gestão do saudoso pastor João Gomes da Silva; outra vez em Natal, no ano de 1997, também na gestão do saudoso pastor João Gomes da Silva. Em 2014, tivemos a honra de hospedar a 100ª edição, quando o CAPED estava comemorando 40 anos de fundação.
Em 2002, na gestão do saudoso pastor Raimundo João de Santana, a nossa igreja hospedou o 3º Congresso Nacional de Escola Dominical.
Os professores da nossa Escola Dominical sempre estão participando dos Congressos, Conferências e outros eventos promovidos pela CPAD, relativos ao aprimoramento das atividades docentes.
Desde a minha adolescência, quando aceitei a Jesus Cristo como meu Salvador, frequento a Escola Dominical e sei da importância que ela teve na minha formação cristã. Também tive o privilégio de conviver com os três pastores que me antecederam na presidência da IEADERN e sei como eles eram participantes assíduos da Escola Dominical.
Creio que o exemplo deixado por eles tem estimulado o nosso compromisso com o estudo da Bíblia através da EBD.
Agora a nossa igreja se compromete com um projeto que, até onde sabemos, é pioneiro nas Assembléias de Deus no Brasil. Um complexo de construção (secretaria, biblioteca, salas de aula, auditório, cozinha, refeitório etc.) exclusivamente para funcionar a Escola Bíblica Dominical.
O CENED – Centro de Ensino de Escola Dominical pastor Antonio Gilberto, nasceu no coração da professora Ana Caroline (Carol) de fazer alguma coisa mais concreta em relação à EBD.
Todos nós sabemos que a igreja na cidade de Pedra Grande não dispõe de recursos para custear este grande empreendimento. Mas, todos nós temos condições de, junto com a nossa classe de Escola Dominical, levantar uma oferta de amor para ajudarmos a transformar um sonho em realidade.

“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

CONSELHOS AOS UNIVERSITÁRIOS CRISTÃOS

Caros leitores, compartilhamos um artigo produzido pelo pastor Ciro Sanches Zibordi divulgado no site da CPAD News. Creio que a sua análise será edificante a todos.
É muito comum, em cursos de graduação, mestrado ou doutorado etc., alunos cristãos ouvirem gracejos, ironias, comentários preconceituosos a respeito do cristianismo e verberações contra Deus.
Não é por acaso que filmes apologéticos como God’s not Dead (Deus não Está Morto) fazem grande sucesso. Eles são uma resposta eficaz aos ataques que os professores e alunos estadunidenses vêm sofrendo simplesmente por terem escolhido seguir a Jesus Cristo.
Alguns universitários cristãos, diante das perseguições, costumam reagir, às vezes de modo hostil. Mas isso não é bom, haja vista o que está escrito em 1 Pedro 3.15: “estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.
E, pensando nessa dificuldade que os servos de Deus enfrentam, ao longo da sua vida acadêmica, resolvi escrever alguns conselhos, especialmente aos jovens estudantes de ciências sociais e humanas, que têm sofrido os principais ataques no campo ideológico.

1. NÃO SE INDISPONHA COM OS PROFESSORES OU COLEGAS
Conscientize-se de que você ingressou na vida acadêmica, sobretudo, para aprender e apreender o que é ensinado, edificando sobre o inabalável fundamento da fé cristã (1 Co 3.10-15). Lembre-se de que o apóstolo Paulo, conquanto tenha tido contato com muitos filósofos, ao passar por importantes centros do saber, como Atenas (de Platão, dos epicureus, estóicos etc.) e Mileto (berço da filosofia pré-socrática), manteve a serenidade e não se deixou influenciar por eles (At 17-20).

2. PROCURE APREENDER O QUE É BOM.
Muitos educadores, a despeito de serem ateus ou agnósticos, são grandes mestres, com os quais podemos aprender valiosas lições. Ao estudar as principais ciências, eles — que são homens naturais, sem a iluminação do Espírito (1 Co 2.14-16) — passam a considerar a fé cristã e o Santo Livro como seus inimigos figadais. E se sentem no dever de negar veementemente qualquer possibilidade de casamento entre fé e ciência. Sabemos que isso ocorre, na verdade, porque “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4).

3. LEVE EM CONSIDERAÇÃO QUE OS PROFESSORES NÃO RESPEITAM A COSMOVISÃO JUDAICO-CRISTÃ.
Eles estão presos à sua ideologia; não os veja como inimigos, mas ore por eles (Mt 5.43,44). Boa parte dos professores de Direito, Ciência Política, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Psicologia, História, Linguística, Teoria da Literatura e disciplinas afins emprega ferramentas epistemológicas e metodológicas contrárias à Palavra de Deus. Eles têm como fonte de autoridade, além da sua própria razão, os grandes filósofos, sociólogos etc.; e não a Bíblia, e as ciências derivadas dela, como: a Teologia Exegética (Hermenêutica e Exegese), a História do Cristianismo, a Teologia Sistemática, a Bibliologia, a Teologia Prática, a Arqueologia Bíblica, a Filologia Sagrada etc.

4. MANTENHA-SE FOCADO EM SEUS ESTUDOS. Pensemos num ateu ou agnóstico que resolve fazer um curso de Teologia em uma faculdade evangélica. Na década de 1990 — quando cursei Teologia pela Faculdade Evangélica de São Paulo (Faesp) —, tive um colega de classe não evangélico. Conquanto ele se sentisse incomodado com alguns ensinamentos, sempre afirmava: “Estou aqui para estudar, e não para polemizar”. Apliquei esse princípio ao estudar ciência política e tive um bom aprendizado. Lembro-me de quando um professor me pediu para discorrer sobre Thomas Hobbes (1588-1679), autor de O Leviatã (1651) e outras obras de grande relevância. Tive muita vontade de mostrar o lado teológico desse pensador inglês, mas mantive o foco no assunto em pauta (política), a despeito de ter feito menção de que ele tinha grande apreço pelas Escrituras, mesmo depois da chamada “era das trevas”, a Idade Média.

5. EXPONHA SEM MEDO AS SUAS CONVICÇÕES, SE TIVER OPORTUNIDADE.
No primeiro filme God’s not Dead, um aluno cristão é desafiado pelo professor a defender sua fé. No segundo, uma professora é processada por responder a uma pergunta de uma aluna a respeito de Jesus Cristo. Isso, se ainda não ocorreu, poderá acontecer com você, em algum momento, na apresentação de um trabalho, em algum debate etc. Não tenha medo de falar da Palavra de Deus; esteja preparado; demonstre seus conhecimentos segundo a graça do Senhor; e lembre-se do que disse o Senhor aos seus discípulos, em Mateus 10.19: “não vos dê cuidado como ou o que haveis de falar, porque, naquela mesma hora, vos será ministrado o que haveis de dizer”.

FONTE: cpadnews.com.br

Página 21 de 43« Primeira...10...1920212223...3040...Última »

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM MOSSORÓ – IEADEM

Av. Dix-Neuf Rosado, 155, Centro – Mossoró-RN
CEP 59.610-280 | Fone: (84) 3321-5721
E-mail: contato@admossoro.com.br


© 2018 - Assembleia de Deus em Mossoró. Todos os Direitos Reservados