QUE TEMPO É ESTE?

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24.14)

Estamos vivendo um tempo ímpar, maravilhoso. Um tempo onde a presença de Deus é algo visível. Deus tem derramado de seu Espírito e percebemos, hoje, em todos os lugares pessoas sedentas e famintas da presença de Deus.
Já não se encontra tanta oposição ao servir ao Senhor como outrora, mesmo os mais distantes, concordam que a presença do poderoso Senhor trás paz, alegria, prosperidade, domínio próprio, responsabilidade e sabem que a presença de Deus na vida do homem é algo bom, muito bom.
Embora ainda cativas e pressionadas por forças hostis, buscam ouvir dos cristãos as maravilhas que o Senhor tem realizado.
Deus tem dado a sua igreja a revelação da sua palavra, não por mérito nosso, mas por que como o Senhor diz que os segredos serão revelados aqueles que ele escolheu, porque “as coisas que o olho não viu e nem ouvido ouviu e que não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para aqueles que o amam (1 Co 2:9). Em 1º Pedro capítulo 2, versículo 9 lemos: “Vós, porém, sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, a fim de anunciardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.
Somos portanto uma geração escolhida, separada, eleita por ele com uma responsabilidade ministerial de suma importância. Nação santa, exclusividade do Criador. Fomos criados para o louvor da Sua glória, capacitados para anunciar, proclamar, difundir as virtudes do nosso salvador. Fomos arrancados das trevas para a luz.
Devemos ter as características d’Aquele que nos salvou. A paz de Cristo deve reinar em nossos corações, as nossas decisões devem ser firmes, a marca inconfundível do sangue remidor deve ressaltar em nossas vestes.
A Palavra de Cristo deve habitar em nossos corações e havemos de ser santos, e revestidos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.
A melhor maneira de proclamarmos as virtudes Daquele que nos tirou das trevas para a luz é mostrando ao mundo com ousadia as marcas do Seu caráter em nós. Devemos ser santos como é santo o nosso pai. Quando isto acontece, a perfeição deixa de ser uma utopia e passa a ser uma realidade em nossas vidas, como está escrito: “E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade” (Cl 2.10). Significa dizer que do mesmo modo como Cristo sendo a cabeça de todos os poderes, não necessita de nenhum supridor, tendo-o, não necessitamos de nenhum outro.
É necessário sim, para anunciar as virtudes, que tenhamos vivenciado estas virtudes. Esta é uma geração que entendeu a realidade que Pedro, Paulo, Estevão, Timóteo viveram e o porque compreendem o comportamento de Pedro para que a sua sombra curasse.
Deus quer que esta geração do presente tempo, veja mortos ressuscitar, cegos ver, coxos andar, surdos ouvir. Esta geração santa, este povo exclusivo estará assumindo corajosamente a responsabilidade de anunciar as virtudes do Senhor através da pregação, de uma vida de oração contínua, gerando assim intimidade com o criador e intimidade gera confiança e confiança gera relacionamento extraordinários, saudáveis e isto atrai os parentes, vizinhos e amigos.
Este é o nosso tempo irmãos “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Rm 12.12).

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

AJUNTEMOS O POVO NA ESCOLA DOMINICAL

“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao Senhor, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei”. (Dt 31.12).

As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração.
Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis; dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Igreja Primitiva.
A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão do jornalista evangélico Robert Raikes que, compadecido com a situação das crianças da sua cidade (Gloucester na Inglaterra) quis dar-lhes um novo e promissor horizonte, vez que elas viviam perambulando pelas ruas da cidade envolvidas em vários delitos.
A partir do ano de 1780, Raikes começou a oferecer, nas manhãs do domingo, aulas de leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início a Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público.
No Brasil, Robert Kalley e sua esposa Sara Kalley, missionários escoceses, realizaram em agosto de 1855, a primeira aula de Escola Dominical para cinco crianças, em sua residência na cidade de Petrópolis (RJ), o que resultaria na fundação da Igreja Evangélica Fluminense, embrião da Igreja Congregacional.
Dois meses após a fundação da Assembleia de Deus no Brasil, em agosto de 1911, é realizada a primeira aula de Escola Dominical, na casa do irmão José Batista Carvalho, em Belém (PA).
Havia quatro classes: homens, mulheres, meninos e meninas.
Ao longo dos anos temos visto a importância da Escola Dominical, como a principal agência de ensino da igreja, pois nenhuma outra reunião tem um programa de estudo sistemático da Bíblia com a mesma abrangência e profundidade.
Isto não quer dizer que os outros setores da igreja não ensinem a Bíblia. É que na Escola Dominical o ensino é ajustado a cada faixa etária, desde o maternal até o adulto, possibilitando um estudo completo a cada segmento, criando raízes profundas na vida de cada aluno.
Algumas igrejas não estão valorizando a Escola Dominical, pois não a veem como promotora da educação cristã. Algumas congregações estão substituindo a Escola Dominical com outras atividades que não visam o ensino sistemático da Bíblia.
Como podemos experimentar um avivamento se desprezarmos o Livro da Lei!
Recomendo aos meus companheiros que estão à frente das igrejas e congregações: “não utilizem o horário reservado para a Escola Dominical para nenhuma outra atividade”. Os seminários, congressos, aniversários devem ter as suas programações desenvolvidas normalmente, mas, o horário destinado à Escola Dominical, deve ser utilizado para o estudo das lições bíblicas.
Também, não custa lembrar que, nós, pastores de igrejas, somos o principal responsável pela Escola Dominical mediante nossa atenção e ação.
É inadmissível que pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos e auxiliares não estejam plenamente engajados no processo de ensino da igreja.
Se os líderes não valorizarem a Escola Dominical, que exemplo ficará para os liderados? Como faremos a convocação do povo para frequentar a Escola se nós não participarmos dela?
Estejamos à frente. Ajuntando o povo para que ouçam, aprendam, temam ao Senhor e façam conforme diz a Bíblia Sagrada!

“Para que todos sejam um”

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

PENSE COM A MENTE DE CRISTO

Ter a mente do Senhor é um aspecto central da fé cristã. O apóstolo Paulo expressou isso da seguinte forma: Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo (1Co 2.16).
No original grego, a palavra mente (nous) significa o lugar da consciência reflexiva, compreendendo as faculdades de percepção e entendimento, e do sentimento, julgamento e determinação.
Ter a mente de Cristo, portanto, implica em pensar como Ele e aplicar as verdades bíblicas em tudo o que fazemos. Ter a mente de Cristo envolve refletir, compreender, sentir, julgar e decidir de acordo com a vontade de Deus.
Em síntese, pensar com a mente de Cristo envolve três aspectos básicos: VISÃO, REFLEXÃO e DECISÃO nos moldes de Jesus. Todos esses componentes, juntos, formam uma cosmovisão adequada e biblicamente relevante. Reflitamos acerca da visão.
A visão é um dos cinco sentidos que formam o conjunto da percepção humana. A visão de Jesus envolve a observação crítica sobre a sociedade e as pessoas em geral. Ao chamar os seus primeiros discípulos, ele disse: “Vinde e vede” (Jo 1.38). Em outra oportunidade o Mestre alertou: “Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo” (Mc 13.33). Mas, muito além de aconselhar os seus discípulos sobre a importância da visão, o próprio Mestre colocava essa verdade em prática.
É interessante como a Bíblia enfatiza o olhar de Jesus em diversas oportunidades e situações (Mt 19.26; Mc 14.67; Mc 10.27; Jo 11.41; Jo 17.1), a revelar a sua preocupação em entender o seu próprio tempo e os fatores de influxo da sociedade da época. Ele era espiritual, mas não alienado; tinha uma percepção muito clara sobre o contexto cultural, religioso, econômico e político daquele momento.
As características marcantes da visão do Mestre nos fornecem condições suficientes para fundamentar uma perspectiva cristã sobre todas as coisas, afastando ao mesmo tempo o olhar míope e desvirtuado do mundo em que vivemos. Na medida em que observamos seus ensinamentos, o conteúdo de suas parábolas e a forma como vivia, entendemos o ponto de partida da cosmovisão cristã, consistente na forma adequada de se ler e compreender o mundo à nossa volta.
Mas, como Jesus enxergava? Os evangelhos deixam transparecer que Jesus via e compreendia toda a realidade a partir de três focos essenciais: Criação, Queda e Redenção. Além de formar a própria lente do Cristianismo esses três elementos ajudam a compreender e refutar as cosmovisões antiteístas e não cristãs, pois toda visão de mundo pode ser analisada pela maneira como responde a três perguntas básicas: De onde viemos e quem somos nós (criação)? O que deu errado com o mundo (queda)? E o que podemos fazer para consertar isso (redenção)?
Seja como for, o que nos importa é assimilar a abrangência da visão de Cristo com fundamento nessa tríade, sem desprezar nenhum de seus aspectos, pois como escreveu Timothy Keller: “Se você deixa de lado alguma destas três perspectivas, você tem uma visão distorcida da realidade”.

FONTE: cpadnews.com.br

SER PAI! UM GRANDE PREVILÉGIO

Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? (Lc 11.11-13)

Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos! Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver: solidariedade, companheirismo, prazer de viver, otimismo, inteligência interpessoal. Ser Pai – Uma missão sublime porem complexa. Muitos ganharam notoriedade na sociedade e perderam seus filhos. Muitos conquistaram fama e sucesso em suas vidas, porem sofreram derrotas fragorosas dentro do lar. Outros nunca desfrutaram de posições privilegiadas, porem construíram famílias solidas e edificaram relacionamentos saudáveis dentro do lar.

Ser pai não é uma responsabilidade simples, requer preparo, muito trabalho e uma total dependência de Deus. Temos o privilégio de gerar filhos e a responsabilidade de educá-los. Educar é investir e exige compromisso, coerência e muito trabalho. A educação deve ser principalmente pelo exemplo. Ser pai é um sublime privilégio, mas também uma imensa responsabilidade. Não basta gerar filhos, é preciso fazer grandes investimentos na vida deles para educá-los e prepará-los para a vida. A paternidade responsável é um grande desafio ainda hoje. Vamos observar, à luz da Palavra de Deus, alguns princípios importantes para os pais.

Um grande privilegio de ser pai é você poder em tudo servir de exemplo para os filhos. Antes de um pai ensinar os filhos, ele precisa viver o que ensina. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única eficaz. Antes de inculcar nos filhos a verdade, o pai precisa ter essa verdade no coração. O pai não pode apenas ensinar o caminho aos filhos, mas ensinar no caminho. O pai é um espelho. O espelho demonstra. Precisamos de pais que sejam modelo de honestidade, de piedade e vida cheia do Espírito. Também, um pai que faz diferença é alguém que encontra tempo para os filhos. Quem ama prioriza. Quem ama encontra tempo para a pessoa amada. Um pai jamais pode sacrificar o importante no altar do urgente. Tudo à nossa volta tem o apelo do urgente. Mas, nem sempre o urgente é importante.

Os filhos são importantes. Eles merecem o melhor do nosso tempo, da nossa agenda, da nossa atenção. Se um pai está tão ocupado a ponto de não ter tempo para os filhos, ele está ocupado demais. Na verdade, nenhum sucesso compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. A herança de Deus na vida dos pais não é o dinheiro, mas os filhos. Presentes jamais substituem presença. Os filhos precisam dos pais, mais do que de coisas. Ainda, um pai que faz diferença é alguém que equilibra correção e encorajamento. O rei Davi pecou contra seus filhos porque não gostava de contrariá-los. O sacerdote Eli é acusado de amar mais os filhos do que a Deus, porém, seu amor não era responsável, pois ele foi conivente com o erro de seus filhos e não teve pulso para corrigi-los. Deixar de corrigir os filhos é um grande perigo. Porém, a correção precisa ser equilibrada com o encorajamento. Os filhos precisam ser estimulados pelos pais. O elogio sincero e a apreciação são ferramentas importantes na formação emocional dos filhos.  s filhos precisam sentir-se amados, pro egidos, e orientados pelos pais.

Por fim, um pai que faz diferença é alguém que cuida da vida espiritual dos filhos. Não basta dar teto, comida, roupa, educação e segurança aos filhos. O pai precisa prioritariamente conduzir seus filhos pelos caminhos do Senhor. O pai deve gerar seus filhos não apenas biologicamente, mas também gerá-los espiritualmente. Um pai que faz diferença é como o patriarca Jó que intercedia todas as madrugadas pelos seus filhos e os chamava para santificá-los. Precisamos de pais que aspirem não apenas o sucesso profissional dos filhos e invistam não apenas no êxito estudantil deles, mas busquem prioritariamente a salvação de seus filhos. Não basta ter filhos brilhantes, precisamos ter filhos salvos. Não basta ter filhos bem sucedidos profissionalmente, precisamos ter filhos consagrados a Deus. Nossos filhos são mais filhos de Deus do que nossos. Eles devem ser criados para realizarem os sonhos de Deus mais do que os nossos. Eles devem viver para a glória de Deus mais do que para a nossa realização pessoal.

Devemos sempre estar disponível para fazer o melhor. O pai do filho pródigo não entrou em desespero e em depressão porque tinha consciência de que havia feito o melhor e por isso tinha esperança. Nunca devemos perder a oportunidade de fazer o melhor. Nunca se esquecer de estender a mão solidaria. Nunca se esquecer de abraçar. Nunca se esquecer de fazer declarações de amor. Nunca se esquecer de investir tempo com qualidade. Nunca se esquecer de ouvir para compreender. Nunca se esquecer de pedir perdão. Quem faz o melhor acredita no potencial das pessoas. Quem faz o melhor acredita na lei da semeadura. A vida passa rapidamente e as ocasiões são únicas. Pense no que você pode fazer hoje para marcar positivamente o coração dos seus filhos. Sua esposa e filhos desejam que nós que somos pais os guiemos espiritualmente. Os filhos ficam realizados em saber que seu pai ama a Deus, anda com Deus e fala sobre Deus. Nunca esqueça seu valor como líder espiritual da família.

Deuteronômio 6.6-7 diz: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”. Você esta disposto para um desafio? Comece a passar tempo com Deus, torne-se num homem de oração, ajude sua família, a saber, o quanto você ama a Cristo e deseja honrá-lo. Por que não começar hoje? Esse é um dos maiores presentes que um homem pode dar a sua família. E, não há dia melhor para começar do que no dia dos pais. Deus abençoe a todos os pais, e nos faça serem vencedores na tarefa de conduzir espiritualmente nossas famílias.

Pr. Elumar Pereira  (Diretor do Departamento da Família da IEADEM )

LIDERE ONDE ESTIVER: ERROS BÁSICOS

No exercício de nossa liderança uma das certezas que podemos ter é que certamente cometermos erros. Estes, por sua vez, fazem parte da nossa constituição humana e, portanto, sempre estarão presentes em nossas ações.

Entretanto, também é verdade que muitos erros podem ser evitados; e se podem, devem ser. Nosso esforço contínuo de melhoria inclui a diminuição da margem de riscos e a consciência do que estão fazendo com suas devidas consequências. Isto por si só já ajuda bastante na diminuição de erros básicos e sistemáticos.

Dentro desta ótica vamos refletir sobre três erros básicos cometidos por Moisés no texto de Números 20. Vejamos:
“E o Senhor falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.” Números 20:7-12.

O contexto desta narrativa é bem simples. Houve um problema, estava faltando água. O povo de Israel reclamou com Moisés e este foi buscar em Deus uma solução. Tudo certo; nada além do trivial na vida de um líder.

Sempre estamos tratando de problemas, buscando soluções diante de necessidades expostas. Pois bem, mesmo diante de um clima relativamente hostil, quando Moisés e Arão oraram, Deus respondeu e disse o que era para fazer. Porém, Moisés não fez como Deus orientou e isto lhe custou muito caro; as consequências chegaram.

Neste cenário primeiro erro básico deste grande líder. A Precipitação. Agir sem medir as consequências é fruto de uma mente cansada. Quando estamos muito atarefados, cheios de obrigações e demandas, nos cansamos; isto afeta a qualidade de nossas ações. Aliás, é por isto que cansado você não deve tomar decisões importantes. Sua probabilidade de precipitação se torna exponencial.

A atitude de Moisés em não seguir a orientação de Deus foi uma grave precipitação. Quando tratamos principalmente da obra de Deus, precisamos seguir as orientações do Senhor desta obra.

Depois, o segundo erro básico é o descontrole emocional. Onde perdemos o equilíbrio o estrago está feito. Se perde a razão, se perde exaltadas trazem uma dose de ignorância a nossa postura de líder. As emoções fazem parte de sua vida; administra-las é um dever nosso. Impedir que elas venham é praticamente impossível, mas o gerenciamento é possível.

Moisés estava visivelmente irritado. Não era a primeira vez que o povo demostrava uma incredulidade, dúvidas e reclamação. Isto tirou este líder do sério; mas não foi só isto, tirou dele a possibilidade de entrar na terra prometida. Uma dica importante é você ter medidas práticas para combater as emoções tóxicas. Cantar, orar, conversar com amigos idôneos, ter pessoas que você ama por perto, ou seja, alimentar boas emoções ajuda você a equilibrar as situações de estresses; pensa nisso.

Por último Moisés não segue a orientação de Deus e segue sua própria visão de como tratar o problema. Ele se dirigiu ao povo, bateu boca, quando era para falar com a pedra. Se isto não bastasse bateu duas vezes na pedra. Repito o que já afirmei, em se tratando da obra de Deus é preciso redobrar o cuidado para fazer exatamente o que nosso Senhor está orientando para fazer. Esta atitude de submissão a sua vontade nos garante a solução adequada para as situações mais difíceis.

Podemos aprender uns com os outros. Podemos aprender com os erros de grandes líderes como Moisés; até nestes momentos existem lições a serem extraídas para nossa edificação. Deus te abençoe. Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

O PRIMOGÊNITO DA CRIAÇÃO

“o qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl. 1.15).

Quando a nave Apolo 11 pousou o solo lunar, o astronauta Neil Amstrong declarou: “um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”. Os jornalistas afirmaram que aquele teria sido o dia do maior evento de todos os tempos. Emtempo, BillyGraham, o famoso evangelista americano, corrigiu: “o maior dia não foi o que o homem colocou seus pés na lua, mas o dia em que Deus pôs seus pés na terra”. Ele se referiu ao nascimento de Cristo, que aconteceu em Belém da Judéia. Essa, na verdade, é a melhor notícia de todos os tempos, por isso a ela nos referimos como evangelho.

Em sua narrativa evangélica, João declara que no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo. 1.1). E acrescenta que o Verbo se fez carne, e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade (Jo. 1.14). Paulo confirma a grandeza desse evento ao assumir que Jesus, mesmo sendo Deus, esvaziou-se da Sua glória, assumindo a condição de servo (Fp. 2.8,9). A mensagem evangélica, de acordo com o autor da Epístola aos Hebreus, é a de que Jesus é Deus, a plenitude da revelação divina (Hb. 1.1-3). Ele foi, nas palavras de João, Deus em forma humana (I Jo. 4.2).

Ao longo da história, várias teorias surgiram a fim de negar a divindade de Jesus. Ainda no primeiro século, no período apostólico, os Gnósticos negavam a encarnação do Verbo. Eles argumentavam que a matéria era má, por isso Deus não poderia ter se tornado carne. Para eles Jesus não passava de um ser espiritual, que havia decidido aparentar ser humano. Nos dias atuais existem aqueles que adotam a mesma posição, argumentando que Jesus estava no céu, e que era apenas o Arcanjo Miguel. De acordo com esse ponto de vista Jesus seria uma espécie de demiurgo, não se comparando ao Deus Todo-Poderoso.

Os adeptos dessa doutrina costumam citar Cl. 1.15 a fim de justifica essa crença, dizendo que Jesus não passou da imagem do Deus Invisível, o primogênito de toda a criação. A esse respeito, defendem que Cristo teria sido criado, sendo apena o “primogênito”, o primeiro a ser criado. A fim de refutar biblicamente esse ensinamento, é preciso inicialmente destacar que a palavra primogênito – protótokos em grego – tem vários significados. Para exemplificar, atentemos para Sl. 89.27, no qual Davi, que não era o primogênito, por causa da sua proeminência familiar, recebeu a promessa de que assim seria considerado.

Quando o povo de Deus se encontrava debaixo do jugo do Egito, o Senhor diz a Moisés que este deveria declarar ao Faraó que “Israel era meu primogênito”, ainda que esse não tivesse sido seu primeiro filho (Ex. 4.22). Após considerar essas passagens, temos motivos suficientes para defender que primogênito nem sempre pode ser interpretado como “o filho mais velho”. Na declaração de Paulo, em Cl. 3.15, o Apóstolo afirma que Jesus É a imagem do Deus invisível, e não que Ele se TORNOU a imagem do Deus invisível. Jesus é, de fato, a impressão exata da natureza divina.

O contexto auxilia a interpretação desse versículo, ao justificar que “nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Cl. 3.16). A afirmação de Paulo seria exagerada se Cristo fosse apenas um arcanjo que se encarnou, considerando que Jesus é apresentado como o Criador de todas as coisas. João reforça essa doutrina, revelando que “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo. 1.3). É digno de destaque que o texto não afirma que Jesus foi feito, mas que Ele fez todas as coisas.

Essa é uma afirmação bíblica, assumida pelo próprio Jesus, e por causa dela foi perseguido pelos religiosos da época (Jo. 8.58, 59; 10.30). Os discípulos do primeiro século trataram Jesus como Deus, e não como mero homem, ou mesmo como um arcanjo encarnado. Aconteceu justamente o contrário, pois Tomé O adorou como Senhor e Deus, sem ser por Ele repreendido (20.28). Consoante ao exposto, compreendemos que Jesus, enquanto Deus-homem, ocupa posição de proeminência – protótokos – sobre toda a criação. E isso nos leva à adorá-Lo, assim como fez Paulo: “Porque dEle, por Ele , e para Ele são todas as coisas, glória, pois, a Ele, eternamente e amém” (Rm. 11.36).

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

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