LÍDERES SÃO RESPONSÁVEIS POR CAPACITAR SEUS LIDERADOS

Vamos fundamentar esta reflexão em Efésios 4:11-13, que proporciona um brilhante pano de fundo no tocante a capacitar os outros. “Foi ele (Cristo) quem escolheu alguns para serem apóstolos, alguns para serem profetas, alguns para serem evangelizadores e alguns para serem pastores e professores, para preparar as pessoas de Deus para a obra do ministério, de modo que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos nós alcancemos a unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus e nos tornemos maduros, atingindo a medida da plenitude de Cristo.”
Líderes – pessoas que têm influência, incluindo você – são responsáveis por usar seus dons dados por Deus para preparar ou capacitar os santos – os membros do corpo de Jesus Cristo, a Igreja – para a obra do ministério. Embora se enfatize primariamente Efésios 4:12, os versículos 11 e 13 também focam nos objetivos e fornecem grande apoio e incentivo para todos que desejam desenvolver ministérios frutíferos.
O versículo 11 fala sobre os diferentes dons que Cristo deu ao corpo de Cristo. O versículo 13 fala sobre fé, conhecimento, maturidade e estar cheio das qualidades de Cristo. Você notou? Quer sejamos líderes que capacitam ou aqueles que são liderados, todos nós partilhamos da responsabilidade conjunta de sermos capacitados para a “obra do ministério”, por isso podemos ser úteis na promoção do Reino de Deus e ter um impacto nas vidas das pessoas ao nosso redor.
Antes de continuar vamos definir o que são Competências, Recursos e Compreensão.
COMPETÊNCIA: “Uma habilidade para fazer algo com as mãos, corpo ou mente”.
RECURSOS: “Coisas que o dinheiro pode comprar; o que precisamos para fazer nosso trabalho: ferramentas, equipamentos, suprimentos…”.
O essencial para capacitar os outros COMPREENSÃO (ou conhecimento): “A qualidade da compreensão, não apenas de conhecer os fatos, mas também como aplicá-los”. Destas três definições que permeiam a questão da capacitação de outros quero enfatizar que é importante para você, e para todos os outros líderes, reconhecer três áreas da compreensão: O PROPÓSITO OU MISSÃO, O OBJETIVO E A AUTORIDADE.
Estas três áreas desempenham um papel crucial em capacitar as outras pessoas. Compreendendo a razão principal: “o objeto ou a razão pela qual algo existe.” Todos nós precisamos compreender claramente a razão ou propósito porque nós fazemos o nosso trabalho. Propósito é a “visão geral” que explica porque fazemos o que fazemos. Jesus sabia como era importante para os cristãos compreender o Seu propósito para suas vidas. Observe o que Ele disse aos Seus discípulos: “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto – fruto que permaneça “João 15:15-16 (grifo meu). Esta mesma verdade se aplica a você hoje. Jesus não apenas espera que você seja um servo; Ele te chama de Amigo e quer que você entenda o propósito que Ele tem para você. É importante que uma pessoa que se alista para a obra do ministério também compreenda seu propósito. Um elemento-chave sobre capacitar outros é guiá-los a um entendimento de um propósito em comum. Ter claro os objetivos a serem alcançados e usar da autoridade (poder de ação) para o desempenho da missão que foi confiada. Como líderes temos a responsabilidade de capacitar os outros usando as ferramentas disponíveis e ensinando aos nossos liderados os princípios e motivações coerentes com o reino de Deus e a organização que estamos envolvidos. Lidere onde estiver! Abração a todos.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

O cumprimento da Lei e dos Profetas

Em Mt. 5.17-20, Jesus revela sua posição em relação à Torah, e mostra como devemos viver no tempo presente. Não podemos esquecer que somos discípulos de Jesus, e que nosso discipulado está alicerçado na completude messiânica da história de Deus para com Israel, no que tange à revelação da Lei e dos Profetas. Portanto, discipulado tem a ver com vida a partir de determinados ensinamentos, que foram revelados pelo próprio Deus, ainda na Antiga Aliança. Tanto a Torah, quanto os Profetas, apontavam para Cristo, através do qual tanto uma quanto a outra encontraria seu cumprimento.
Por isso, ao se referir à Lei e aos Profetas, Jesus faz algumas considerações importantes. No texto em foco, há o uso do tempo aoristo – nomisete, elthon katalusai (duas vezes), plerosai) no verso 17, que apresentam de maneira sequenciada os verbos: “pensar, vir a destruir (duas vezes), cumprir”. Essas formas verbais são aoristos sumários – que captam ação em sua totalidade, e integrados aprofundam o seguinte ponto: Jesus completou tudo que dizia respeito a Torah, e tudo que os profetas predisseram a Seu respeito. Ele é o ponto específico na linha do tempo do percurso da Lei e dos Profetas, e nada mais pode vir após Cristo.
O verbo grego no aoristo intensifica a completude da ação, com enfoque no passado e sua irrepetibilidade. Por isso, a declaração de Jesus no verso 18, destaca que a Torah não é permanente, muito menos imutável, como originalmente foi dada. A Torah e os Profetas são permanentes somente na medida que são cumpridas em Cristo. Isso quer dizer, então, que todos os que seguem a Jesus cumprem a Lei e os Profetas. Destacamos que essa posição de Jesus, a respeito da Torah, não a diminui, antes expande sua relevância, redimensionando-a em termos eternos, consoante ao que fica explícito no verso 18.
Jesus é o cumprimento da Lei e dos Profetas, de modo que o Senhor categoriza dois tipos de pessoas: aquelas pessoas que estarão perdidas, por causa da confiança e sua mera religiosidade; e as que são chamadas grandes, que são aprovadas por Deus em Cristo. O discipulado genuíno, por conseguinte, significa separação, não apenas do mundo, mas, principalmente, para Deus, através de Cristo. A justiça do cristão, nesse contexto, deve exceder a dos escribas e fariseus. Portanto, o chamado de Jesus é para o cumprimento da sua justiça, não a dos religiosos da sua época que não compreenderam o caminho do Mestre dos mestres.
Somente a partir de Jesus nossa luz pode brilhar nas trevas, sai de debaixo do alqueire e brilha na escuridão. Devemos cumprir a Lei de Cristo, que está respaldada no que existe de melhor na Torah: o amor. E este deve ser demonstrado por meio de boas obras, através das quais nosso Pai celestial é glorificado. Há muitos religiosos, no tempo presente, que não compreenderam o espírito da Torah, muito menos os ensinamentos de Jesus. Todos aqueles que querem cumprir a Lei e os Profetas devem seguir a Cristo, viver a partir dos Seus ensinamentos, e seguir Seu exemplo. Somente cumprem a Lei e os Profetas, no contexto da Nova Aliança, aqueles que se identificam com Jesus, em Suas palavras e obras.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

UMA CELEBRAÇÃO APOTEÓTICA

Celebração apoteótica, é a definição mais simples que podemos aplicar à comemoração do Centenário da IEADERN – Igreja Evangélica Assembleia de Deus no estado do Rio grande do Norte; evento ocorrido neste dia 26 de maio no estádio Arena das Dunas em Natal; capital deste estado.
A expectativa era geral, contagem regressiva e os detalhes surgindo no âmbito da comissão geral, coordenada pelo pastor de Mossoró, Francisco Cícero Miranda. Uma boa, equipe coadjuvada pelas subcomissões, que diga-se; todos com o mais elevado e respeitado grau de competência. Vinte e quatro horas em sintonia com o ilustre, abençoado, respeitado e competente servo de Deus: Pastor Martim Alves da Silva presidente da IEADERN. Muito bem assessorado por suas diretorias da IEADERN e CEMADERN. Tudo preparado nos mínimos detalhes, aliás, tudo sendo feito com muito amor; passo a passo, dia após dia, mês após mês, para o grande dia 26 de maio.
Vinte e seis de maio, um sábado marcado pelo sol e pela bravura de milhares de crentes que se deslocavam de todos os cantos deste estado rumo a capital para o estádio Arena das Dunas; palco da grande celebração. Todos com o mesmo objetivo: Comemorar o Centenário da Assembleia de Deus; com o mesmo sentimento: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, e, por isso, estamos alegres. ”Sl. 126.3. Mais de duzentas e cinquenta caravanas de ônibus, centenas e mais centenas de carros menores, circulando nas estradas do estado, numa movimentação inédita, conforme testemunho da policia rodoviária federal.
Eram treze horas e trinta minutos quando os portões se abriram e os primeiros crentes tiveram acesso aquele Estádio; para o evento que estaria iniciando com termino previsto para as vinte horas, como realmente aconteceu. Tudo simplesmente lindo para glória de Deus! Em cada rosto a alegria de fazer parte desta história, o gozo de cultuar ao Senhor em um momento tão significativo para todos. A organização, as equipes, os cantores, as mensagens, a orquestra, o coral, a apresentação sêmica, e a simulação dos pastores presidentes; tudo lindo, lindo! Inclusive com homenagens aos familiares. Destaco todavia a alegria e emoção do nosso presidente Pr. Martim Alves da Silva, com muita razão, pois Deus lhe escolheu e deu tamanha responsabilidade, graça e privilégio de ser o Pastor da Igreja, neste estado, no tempo do seu Centenário. Uma data e um evento memoráveis que ficará registrados nos anais da história do evangelismo para a nossa posteridade.
É bem verdade que números não são tão relevantes para Deus, pois está escrito que para Ele “Mil anos são como um dia e um dia como mil anos”, diz São Pedro em II Pedro 3.8. Todavia, nos alegramos pelos cem anos de uma Igreja, alicerçada no ensino da palavra de Deus, nas orações e na evangelização, sob a unção do Espírito Santo.
Eu tenho prazer em ser assembleiano, pois há mais de cinquenta anos, tive um encontro com Cristo nesta igreja. Ainda na minha adolescência, faço parte desta igreja que nasceu em Jerusalém, se expandiu do oriente ao ocidente, em toda américa, chegou ao Brasil em 1911; através dos missionários suecos: Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegou em Natal em 1918. Foi um começo pequeno mas pela graça de Deus, ao completar 100 anos tornou-se uma grande obra, para honra e glória de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Daí sermos uma Igreja Centenária, e podermos em alto e bom som cantarmos: ”Centenário, resplandece, numa Igreja que a cada dia cresce! Centenário IEADERN. São cem anos que o poder de Deus Floresce. ” Parabéns Pastor Martim! Parabéns Pastor Miranda! Em nome dos quais saúdo e parabenizo todos pastores, membros e congregados desta minha querida IEADERN. Glórias a Deus! “ Porque Dele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória pois a Ele eternamente. Amém! ” Rm. 11.36.

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

JEOVÁ-ROHÍ

A expressão hebraica significa: “O Senhor é o meu pastor”, retrato fiel do salmo 23 escrito pelo poeta e harpista hebreu chamado Davi.
Ele conhecia a Deus, não só como pastor, mas como o seu pastor.
É uma experiência muito agradável conhecer o Senhor como pastor. Assim Davi se expressa no salmo 23, reconhecendo o Senhor como seu pastor, não só em poesia, mas na vida cotidiana. Deus é apresentado não só como Senhor do salmo, mas como o pastor do salmo, que guia, alimenta, dessedenta, cura, faz repousar, unge, está presente, consola etc. Não é salutar saber que temos um pastor assim? É muito confortante recitar o salmo, contudo devemos nos submeter a Ele como ovelhas do seu pasto.
Quem tem uma experiência com o pastor Jesus, não se exaspera ante as lutas e as dificuldades desta vida.
Mesmo na tempestade que nos é comum nesta vida, sabemos que Ele está no controle de todas as coisas. Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11).
Li há algum tempo um artigo sobre o salmo 23 e o autor contava algo muito interessante e quero aqui transcrever. Diz: Conta-se que em uma reunião um poeta declamava vários salmos. Na plateia tinha um velho pregador.
O poeta querendo a participação improvisada deste pregador pediu que ele recitasse o salmo 23. O pregador disse que o faria mais que também queria ouvir o poeta declamando tal salmo.
O poeta então declamou de forma majestosa provocando aplausos efusivos da plateia. O pregador então com uma voz cansada, sem nenhuma técnica abriu sua boca e simplesmente falou com o coração.
Ao terminar nenhum aplauso, mas muitos choravam tal a força com que aquelas palavras saíram dele.
O poeta disse: “A diferença entre ele e eu é que eu apenas conheço o salmo do pastor, ele, por sua vez, conhece o pastor do salmo”.
Quão maravilhoso é conhecer o pastor do salmo! É muito bom e confortante fazer parte do rebanho, cujo pastor é o Senhor Jesus.
Ele é o bom pastor que deu a sua vida por nós, suas ovelhas, então podemos descansar Nele, pois é fiel com o seu rebanho.

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

TIRAR FÉRIAS EM FAMÍLIAS

A vida é vivida de momentos que traduzem e reflete a dinâmica da nossa alma, ou seja, nossa saúde física, mental, social e espiritual. Há um conceito errado de que quando trabalhamos initerruptamente sem parar é sinal de que estamos com muita saúde. “Um homem é um sucesso se pula da cama pela manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta.” – Bob Dylan.
Eu amo e gosto muito do trabalho que exerço como profissional da área de saúde, porem, não gosto apenas de trabalhar. Gosto de passar tempo com a minha família, ficar sentado em uma praia e ver o mar, andar e viajar conhecendo outros lugares, comer, etc. Fazer o que gosta nesse meio tempo dá a razão pelo qual você ainda continua a batalhar.
O livro de Eclesiastes relata que tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. A corrida pelo sucesso, o prazer e a realização pessoal, tem levado as pessoas a uma ferrenha competição e agressividade nos negócios desta vida. Como consequência deste estilo de vida o ser humano esta stressado. Um verdadeiro desequilíbrio tem surgido no seio das famílias principalmente por questões trabalhistas e falta de planejamento de umas férias para refazer-se do stress do dia a dia.
Deus leva muito a sério o lazer, Gênesis 2.2 Diz: “no sétimo dia, Ele acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito”. Na minha visão Deus não cansou e nem muito menos ficou estressado. Porem, Ele descansou para nos deixar o modelo que deveríamos seguir. Nós sim, necessitamos de um dia na semana para descansar e de férias anuais para mantermos a dinâmica dos relacionamentos equilibrados, pois tenho certeza que muitos conflitos familiares poderiam ser solucionados, ou até mesmo evitados, se a família passasse mais tempo junta e usasse este tempo para aprofundar seus relacionamentos. O lazer não depende necessariamente de termos dinheiro ou não. O interessante é reunir força de vontade para parar um pouco na corrida desenfreada do dia a dia, e racionalmente, priorizar e programar atividades com a nossa família e para nós mesmos.
O sábio Salomão entendeu que “nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder”. Eclesiastes 3.12. Dedicar tempo a Deus e à família é um grande investimento, que produz lucros eternos. Os dias passam rapidamente e, quando menos esperamos, nossos filhos já cresceram e estão nos deixando. Ai é quando percebemos que a nossa concentração total no trabalho nos distanciou da nossa esposa e dos nossos filhos e há tempo que perdemos aquele companheirismo de quando começamos. Deus idealizou a família para ser à base da nossa felicidade pessoal, da nossa realização.
De alguma forma algo acaba interferindo na qualidade de vida e em todas as áreas, desde a financeira ate a espiritual, passando pelo emocional, relacional e física. Deus não planejou que vivêssemos uma vida tão estressada. A Bíblia relata em I Reis 19 a história de um profeta chamado Elias, homem de Deus. Porém ele se encontrava estressado, cansado, deprimido e longe da família. Deus tratou de seu esgotamento providenciando comida, descanso e mudança de vida. Enquanto ele esteve estressado, o inimigo de sua vida tirou vantagem dele. Mas quando estava alimentado e descansado Deus lhe deu uma nova perspectiva de vida.
Depois de um ano de trabalho é hora das férias. Férias significa pensar em descanso, curtir a família, os amigos, viajar, e esquecer a rotina. Férias é sinônimo de recarregar as energias, de relaxar, de estar com você mesmo, de estar com a família, de interagir com os filhos, de fazer o que você tem vontade. Mas, é importante não ficar preso a horários, padrões de comportamentos, porque estas regras são necessárias no trabalho e não para as férias.
Existe um pensamento Budista que retrata muito bem aquelas pessoas que vivem para o trabalho e nunca se lembram de valorizar os benefícios de umas férias: “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.
O descanso das férias aumenta a produtividade do funcionário, melhora a qualidade do trabalho, volta mais criativo, as ideias fluem melhor, mais motivado á trabalhar, porque se as férias forem boas e a pessoa está satisfeita por conseguir fazer tudo o que queria e tinha vontade, ela vai trabalhar o ano todo com garra para fazer de suas próximas férias ainda melhor. Além disso, vitaliza a saúde física, emocional, e é um momento de busca de um estado espiritual e renovação de esperanças. Quem não consegue tirar férias já está com uma dificuldade muito grande, está sempre em estado de alta pressão, tem estresse em nível mais elevado, maior probabilidade de ter depressão, ansiedade, por isso é fundamental dar uma parada, tirar um tempo só para você, até mesmo para refletir o que você conseguiu realizar e conquistou durante o ano.
Amados, desejo que te vá bem em todas as coisas e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. III João 2.

Deus te abençoe…

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM)

LEALDADE X DESLEALDADE – Parte 2

2. Ofensa. As pessoas começam a trair e odiar umas às outras quando são ofendidas. Provérbios 18:19 “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio”. Quando você analisa a linha de tempo da vida de Absalão é fácil perceber o nascimento de uma frustração alimentada por uma ofensa. Ou seja, ambiente propicio para quebra de confiança. Como consequência direta o indivíduo se fecha hermeticamente em sua dor e se nutre com sua ferida.
Os ferrolhos da magoa trancam as entradas do coração. O oxigênio dos relacionamentos saudáveis e aprendizados construtivos não circularam dentro do palácio da alma; assim, o que existia de bom, o que havia de virtude começou a definhar, morrer.
O vigor, o brilho do príncipe deu lugar as trevas. É assim que a ofensa gera deslealdade. Absalão inicia sua trajetória de deslealdade a partir da atitude de seu irmão Amnon em estuprar Tamar, que era sua irmã. Isto mexeu com seu coração. Para piorar a situação, Davi o Rei, pai de Tamar, Amnon e Absalão, não puniu conforme a lei, o Amnon. Isto deixou Absalão transtornado. Cada um foi enviado para um canto da nação para as coisas se acalmarem.
No final, depois de um tempo, quando parecia que tudo estava bem, o príncipe prepara a morte do seu irmão Amnon e consuma o fato. O que podemos aprender com esta terrível trama é que “Se você deixar a ofensa se instalar, ela vai destruir a sua lealdade”. Todo caso de deslealdade, tem uma raiz de ofensa presente. Penso que a melhor maneira de tratar esta situação é promover a liberação de perdão.
Se tem alguém na sua equipe com ofensa na alma, ou até mesmo você nesta condição, quero te dizer que tem como resolver isto antes que se torne um problema maior com efeitos mais profundos e duradouros. Libere perdão.
O perdão pode sarar a ferida e quebrar o ciclo da infidelidade. Houveram danos reais que precisam ser sanados. O Perdão proporciona o reconhecimento dos erros cometidos e como o próprio nome sugere, você libera suas perdas; sabemos de nossas limitações e possibilidades reais de falharmos em algo um com os outros, por isto mais uma razão para termos a pratica do perdão em nossa lista de tarefas diárias.
Caso contrário o lixo se acumula, magoas, ressentimentos, decepções, vão encharcando a alma e em um determinado momento “estoura” o balão, porque não se suporta tamanha pressão. Dentro do nosso tema Lealdade, corrigir a situação de ofensa, salvara do estopim da deslealdade.
3. Indiferença e passividade. Vamos seguir no entendimento do processo de desenvolvimento da deslealdade no coração humano. Absalão ficou dois anos aparentemente conformado, mas estava com seu coração ainda inflamado (2 Sam 13:22).
Meus amados, o coração estava sendo fermentado. Fico pensando como as lembranças da situação vivida anteriormente por Absalão o atormentavam, mantendo a chama do ressentimento acessa. Lá no fundo do coração, no profundo de sua mente, seus pensamentos retroalimentavam uma magoa. Quando deixamos a ofensa seguir e não liberamos perdão, caminhamos para deslealdade por meio da indiferença. Não participamos, não nos envolvemos, não vestimos a camisa, fechamos o coração; a alma seca. Parece até que as coisas já estão resolvidas; mas não estão. Sabe aquela definição de “morno”? Nem quente, nem frio. Este é o termômetro da indiferença. O tal do “tanto faz”. Bem… este pode ser um sinalizar de um processo de deslealde em pleno desenvolvimento; porque é um sintoma que as coisas não estão bem.
Quando temos uma situação como esta, precisamos de muito discernimento espiritual para identificar o que está acontecendo; pois aparentemente está tudo normal. Na obra de Deus este é mais um motivo de mantermos uma vida de oração e dependência de Deus. Quando os propósitos são dúbios, temos um conflito emitente.
Acredito que os dons espirituais distribuídos a igreja visam auxiliar cenários iguais a estes; onde não é possível perceber “de cara”, precisa de um tempo ou até mesmo muita atenção para ver o que está acontecendo (I Co 12). A indiferença pode ter diversos catalizadores ou seja; não existe só uma razão para ser ou estar indiferente. De toda forma é uma situação mais preocupante ainda quando o agente fomentador desta indiferença é uma ofensa não perdoada que abriu caminho para uma deslealdade em plena consolidação que por sua vez está gerando uma postura indiferente para com sua liderança.

Continua…

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

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