PRINCÍPIOS X ESTILOS DE LIDERANÇA

Quando falamos de princípios e estilos em liderança, falamos de coisas distintas, porém interligadas.
Um conceito tem tudo a ver com o outro e sua prática se mistura, dificultando, às vezes, sua identificação em separado. Mas é importante, como líderes, analisarmos didaticamente estes conceitos e assim entender como isto se aplica a nossa vida.
Um princípio se refere ao que vem primeiro, antes de qualquer desdobramento de ações, é um fundamento que serve como base e norte para as atitudes que são praticadas.
Dentro da nossa formação Cristã, existem diversos princípios que regem nossa conduta. Por exemplo: o amor, a integridade, solidariedade, cuidado, compaixão, apoio, misericordia, justiça, fé, visão, adoração a Deus e assim por diante.
Toda vez que vamos agir, nossos princípios éticos e morais que são ensinados pela Palavra de Deus afloram e se revelam. Como também fica claro quando não estamos seguindo os referenciais de princípios corretos e justos.
Cada líder tem um conjunto de princípios que guiam sua conduta e fazem parte do filtro de suas motivações. Já o estilo está muito ligado à metodologia, formas, um grupo de hábitos comportamentais.
Os teus princípios influenciam muito teu estilo. Neste aspecto, a liderança servidora tanto se percebe no princípio como no estilo. Os três eixos centrais ligados aos estilos de liderança estão baseados no poder da tomada de decisão.
O estilo autocrático, é um tipo de liderança que as decisões estão muito focadas na figura do líder central. Normalmente é uma liderança muito produtiva com altos resultados. Pode melhorar sua performance se abrir o coração para ouvir seus pares.
O estilo participativo ou democrático divide o poder de decisão com o grupo. Assim quando vai planejar ou executar, ouviu os envolvidos, escolheram suas prioridades e, desta forma, lideram. Neste estilo existe muita criatividade e oportunização de desenvolvimento de pessoas. Para aumentar seus resultados, às vezes, precisam ser mais objetivos no processo de debate e discussão de ideias.
Outro estilo muito estudado é o “Laisse faire”, uma palavra francesa que siginifica “deixa fazer”. O líder que trabalha com este estilo delega o poder de decisão a outros, ele apenas acompanha e orienta em casos especificos. É muito usado este estilo quando o grupo é maduro, composto por pessoas de confiança do líder, que conhece a capacidade dos que estão com ele.
Neste estilo novos líderes são gerados com maior fluidez. O cuidado deve ser em não usar este estilo com pessoas neofitas. Uma coisa importante que merece destaque é que não existe um estilo melhor ou pior que o outro.
Todos os estilos terão pontos fortes e pontos de melhorias. Devido a este entendimento surgiu o estilo situacional, onde o líder é flexível na aplicação de um destes eixos, conforme a situação exige.
Particularmente, gosto muito da liderança situacional, pois nos permite extrair o melhor de cada estilo. E o seu estilo, qual é? Como você poderia melhorar? Você já identificou quais princípios têm regido sua prática de liderança? Boa reflexão. Abração, Lidere onde estiver.

Pr. Wendell Miranda (2° vice-presidente da IEADEM, Superintendente do Sistema de Comunicação da AD em Mossoró)

Arrependei-vos e seja batizado

Em At. 2.38 a mensagem de Pedro é firme: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão de pecados, e receberei o dom do Espírito Santo”. A contundência desse primeiro sermão apostólico desmontou o orgulho religioso daqueles que foram responsáveis pela morte do Messias. Tomados por vergonha e remorso, os judeus clamaram ao apóstolo, para que esse dissesse o que eles deveriam fazer. É nesse contexto que ele os admoesta a se arrependerem e serem batizados. A declaração é enfática: o arrependimento é condição necessária, a fim de obter de Deus o perdão dos pecados.
É assim que acontece o “novo nascimento”, ou para ser mais preciso, o “nascimento que vem de cima” (Jo. 3.3). Na verdade, trata-se de uma mudança radical na vida da pessoa que se arrepende, pois essa se torna nova criatura (II Co. 5.17), e desfruta de uma nova vida em Cristo (Jo. 3.6; 6.63). Pedro explica que não apenas recebemos o perdão dos pecados, mas também o próprio Espírito Santo. O apóstolo destaca o batismo em águas é necessário, como uma demonstração externa do que aconteceu internamente. Este é um símbolo que revela a sinceridade daquele que se arrependeu, e que foi lavado pela água purificadora da palavra de Deus (Tt. 3.5).
Mas é preciso esclarecer que o batismo não tem o poder de salvar quem quer que seja. A salvação é uma obra divina, que se concretiza por meio da fé, para que ninguém tenha do que se gloriar (Ef. 2.8,9). Na declaração de Pedro em At. 2.38 o batismo é inserido como uma consequência do arrependimento, não como uma condição para a salvação. Acreditar que o batismo é fundamento para a salvação significa contrariar a mensagem geral do Novo Testamento. Várias passagens das Escrituras confirmam que a salvação é somente pela fé (Jo. 1.12; Gl. 2.16). É contrário a Bíblia defender que se é salvo por meio de obras, mesmo que essa seja a prática do batismo.
Se o batismo fosse condição necessária para a salvação, o ladrão da cruz certamente não teria ido ao paraíso, considerando que esse não teve tempo para ser batizado antes da morte (Lc. 23.43). Ao longo do livro de Atos o perdão está relacionado exclusivamente à fé (At. 5.31; 10.43; 13.38,39), não ao batismo em águas. Para reforçar esse ensino, destacamos a declaração de Pedro em mais um dos seus sermões: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At. 3.19). Observemos que nessa passagem o apóstolo não faz qualquer alusão ao batismo, demonstrando, assim, que esse não é condição para a salvação.
De igual modo, quando o carcereiro de Filipos perguntou a Paulo o que deveria ser fazer para ser salvo, ele respondeu: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo” (At. 16.31). O batismo é um testemunho da conversão genuína, da limpeza que aconteceu no interior, e uma demonstração de obediência a uma ordenança do Senhor (Mt. 28.19). O batismo tem o seu valor para a vida cristã, e deve ser buscado por todos aqueles que tomaram sua decisão por Cristo. Mas não pode ser colocado em igualdade com a fé para a salvação. Jesus afirmou que toda aquele que crer e for batizado será salvo, mas somente serão condenados aqueles que não crerem, não os que não forem batizados (Mc. 16.15).
A conversão de Cornélio, registrada por Lucas em At. 10, é uma prova cabal dessa verdade. Ele foi batizado somente depois de tomar sua decisão por Cristo, principalmente porque também desceu sobre os presentes o Espírito Santo. Portanto, não devemos pensar que o batismo é um dos meios para a salvação, mas como um símbolo subsequente dessa. O próprio Pedro assumiu em uma das suas Epístolas que o ato do batismo não era suficiente para a salvação, mas a fé no Senhor e Salvador Jesus Cristo (I Pe. 3.21). Tenhamos, portanto, cuidado com doutrinas que tentam acrescentam algum outro critério para a salvação além daquele que já está posto: “pela graça sois salvos, por meio da fé (Ef. 2.8,9).
É por isso que, em relação a interpretação de At. 2.38, bem como de outras passagens bíblicas, é importante deixar que a Escritura interprete a própria Escritura, a fim de evitar conclusões precipitadas, ou doutrinas baseadas em versículos isolados.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

SEM DOMÍNIO PRÓPRIO

O ser humano é pecador por natureza e não consegue por si mesmo vencer o poder do pecado (Gn 6.5; 8.21; Sl 51.5; Ec 7.20; Jr 17.9; Rm 7.14-23). Todavia, isso não é desculpa para ele se entregar aos desejos da carne e viver na prática do pecado. Deus disse a Caim que o pecado estava à espreita, querendo conquistá-lo, mas que ele devia dominá-lo (Gn 4.7b). Não é porque a carne é fraca (Mt 26.41), que vamos nos entregar ao pecado.

Conforme 2 Tm 3.3, a intemperança ou falta de domínio próprio também é uma das marcas registradas de muitas pessoas desses tempos difíceis nos quais estamos vivendo. A sociedade pós-moderna é muito hedonista. Muitas pessoas vivem em busca do prazer imediato, egoísta e inconsequente. Elas querem dar vazão a todos os desejos da carne para viverem uma vida devassa e libertina. Falta moderação no relacionamento de muitas pessoas com o dinheiro, com o sexo, com o entretenimento, com as comidas e bebidas, e com muitas outras coisas do cotidiano.

Uma pessoa sem domínio próprio está sujeita a perigos, visto que “quem não tem domínio próprio é como uma cidade sem muros” (Pv 25.28 – NVT). Paulo exortou aos Efésios: “e não vos embriagueis com vinho, que leva à devassidão…” (Ef 5.18 – AS21). Outra tradução deste versículo diz: “não se embriaguem com vinho, pois ele os levará ao descontrole” (Ef 5.18 – NVT).

A bebida alcoólica e as demais substâncias inebriantes e entorpecentes, como as drogas, tem um poder muito grande para aguçar e estimular toda sorte de descontrole nas pessoas. Quando estão sóbrias, muitas pessoas se comportam de forma moderada. Porém, quando estão ébrias, ficam descontroladas. Nesta condição, elas colocam para fora dos seus corações toda sorte de coisas ruins (Mc 7.21-22).

Entre as 16 obras da carne listadas por Paulo em Gl 5.19-21, constam as bebedeiras (gr. methe) e orgias (gr. komos). Essas obras da carne são pecados muito relacionados, uma vez que as bebedeiras geralmente conduzem às orgias li­cenciosas, que se caracterizam pela extravagância, intemperança, indiscrição, desregramen­to, imodéstia e indisciplina. Isso também pode ser denominado de libertinagem, devassidão ou perversão de costumes (dissolução). A Bíblia nos ensinam a exercermos domínio próprio sobre nossos desejos carnais (Mt 26.41; Lc 21.34; Rm 13.14; 1 Pe 4.2-3).

Muitas pessoas, por mais regradas ou moderadas que sejam, de vez em quando soltam as rédeas da moderação e se entregam às orgias. Assim, elas per­vertem os bons costumes e praticam toda sorte de licencio­sidade, devassidão e libertinagem. Isso é muito comum em mo­mentos de lazer, principalmente se as pessoas estiverem sob efeito de álcool e de música agitada. Porém, o cristão verdadeiro produz o fruto do Espírito e, consequentemente, tem domínio próprio (Gl 5.22-23). Ele age como Paulo, que afirmou: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Co 6.12 – ARA). O cristão moderado só vai fazer coisas que edificam (1 Co 10.23) e que glorificam a Deus (1 Co 10.31).

A falta de domínio próprio das pessoas muitas vezes se manifesta na área sexual, por meio das práticas de prostituição, impureza e lascívia, que são obras pecaminosas da carne (Gl 5.19). A prostituição diz respeito a toda e qualquer conduta sexual ilícita, enquanto a impureza se refere à luxúria, impureza proveniente de desejos sexuais e a vida devassa. Quanto à lascívia, esta significa luxúria desenfreada, libidinagem, licenciosidade, libertinagem e impudência (falta de pudor).

Como medida preventiva contra o adultério causado pela falta de domínio próprio, Paulo orientou os casais dessa maneira: “não privem um ao outro de terem relações, a menos que ambos concordem em abster-se da intimidade sexual por certo tempo, a fim de se dedicarem de modo mais pleno à oração. Depois disso, unam-se novamente, para que Satanás não os tente por causa de sua falta de domínio próprio” (1 Co 7.5 – NVT).

Ao invés de se entregar às licenciosi­dades e às incontinências hedonistas, o crente fiel controla seus desejos e paixões. Se por um lado as pessoas carnais são incon­tinentes, dissolutas e intemperantes, por outro lado os crentes espirituais refreiam seus apetites carnais, são comedidos, mode­rados, temperantes e apresentam domínio próprio. A pessoa que não tem domínio próprio é como uma cidade destruída e sem muros (Pv 25.28), mas quem tem domínio próprio é melhor que aquele que conquista uma cidade (Pv 16.32).

Ev. Fábio Henrique (Bacharel em Teologia, 1º Secretário da IEADEM e professor da EBD e do CETADEM)

SEIS MANEIRAS DE HONRAR A DEUS NO DIA A DIA

Todo cristão quer honrar a Deus. Ele é maravilhoso e fez tanto por nós que queremos agradecer e lhe dar glória.
A Bíblia mostra como podemos honrar a Deus na nossa vida, todos os dias:

1. AGRADECENDO
Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus (1 Tessalonicenses 5:18)

Quando agradecemos, lembramos das coisas boas que recebemos e reconhecemos que vieram da Deus. Agradecer ajuda a lembrar de Deus e a colocar as coisas na perspectiva certa.

2. PERDOANDO
Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou (Colossenses 3:13)

Deus perdoou todos os nossos pecados! Quando nós perdoamos alguém, mostramos o que Deus faz. O perdão é um grande testemunho.

3. SENDO GENEROSO
Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos (1 João 3:16).

O verdadeiro amor se expressa em ações. Quem é generoso mostra amor às outras pessoas que Deus criou.

4. SENDO HONESTO
Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo (Efésios 4:25).

Deus ama a verdade e odeia a mentira. Dizer a verdade com amor e viver de forma honesta é agradar a Deus.

5. ESCOLHENDO BEM AS PALAVRAS
Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem (Efésios 4:29)

Palavras têm poder e devem ser usadas com cuidado. Dizer ou escrever coisas ruins, para machucar outras pessoas, é desonrar a Deus, a quem servimos. É bom pensar antes de falar.

6. CUIDANDO DA FAMÍLIA
Mas, se uma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiramente a pôr a sua religião em prática, cuidando de sua própria família e retribuindo o bem recebido de seus pais e avós, pois isso agrada a Deus (1 Timóteo 5:4).

Muita gente despreza ou rejeita sua família. Cuidar da família é reconhecer que Deus criou a família e quer que ela funcione. Honrar os pais é uma forma de honrar o Pai.

Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31).

Pr. Francisco Vicente (1º Vice-Presidente da AD em Mossoró e diretor do Departamento de Missões)

A RESSURREIÇÃO DE JESUS – NOSSA VITÓRIA PLENA

Vem aí a chamada semana santa, quantos muitos daqueles que cristãos se dizem ser, estarão seguindo a tradição da religião tradicional, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo com todos os rituais programados para aquela semana.
Porventura, Jesus não morreu uma só vez para expiar os pecados dos homens que, arrependidos O aceitam como único e suficiente salvador? Não ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana para nunca mais morrer? Por que então celebrar a morte e a ressurreição de Jesus Cristo anualmente, numa semana exclusiva, impregnada de paganismo e tradição? Não, não é bem assim que as Escrituras Sagradas apresentam a paixão, morte e ressurreição de Jesus.
Bem sabemos que Ele viveu entre nós humanos aproximadamente 33 anos, sem pecado, imaculado, pois como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, não podia apresentar nenhum defeito. Mas, verdade é que Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação, segundo o apóstolo Paulo (Rm 4.25).
Os fundadores de religião morreram, mas enquanto em vida nunca prometeram reviver, escreveram sobre conduta moral, religião, eternidade etc., mas nunca afirmaram que haviam de morrer e ressuscitar. Diferentemente de Jesus Cristo que, enquanto com vida ao lado dos seus discípulos e das multidões, afirmava sua morte e ressurreição.
Na verdade, o cristianismo não teria nenhum sentido e nem teria triunfado nestes dois mil anos, se Jesus não houvesse morrido e ressuscitado. Seria apenas uma religião a mais, desprovida de fé e esperança numa eternidade feliz para a alma. Jesus, como Deus encarnado, não só falou do céu como lugar de felicidade eterna, mas prometeu a todos quantos O receberem como Senhor e Salvador.
Ele, voluntariamente entregou a sua vida pelos mais vis pecadores, assegurando-lhes uma vida melhor e mais feliz na eternidade com Deus e os seres angelicais. Mas, a vitória não está somente na Sua morte pelos homens, e sim, na Sua ressurreição dentre os mortos. Ai de nós, homens e mulheres que servimos ao Senhor Jesus se Ele não houvesse ressuscitado!
A ressurreição de Jesus é a nossa vitória plena, dando-nos a esperança da ressurreição dos nossos irmãos antepassados e a certeza absoluta que teremos um corpo semelhante ao seu, pois assim como Ele é, nós havemos de vê-Lo. O apóstolo Paulo é muito enfático quando escreve suas epístolas aos coríntios e aos tessalonicenses e assegura a ressurreição dos que morreram em Cristo. Ora, como Cristo morreu e ressuscitou, os que morreram em Cristo também hão de ressuscitar. Essa é a nossa vitória completa garantida por Jesus e seus apóstolos.
Portanto, a ressurreição de Jesus Cristo é o triunfo, a vitória plena do cristão, tendo por base o testemunho vivo das Escrituras e a confirmação do Espírito Santo que Ele enviou para ficar conosco como seu substituto enquanto a igreja peregrinar neste mundo.

Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (IEADERN) e da Convenção Estadual de Ministros da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte (CEMADERN).

NÃO PARE NO MEIO DO CAMINHO!

A largada já aconteceu, mas a premiação ainda não. Um bom espaço já foi percorrido, mas a caminhada ainda não terminou.
Talvez estejamos no meio do caminho. Ou, quem sabe, mais próximos do ponto de chegada do que do ponto de partida.
O certo é que ninguém pode parar onde está. Já viemos à luz, já nascemos, mas não podemos continuar crianças em Cristo, tomando leite e sopinhas, usando fraldas, andando no colo da mãe ou de carrinho de bebê.
Precisamos passar do alimento líquido para o alimento sólido, da infância para a maturidade (1 Co 3.1-5).
É isso que Paulo ensina na Epístola aos Filipenses. Fomos alcançados ou conquistados por Cristo em alguma ocasião recente ou remota.
Foi o solene início de tudo. Estamos caminhando, mas precisamos caminhar mais. Graças a Deus, alcançamos vários estágios, mas há outros estágios para alcançar.
Alcançamos a salvação, mas falta alcançar o padrão de conduta estabelecido pelo próprio Senhor, isto é, a perfeição, e também o prêmio final.
Não na reta final, mas na chegada, ele “transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso” (Fp 3.21). Animemo-nos, pois, e ponhamo-nos outra vez a caminho.
No caso de Paulo, ele foi alcançado por Cristo quando estava a caminho de Damasco. Começou a crescer, amadurecer, fortalecer-se, adquirir ricas experiências e acumular muitas convicções inabaláveis.
Mas, por volta do ano 61, quando estava preso, talvez em Roma, escreveu aos filipenses que ainda não tinha parado de correr, ainda estava a caminho do alvo.
Além dessa confissão honesta e modesta, o apóstolo revela sua estratégia pessoal para continuar a bem-aventurada corrida: “Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14).
Os três verbos da estratégia paulina são formidáveis: esquecer, avançar e prosseguir. Expressam ação inteligente e bem-sucedida.
É preciso “esquecer” o caminho já percorrido, prescindir do passado para atirar-se ao presente, deixar atrás o passado. Tanto o passado coberto de insucesso como o passado coberto de sucesso. É preciso deixar para trás o passado pecaminoso porque ele é assunto já liquidado e resolvido pela confissão e pelo perdão. É preciso deixar para trás o passado vitorioso para moderar a euforia da vitória e enxergar os desafios seguintes.
É preciso “avançar” para o que está à frente, ansiar com todas as forças e estender as mãos para qualquer coisa que se depara à frente. Para tanto é estritamente necessário ouvir mais uma vez aquela palavra do Senhor a Moisés, quando o povo de Israel estava diante do Mar Vermelho: “Diga aos israelitas que sigam avante” (Êx 14.15).
É preciso “prosseguir”, correr diretamente atrás do alvo. Tal expressão tem o sentido de “arremeter rumo à meta”, que significa arrojar-se, lançar-se, atacar com ímpeto ou fúria. Por isso mesmo coloca também na boca de Paulo: “Eu não alcancei o que preciso alcançar, mas arremeto para tentar alcançá-lo” (Fp 3.12).
O alvo, o prêmio, a coroa, são a plenitude da salvação, a salvação completa, que vai além da libertação da culpa e do poder do pecado.
Não podemos parar no meio do caminho, entre a largada e a chegada. É preciso terminar a caminhada e agarrar o alvo com as duas mãos!

FONTE: ultimato.com.br

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