O cumprimento da Lei e dos Profetas

Em Mt. 5.17-20, Jesus revela sua posição em relação à Torah, e mostra como devemos viver no tempo presente. Não podemos esquecer que somos discípulos de Jesus, e que nosso discipulado está alicerçado na completude messiânica da história de Deus para com Israel, no que tange à revelação da Lei e dos Profetas. Portanto, discipulado tem a ver com vida a partir de determinados ensinamentos, que foram revelados pelo próprio Deus, ainda na Antiga Aliança. Tanto a Torah, quanto os Profetas, apontavam para Cristo, através do qual tanto uma quanto a outra encontraria seu cumprimento.
Por isso, ao se referir à Lei e aos Profetas, Jesus faz algumas considerações importantes. No texto em foco, há o uso do tempo aoristo – nomisete, elthon katalusai (duas vezes), plerosai) no verso 17, que apresentam de maneira sequenciada os verbos: “pensar, vir a destruir (duas vezes), cumprir”. Essas formas verbais são aoristos sumários – que captam ação em sua totalidade, e integrados aprofundam o seguinte ponto: Jesus completou tudo que dizia respeito a Torah, e tudo que os profetas predisseram a Seu respeito. Ele é o ponto específico na linha do tempo do percurso da Lei e dos Profetas, e nada mais pode vir após Cristo.
O verbo grego no aoristo intensifica a completude da ação, com enfoque no passado e sua irrepetibilidade. Por isso, a declaração de Jesus no verso 18, destaca que a Torah não é permanente, muito menos imutável, como originalmente foi dada. A Torah e os Profetas são permanentes somente na medida que são cumpridas em Cristo. Isso quer dizer, então, que todos os que seguem a Jesus cumprem a Lei e os Profetas. Destacamos que essa posição de Jesus, a respeito da Torah, não a diminui, antes expande sua relevância, redimensionando-a em termos eternos, consoante ao que fica explícito no verso 18.
Jesus é o cumprimento da Lei e dos Profetas, de modo que o Senhor categoriza dois tipos de pessoas: aquelas pessoas que estarão perdidas, por causa da confiança e sua mera religiosidade; e as que são chamadas grandes, que são aprovadas por Deus em Cristo. O discipulado genuíno, por conseguinte, significa separação, não apenas do mundo, mas, principalmente, para Deus, através de Cristo. A justiça do cristão, nesse contexto, deve exceder a dos escribas e fariseus. Portanto, o chamado de Jesus é para o cumprimento da sua justiça, não a dos religiosos da sua época que não compreenderam o caminho do Mestre dos mestres.
Somente a partir de Jesus nossa luz pode brilhar nas trevas, sai de debaixo do alqueire e brilha na escuridão. Devemos cumprir a Lei de Cristo, que está respaldada no que existe de melhor na Torah: o amor. E este deve ser demonstrado por meio de boas obras, através das quais nosso Pai celestial é glorificado. Há muitos religiosos, no tempo presente, que não compreenderam o espírito da Torah, muito menos os ensinamentos de Jesus. Todos aqueles que querem cumprir a Lei e os Profetas devem seguir a Cristo, viver a partir dos Seus ensinamentos, e seguir Seu exemplo. Somente cumprem a Lei e os Profetas, no contexto da Nova Aliança, aqueles que se identificam com Jesus, em Suas palavras e obras.

Ev. José Roberto A. Barbosa (2º Secretário da Assembleia de Deus em Mossoró-RN e professor da EBD)

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